terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Por que pessoas bem-sucedidas destroem suas carreiras?

Saber lidar com os pequenos fracassos do dia a dia é um dos fatores mais importantes no caminho para o sucesso.

Por Sílvio Celestino , www.administradores.com.br

Whitney Houston, Amy Winehouse, Michael Jackson... por que pessoas bem-sucedidas se autodestroem? Quando nos lembramos de Elvis Presley e Marilyn Monroe, observamos que foram dois exemplos de seres humanos que possuíram tudo o que as pessoas dizem desejar para ser felizes: eram bonitos, famosos, ricos e amados, aliás, são amados até hoje. Mas, se autodestruíram. O que teria acontecido?

Não é apenas no universo das celebridades da música ou do cinema que isso ocorre. Nas empresas, líderes executivos e outros profissionais que, teoricamente, fizeram ou estão no meio de carreiras bem-sucedidas e sabotam a si mesmos. Abusam de álcool e outras drogas, são infelizes em suas vidas pessoais, suas palavras e ações são motivos de sofrimento para si e para aqueles que os cercam. Alguns chegam ao suicídio. Por quê?

As pessoas não se preparam para o sucesso. Muitas acreditam que, quando tiverem sucesso material e financeiro, as demais áreas de sua vida automaticamente se resolverão. Mas isso não ocorre. Lidar com o fracasso na área financeira é muito difícil, mas ser bem-sucedido financeira e profissionalmente e ter dificuldades em outras esferas da vida é um desafio incompreensível para muitos.

Quando o sucesso ocorre, mas o indivíduo não está preparado, em geral é esmagado por ele. Uma agenda repleta de compromissos, cobrança das demais pessoas, autocobrança exagerada, exposição pública, críticas improcedentes, a gestão da vida pessoal, enfim, tudo se torna muito complexo. Assim como não se espera que um motorista de automóvel, com seu conhecimento sobre o painel de um carro, seja capaz de pilotar um avião, na vida, não se espera que alguém seja habilitado a gerir a complexidade do sucesso com a visão de uma criança.

Embora não exista uma cartilha para lidar com o sucesso, até porque as pessoas estão mais preocupadas em achá-lo do que em geri-lo, algumas sugestões são relevantes para pensar.

Você não pode mudar seu passado
Ninguém escreve em seu currículo: "Sou pós-graduado pela FGV e foi muito difícil, porque passei fome e meu pai abandonou minha família quando eu tinha 10 anos." Lamento que coisas terríveis tenham acontecido em seu passado, mas o mundo não se importa com isso. A pessoa tem de aprender a lidar com seus medos, fatos lamentáveis de sua vida, dificuldades indescritíveis que teve de enfrentar para chegar onde chegou. O sucesso não vai tornar esses fatos mais compreensíveis ou aceitáveis. A pessoa terá de elaborá-los, aceitá-los, enfim, lidar com eles da forma mais funcional possível. Isto é, permitir que eles façam parte de seu passado, mas não se deixar influenciar negativamente por eles, querendo compensá-los, consertá-los ou escondê-los por meio de seu sucesso.

Aprenda a lidar com as frustrações
Não existe uma regra que diga: seus pais têm de amar você. Também não há lei que diga que seus amigos querem seu bem, sempre. Ou que pessoas mal-intencionadas jamais se aproximarão de você. Ou que todas as suas ações produzirão os resultados desejados. Algumas pessoas literalmente tiveram de ser salvas de seus pais. Outras, de seus amigos e amores. E outras tiveram de se reerguer devido a decisões erradas que tomaram no passado e que consumiram grande parte de sua energia e tempo para ser corrigidas. A vida tem dessas coisas. Não há sucesso que possa torná-lo mais forte com relação às frustrações. Você terá de buscar essa força no exercício diário da vida, reconhecer que as frustrações, por vezes profundas, fazem parte da vida. Querer uma vida sem dor, sem problemas é um desejo impossível. Aliás, as únicas pessoas que não possuem problemas estão no cemitério. As demais acordam todos os dias e têm de enfrentá-los.

E por falar nisso, e quando a morte chegar? Nossa evolução nos permitiu ter consciência da realidade que nos cerca e nos transpassa. Mas o preço é saber que, um dia, aqueles que amamos e nós mesmos morreremos. Quanto tempo ainda temos? Não espere para ter aquela conversa com quem é relevante para você. Aquele assunto, é melhor você colocar na agenda e tocar nele o quanto antes com aquela pessoa. As conversas que não tivemos, por vezes, são as lembranças mais difíceis de aceitar.

Certa vez, perguntaram a Dalai Lama se era possível um ser humano se desenvolver sozinho. Após longa pausa e algumas considerações, a resposta foi: "Sim, é possível... só que leva muito mais tempo."

Assim, se há preparo possível para o sucesso, diria que é, em primeiro lugar, observar as demais pessoas. Se olhar com interesse, verá que você é parecido com todas e que cada uma delas está em sua luta diária. Só por isso merecem seu mais profundo respeito, antes ou depois de seu sucesso.

No decorrer de seu desenvolvimento, contrate profissionais que possam contribuir com seu fortalecimento: médicos para fazer o check-up e manter a saúde de seu corpo físico em dia, um personal trainer que possa lhe dar um bom condicionamento para um dia puxado de atividades. Mas não se esqueça de incluir também um coach que possa ajudá-lo a desenvolver competências nas diversas áreas de sua vida. Fazer, ao menos uma vez na vida, uma consulta a um psicólogo para ver como anda sua saúde nessa esfera. Ter momentos de serenidade, como uma meditação, um retiro ou qualquer atividade que possa lhe acalmar. Centrar-se e energizar-se com frequência.

E sempre reavaliar todos esses profissionais, amigos e mesmo familiares. Se o indivíduo não tiver competência para identificar as pessoas de má índole que se aproximam dela, principalmente após seu sucesso, terá sérios problemas em lidar com ele.

Deve também ser capaz de gerir suas emoções, para que não lhe causem danos ao longo do tempo, daí o preparo psicológico. E pensar com quais pessoas relevantes de sua vida gostaria de conversar sobre quais assuntos que lhe são fundamentais.

Não conheço nenhuma pessoa que declare que, se tivesse menos dinheiro, estaria melhor. Mas conheço muitas pessoas que se lamentam pelo fato de o dinheiro e o sucesso não terem lhe dado a serenidade que tanto desejavam. O sucesso profissional e financeiro é somente uma área de nossa vida, não é a vida toda. Após chegar lá, seja onde for para você, as demais esferas da vida continuarão esperando para ser exploradas e conquistadas.

Sílvio Celestino é sócio-fundador da Alliance Coaching e autor do livro "Conversa de Elevador – Uma Fórmula de Sucesso para sua Carreira"

Curta o Administradores no Facebook e siga os nossos posts no @admnews.

Saiba mais
Confira a lista: os 8C's do sucesso
O sucesso exige ser "workaholic"?
Decidiu mudar de área? Veja 6 dicas para aumentar suas chances de sucesso

Siga o Prof. Milton Araújo no Twitter: @Milton_A_Araujo

Entenda com Dan Ariely por que irracionalidade e sucesso têm tudo a ver

A ideia é um pouco difícil de se aceitar exatamente porque nos consideramos racionais, intuitivos e infalíveis. Porém, não se surpreenda se as palavras de um dos principais porta-vozes da Economia Comportamental no mundo modificarem essa convicção.

Por Rodolfo Araújo, Revista Administradores

Um desses acasos do destino colocou-me frente a frente com Dan Ariely em sua recente visita ao país, por ocasião do Fórum de Gestão e Liderança da HSM Brasil, em 2011. O que era para ser uma entrevista formal tornou-se um descontraído bate-papo no qual o divertidíssimo autor de "Previsivelmente Irracional" e "Positivamente Irracional" falou sobre motivação, família, trabalho e, claro, irracionalidade.

Vários autores exploraram recentemente o tema irracionalidade em suas obras, como Malcolm Gladwell ("Blink, a decisão num piscar de olhos"), Stephen Dubner e Steven Levitt ("Freakonomics" e "Superfreakonomics"), e Tim Harford ("The Logic of Life"). O que há de comum ou diferente nessas obras?

Os outros autores que escrevem sobre a irracionalidade preocupam-se se o copo está meio cheio ou meio vazio em vez de se preocuparem com o copo. Pense em "Freakonomics": fizeram um estudo com lutadores de sumô mostrando que eles trapaceavam um pouco. O fato de trapacear um pouco não significa que trapaceiem o tempo todo, mas que eles não são totalmente honestos. Os lutadores respondem aos seus incentivos. O meu interesse é estudar por que eles não trapaceiam o tempo todo. Por que trapacear só um pouco?

Sim, a racionalidade diz que eles deveriam trapacear o tempo todo...

O problema é que os outros livros abordam o comportamento através de uma perspectiva de racionalidade, considerando que as pessoas são perfeitamente racionais. Os estudos mostram que as pessoas são influenciadas por forças racionais. Não acho que elas não sejam, mas as forças racionais não mostram o quadro inteiro. Muita coisa fica sem explicação.

Em seu primeiro livro, Tim (Harford, "The Logic of Life") diz que tudo o que fazemos é otimizado. Já o novo ("Adapt: Why Success Always Start with Failure?") busca algumas explicações em experimentos. Quando você faz um experimento, já parte do princípio de que as coisas não são otimizadas. Porque, se você tem que testar, significa que não é perfeito e que você não pode confiar na sua intuição.

A Economia é um modelo de aprendizado. O mercado e o ambiente lhe forçam a aprender de forma a atingir um ponto ótimo. Você precisa aprender mais e precisa ser sistemático na sua forma de aprender. A Economia Comportamental está mostrando que as pessoas têm uma intuição ruim e, numa situação dessas, têm que se esforçar mais para aprender.

Em seu novo livro, "The Predictioneer's Game", Bruce Bueno de Mesquita diz que tudo o que fazemos é racional, mas, pelo fato de não entendermos as motivações das pessoas, dizemos que é irracional.

Eu não gosto dessa definição. Acho que há um problema em dizer que tudo o que as pessoas fazem é racional. Dizer que fazer alguma coisa aumenta a sua utilidade é diferente de dizer que é racional.

Recentemente fiz um trabalho com propagandistas médicos da Indústria Farmacêutica. Nos Estados Unidos, normalmente, são mulheres e muito atraentes. Frequentemente pagam almoços e entradas para jogos de basquete aos médicos. A Indústria sabe melhor do que os médicos que tipos de incentivos funcionam e, assim, exercem influência sobre eles. Os médicos pensam que, quando os propagandistas lhes pagam o almoço, não estão exercendo influência sobre eles. Seria tolo achar que eles entendem isso. As evidências mostram que os médicos não percebem quando estas forças estão agindo.

Você diz que os médicos não veem a influência agindo. E você, vê? Você percebe quando não está sendo racional?

Não, em vários momentos. Eu me preocupo muito com conflitos de interesses, por exemplo, porque eles dizem muito sobre o comportamento irracional. Envolve sermos pagos para vermos as coisas de uma maneira diferente. Vemos as coisas de forma diferente, mas não percebemos isso quando fazemos algo porque recebemos para isso. Se você torce para um time, consegue ver um jogo de futebol de forma objetiva? Claro que não. Com médicos, banqueiros e políticos, não dá para acreditar que possam fazer melhor.

Vou contar-lhe uma história: eu estava fazendo um experimento no laboratório e esperava ter um resultado interessante. Num dos grupos, havia um sujeito que teve uma performance péssima, prejudicando a média do grupo todo. E eu me lembrei que, neste dia, havia um senhor que estava bêbado. Então, eu percebi que este ponto fora da curva era o bêbado e pensei: "Vamos eliminá-lo". Quando eu removi seus dados – BUM! – os resultados ficaram do jeito que eu queria. Alguns dias depois, eu pensei: "O que aconteceria se aquele cara estivesse no grupo?". A outra média ficaria mais baixa e os resultados seriam ainda mais interessantes.

O problema é que, quando eu eliminei aquele voluntário, achei que estava servindo à Ciência. Na minha cabeça, os dados estavam melhores sem ele do que com ele. Eu estava fazendo o trabalho de Deus no progresso científico, manipulando os dados para se encaixarem na minha expectativa e inventando histórias para remover os obstáculos. E, realmente, temos alguns indícios que apontam que as pessoas criativas trapaceiam mais.

Porque eles têm incentivos maiores?

Porque eles conseguem inventar histórias melhores para si mesmos.

Os bônus funcionam dessa forma.

Bônus, claro. Imagine que eu lhe pague um milhão de dólares cada vez que você escrever uma matéria boa sobre o Governo. Você escreveria uma porção de coisas boas. É muito complicado!

Claro que você pode tirar pessoas bêbadas de um experimento, mas essa regra tem que ser definida antes. Você não pode fazê-lo depois de ver os resultados. Então, eu tenho regras bem específicas sobre meus conflitos de interesses. Eu nunca faço consultoria. Se eu for pago por uma empresa, deixarei de ver as coisas objetivamente.

Num artigo recente ("Good Decisions, Bad Outcomes, Harvard Business Review", dezembro de 2010) você mencionou outro pesadelo dos administradores: a aleatoriedade. Como você acha que as pessoas estão preparadas para lidar com a aleatoriedade em suas vidas?

Terrivelmente. Nós simplesmente não somos bons em lidar com o acaso. Imagine que você está num campo e tem que chutar uma bola de olhos fechados. Se você introduzir alguma aleatoriedade, todo o seu poder de previsão se acaba.

Isto se chama aprendizado de múltiplas causas. Imagine que eu te dê uma lista de filmes, diga quanto dinheiro foi gasto em cada um deles, quanto arrecadaram na primeira semana e lhe perguntasse qual seria a receita ao final de um ano. Se você deixar que as pessoas façam isso de forma intuitiva, dando algumas variáveis, elas se saem muito bem. Se você fizer isso algumas vezes, vai ficar bom. Adicione aleatoriedade e todo mundo se perde. Não dá para pensar num modelo que incorpore a aleatoriedade. Nós buscamos padrões o tempo todo. Olhamos para uma nuvem e vemos uma figura.

Você deu um exemplo pessoal de como a irracionalidade pode afetar o seu lado profissional. Mas como isso acontece dentro da sua casa, quando você vê seus filhos se comportando de forma irracional? Você os corrige ou acha que isso é parte do aprendizado?

Algumas irracionalidades são boas. Não acho que todas sejam ruins. A forma como nos preocupamos com estranhos, por exemplo, é irracional. Não faz sentido algum. Se tudo o que você quer é ser rico, por que se preocupar com as pessoas no Japão?

Então, eu encorajo este lado irracional. Meu filho de oito anos e eu acabamos de escrever o nosso primeiro artigo juntos sobre o jogo "Angry Birds". Perguntamos por que os pássaros se comportam de forma diferente se são todos iguais.

Então, basicamente, eu tento incentivar o comportamento irracional. Minha esposa e eu discordamos às vezes. Recentemente, por exemplo, meu filho fez um projeto para a escola que levou uma semana. O professor disse: "se você fizer isso e aquilo, ganha um A; se fizer menos, ganha um B; menos ainda, um C, e assim por diante". Eu disse para ele: "tire um C". O esforço extra não compensa, se você considerar custo e benefício. Minha esposa detestou isso...

Muitas vezes os incentivos podem sair pela culatra. Que tipos de incentivos você acha que funcionam?

Pessoalmente, eu tento não dar às crianças qualquer incentivo financeiro. Não acredito em dar trocados por tarefas. Eu tento mostrar o lado positivo das coisas que fazem em família. Tento não dar dinheiro para lavar a louça ou levar o lixo para fora, senão vira uma simples troca financeira e sua casa se transforma numa empresa.

Parte do seu novo livro trata sobre novas descobertas a respeito da motivação. É a motivação das pessoas que está mudando ou só agora estamos fazendo as perguntas corretas a respeito?

É a motivação que está mudando. Pense no que fazíamos quando éramos caçadores e coletores, lá na Idade da Pedra. Havia uma limitação na quantidade de motivação que você poderia ter. Além disso, as pessoas não viviam muito tempo.

Uma mudança dramática no atual cenário foi o surgimento de uma classe média. Pense nos pequenos luxos que você pode conseguir agora. Você pode comprar um telefone, um computador e uma porção de outras coisas legais. A vida está muito diferente. Isso realmente mudou a motivação.

Escrevi recentemente sobre a utilidade das coisas inúteis. Imagine que eu começasse a vender garrafas cheias de ar. Uma coisa inútil, mas que as pessoas começassem a gostar. Então elas passariam a trabalhar mais para conseguir comprar. E, no final das coisas, essa coisa inútil teria uma utilidade, que seria fazer as pessoas quererem trabalhar mais. O fato de haver um monte de coisas inúteis que você queira comprar já muda a sua motivação.

Você mencionou as novas pesquisas que está fazendo. Como vai a "teoria do homem das cavernas"?

Ela gira em torno da forma como as pessoas adoram a palavra "natural". No Brasil também é assim?

Sim, bem parecido.

Você pega um remédio, acrescenta a palavra "natural" e aí as pessoas acham que ele é melhor. Basicamente, o que estamos descobrindo é que as pessoas não acham que o medicamento é melhor para tratar a doença. Elas pensam que ele tem menos efeitos colaterais, especialmente os de longo prazo.

Pensam que ambos os remédios são como uma engrenagem que pode substituir outra, defeituosa, mas que o natural não vai destruir o restante das peças da máquina. E, por isso, as pessoas estão mais inclinadas a tomar medicamentos naturais, mesmo que não estejam aprovados pelas autoridades sanitárias. Isso pode ser altamente prejudicial.

Você acha que isso pode ser usado de forma negativa?

Acredito que este movimento de coisas naturais está amedrontando as pessoas para direcionar seus comportamentos.

É assim que agem os movimentos ecológicos?

Não necessariamente. Pense nos desastres nucleares. Há um risco muito pequeno de que alguma coisa ruim aconteça, mas as pessoas têm um medo gigantesco disso. Mas, na sociedade atual, isto (a energia nuclear) é necessário. Então, o desafio é fazer as pessoas entenderem o tamanho real do risco que enfrentam. Você não imagina a quantidade de cartas que comecei a receber depois que falei sobre esse assunto.

Posso imaginar, se for algo comparável ao caso dos dentistas (Ariely deu uma entrevista numa rádio na qual disse que os dentistas tinham incentivos perversos para achar problemas nos dentes de seus pacientes).

(Risos) Isso foi uma das piores coisas da minha vida. Depois dessa entrevista, o chefe do Conselho local me escreveu uma carta exigindo uma retratação. Eu respondi que não dava para retratar a verdade.

Se você mostrar uma radiografia para um dentista, com uma cárie num dente, e pedir que ele encontre uma cárie neste dente específico, ele a encontrará. Se você pedir a outro dentista que encontre alguma cárie na radiografia, ele também a encontrará, mas em outros dentes. A chance de dois dentistas encontrarem a mesma cárie no mesmo dente é de 50%.

Nesse episódio, o Diretor da Associação Americana de Dentistas escreveu um e-mail para 165 mil dentistas pedindo que me escrevessem pessoalmente. Eu recebi milhares de e-mails. Alguns deles diziam: "você está correto, realmente existe esse problema e algo precisa ser feito. Eu não posso lhe dizer o meu nome, mas desejo-lhe boa sorte!".

Dan, muito obrigado por seu tempo e pela agradável conversa.

Também gostei muito! Você curte charadas?

Imagem: Divulgação HSM/Lola Estúdio

Quando respondi que sim, Ariely enroscou um pequeno bastão de metal amarrado a uma cordinha na minha camisa e desafiou-me a desenroscar a geringonça sem cortar o fio (foto acima). Disse-me para escrever depois contando quanto tempo levei para realizar a tarefa. Confesso que precisei de um par de horas para desatar o nó...

Siga o Prof. Milton Araújo no Twitter: @Milton_A_Araujo

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Eu sou meu chefe: quem disse que é fácil?

Muitas vezes sem formação específica em Administração, profissionais liberais precisam exercer suas profissões e, ao mesmo tempo, administrar seus negócios.

Por Simão Mairins, www.administradores.com.br

A cultura do empreendedorismo tem ganhado cada vez mais força no Brasil, com o desenvolvimento da economia, a expansão das políticas de apoio e a diversificação dos modelos de tributação. Para se ter uma ideia, o país – que possui a maior taxa empreendedora do G20 e do Bric, segundo o GEM (Global Entrepreneurship Monitor) – conta atualmente com mais de 6 milhões de micro e pequenas empresas e quase 2 milhões de empreendedores individuais formalizados, de acordo com dados dos ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC).

Nessa massa, há um grupo normalmente pouco lembrado nas discussões sobre o assunto. É o que inclui aqueles que, para exercer suas carreiras, precisam se dividir entre uma profissão principal e a atividade administrativa, como advogados (na administração de seus escritórios), médicos (nos seus consultórios) e tantos outros profissionais liberais.

Mas, será que, com todas as responsabilidades de uma profissão específica, há tempo para conciliá-la bem com a administração de um negócio? "Eu defendo que não se deve conciliar no sentido de "combinar', mas sim de 'harmonizar'. A atividade administrativa faz parte da profissão dessas pessoas", afirma Fábio Zugman, autor dos livros "Empreendedores esquecidos" e "Administração para profissionais liberais".

Para Zugman, entretanto, "o problema é que a maioria das escolas – e boa parte dos próprios profissionais – se esquece" de que administrar é algo intrínseco à carreira de qualquer um que opte por trabalhar por conta própria.

"Como os profissionais liberais colocam uma grande ênfase em suas habilidades, muitas vezes veem as tarefas administrativas como 'a parte chata' que os impede de exercer sua tarefa principal. Isso é um erro. Eu costumo dizer para essas pessoas que elas devem enxergar a tarefa administrativa como uma higiene que fazem em suas profissões – algo que as permite trabalhar melhor", explica Zugman.

O cirurgião vascular Gerd Schreen – que atua em um dos maiores hospitais particulares do Brasil e ainda administra sua própria clínica – sabe muito bem o que é ter de se dividir entre as duas atribuições. Mas isso está longe de ser um incômodo para ele. "Ser médico é uma vocação e, mesmo que quisesse, não conseguiria me afastar da profissão que escolhi exercer há muitos anos. O contato com o paciente, a relação de confiança, a incrível experiência de cuidar do próximo não é algo que se pode achar com tanta profundidade em muitas profissões. Por outro lado, cuidar do próprio negócio é, ao mesmo tempo, um grande desafio e um grande prazer. Idealizar uma estratégia, perseguir e alcançar objetivos, metas, superar obstáculos e entraves burocráticos valorizam o empreendimento", explica.

Já a advogada Belisa Dinelli destaca que "administrar o próprio negócio possibilita uma melhor visão" do trabalho que desenvolve, e garante que "separar um tempo só para a administração do escritório" é fundamental.

"Disciplina na organização e principalmente no cumprimento da agenda é a chave para que você chegue ao final do dia sem a sensação de que falta um caminhão de coisas para resolver", complementa Gerd Schreen.

Para Fábio Zugman, a administração do tempo deve incluir até mesmo a previsão do que fazer em caso de surgirem, de última hora, espaços vazios na agenda. "O que fazer, por exemplo, quando um cliente falta e abre-se um espaço de uma hora durante o dia? Há formas de o profissional liberal se planejar para lidar com essas questões", ressalta.

Curta o Administradores no Facebook e siga os nossos posts no @admnews.

Siga o Prof. Milton Araújo no Twitter: @Milton_A_Araujo

Marketing sacoleiro: como empresas crescem maltratando consumidores

Algumas grandes empresas estão construindo excelentes resultados financeiros excluindo a satisfação do consumidor da equação de negócios.

Por Flávio Ferrari

O segredo da sustentabilidade de um negócio é compreender e atender equilibradamente os desejos e necessidades dos stakholders. Ou, pelo menos, esse é o discurso acadêmico. Entretanto, algumas empresas conquistam posições tão sólidas e favoráveis que permitem desafiar esse princípio, pelo menos por algum tempo, adotando práticas que aumentam sua lucratividade de curto-prazo.

É o caso da loja de uma grande rede de supermercados aqui perto de casa. Localizada num ponto privilegiado na região dos Jardins, em São Paulo, sem nenhum concorrente num raio de 10 quarteirões, a modesta loja não tem estacionamento. Por isso mesmo atende, basicamente, às necessidades mais imediatas dos moradores da região, que fazem pequenas compras diárias. A estratégia adotada pela direção da rede para a loja parece haver sido cunhada para otimizar a rentabilidade aproveitando as oportunidades oferecidas pela situação.

Considerando que as compras feitas pelos clientes se destinam a consumo imediato, a rede transfere para a loja os produtos que estão com data de validade próxima do vencimento, e provavelmente negocia com os fabricantes algum desconto adicional.

Dada a falta de concorrentes nas proximidades, pratica preços um pouco mais elevados e frequentemente substitui as marcas líderes nas prateleiras pelos produtos genéricos (de marca própria) ou de fabricantes "preferenciais" (da família dos acionistas).

Embora a região seja "sofisticada" e de alto poder aquisitivo, alguma pesquisa deve haver indicado que as compras são feitas por "prepostos" (motoristas, empregados domésticos) e/ou por pessoas apressadas que trabalham na região e fazem compras de última hora. Só isso poderia justificar a pouca preocupação com a seleção e o treinamento da equipe da loja, que chega a discutir sua insatisfação com as condições de trabalho na presença dos clientes.

A limpeza da loja deixa a desejar, é frequente a presença de produtos vencidos nas prateleiras, a morosidade no atendimento dos caixas provoca grandes filas a qualquer hora do dia e o slogan "lugar de gente feliz", adotado pela rede, soa como uma piada de mal gosto.

Nesta semana em que a rede adotou a extinção das sacolinhas plásticas (que, aliás, eram de péssima qualidade) vestindo-se de defensora do planeta e buscando convencer seus consumidores a adotar uma atitude "sustentável", o clima na loja ficou ainda pior. Os clientes não conseguem entender porque precisam pagar por sacolas importadas da Coréia para transportar suas compras ou de que forma a eliminação das sacolas (que eram reutilizadas em suas casas, normalmente como sacos de lixo) irá ajudar a melhorar alguma coisa em suas vidas. Mas fato é que, mesmo sem ter acesso aos resultados financeiros, imagino que a loja siga dando bons resultados, abusando de sua posição.

Alguns clientes com os quais tenho conversado deixam claro que estão cultivando uma profunda antipatia que se estende para a marca. Sempre que possível, evitam comprar não só na loja em questão, mas em qualquer outra loja da rede, porque têm a clara percepção de que a marca não se preocupa e nem respeita o consumidor.

Os que têm condição para isso comentam que procuram planejar melhor suas compras e realizá-las num outro supermercado sofisticado da região (um pouco mais distante e que requer o uso do carro).

E, durante essa semana, vários afirmaram que reduziram suas compras ao mínimo essencial para transportá-las na mão ou, no máximo, em uma única sacola que adquirem a contragosto.

Não é a primeira vez em que me deparo com esse tipo de situação. E, por mais que me sinta desrespeitado como consumidor e espantado como executivo (ou consultor), sou obrigado a admitir que grandes marcas em situação privilegiada de mercado conseguem não só sobreviver, mas crescer e lucrar maltratando seus consumidores.

Certa vez, quando uma grande editora de revistas implementou a renovação automática de suas assinaturas pelo cartão de crédito, informando a seus assinantes que isso estava sendo feito para facilitar sua vida e que, se não estivessem de acordo, bastaria telefonar antes do vencimento para solicitar o cancelamento, eu procurei seu CEO para manifestar não só a minha indignação (como assinante) mas minha percepção de que essa atitude anti-ética prejudicaria a imagem da editora. A reposta que ouvi do executivo foi que essa ação havia aumentado a taxa de renovação de assinaturas em 30%!

Pessoal e profissionalmente, acredito que existam formas melhores e mais eficientes para construir um negócio de sucesso, e tive a oportunidade de demonstrar isso nas empresas para as quais trabalhei.

Deixar de atender adequadamente um stakeholder fragiliza a posição da empresa e, principalmente quando esse stakeholder é o cliente, a torna vulnerável para a ação dos concorrentes.

Mas fato é que o modelo atual de remuneração dos executivos reforça a busca de resultados de curto prazo e raramente considera a questão da sustentabilidade (real) como algo relevante.

Minha sugestão é que os acionistas exijam mais de seus executivos e desafiem sua criatividade voltando a incluir a satisfação do consumidor na equação.

Curta o Administradores no Facebook e siga os nossos posts no @admnews.
Siga o Prof. Milton Araújo no Twitter: @Milton_A_Araujo

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Preparatório ANPAD - JUNHO/2012 (Matrículas encerradas)

Leia o post mais recente:
http://profmilton.blogspot.com.br/2013/02/preparatorio-anpad-junho-de-2013-com.html

Instituto Integral – Dez anos – Recordista em Aprovação!
· 80% de nossas vagas são ocupadas por indicação de ex-alunos.
· 75% dos nossos alunos conseguem vaga nos melhores cursos de Pós-Graduação do Brasil.
· 70% das vagas do PPGA/UFRGS são ocupadas por nossos alunos.


www.institutointegral.com.br
preparatorioanpad@institutointegral.com.br

-------------------------------------------------------------------------

Atendendo a pedidos, prorrogamos o DESCONTÃO de 25% à vista até o dia 05/03.
Caso queira usufruir deste benefício, veja instruções adiante. Mas seja rápido, pois o limite de vagas está prestes a se esgotar!

PARABÉNS ao nosso aluno, Maurício Pozzebon, pelos 592,82 pontos (99,22%) no Teste ANPAD de Fevereiro/12.

Instituto Integral – Dez anos – Recordista em Aprovação!
·         80% de nossas vagas são ocupadas por indicação de ex-alunos.
·         75% dos nossos alunos conseguem vaga nos melhores cursos de Pós-Graduação do Brasil.
·         70% das vagas do PPGA/UFRGS são ocupadas por nossos alunos.

-------------------------------------------------------------------------

Curso Preparatório para o Teste ANPAD
Edição: JUNHO/2012 – Extensivo


MÓDULO I (Raciocínio Lógico e Raciocínio Quantitativo)
Carga-horária: 75 horas
Professor: Milton Araújo.

TURMAS:
(Solicite o Plano de Aulas)

1. NOITE: segundas e quartas, das 19:00h às 22:00h
Vagas: Dez (nove já foram reservadas)
Início: 05/03/12

2. EXTRA – NOITE: terças e quintas, das 19:00h às 22:00h
Vagas: Dez (sete já foram reservadas)
Início: 13/03/12

3. MANHÃ: quartas e sextas, das 9:00h às 12:00h
Vagas: Dez (seis já foram reservadas)
Início: 07/03/12

4. EXTRA – MANHÃ: terças e quintas, das 9:00h às 12:00h
Vagas: Dez (cinco já foram reservadas)
Início: 15/03/12

5. SÁBADOS: das 13:30h às 17:00h, e Domingos das 9 às 12h
Vagas: Dez (dez já foram reservadas. Oferecemos duas vagas extras nesta turma)
Início: 10/03/12


Devido ao comprometimento de horários, nesta edição não ofereceremos turmas de intensivo.


INVESTIMENTO (Solicite a Tabela de Valores).
Material didático incluído.

Atendendo a pedidos, prorrogamos o DESCONTÃO especial de 25% (não-cumulativo com outros descontos) para matrícula feita por depósito bancário, até o dia 05/03 (improrrogável).

NOTA: O descontão é calculado sobre o valor cheio do Módulo I:
5 x R$ 330,00 = R$ 1.650,00 (veja a Tabela de Valores). Com 25% de desconto, este valor fica em R$ 1.250,00 (você economiza R$ 400,00).

Mas é só até o dia 05/02, impreterivelmente.

Caso faça sua reserva imediatamente, você poderá pagar o valor (com o descontão) em duas parcelas iguais a R$ 625,00 cada uma (a primeira no ato da reserva, por depósito bancário e a outra no primeiro dia de aula, por cheque pré-datado para 7 de abril).



Para efetivar a RESERVA proceda do seguinte modo:

1) Faça o depósito do sinal de R$ 100,00 em uma das contas informadas a seguir.
a) Itaú: solicite os dados (agência e conta-corrente);
b) Santander: solicite os dados (agência e conta-corrente);
c) Banco do Brasil: solicite os dados (agência e conta-corrente);
d) Caixa Federal: solicite os dados (agência e conta-corrente).

Antes de efetuar qualquer depósito, verifique se ainda há vagas na turma pleiteada!


2) O saldo remanescente é ajustado no primeiro dia de aula, com cheques para o dia 07 de cada mês subseqüente.

3) Envie e-mail imediatamente após efetuar o depósito, para avisar sobre a operação e confirmar a turma pleiteada (para que se possa dar baixa na vaga).

4) Ao efetuar a RESERVA você garante os descontos vigentes na data do depósito, e pode ajustar o saldo remanescente no primeiro dia de aula, por cheques pré-datados para o dia 7 de cada mês subseqüente.

5) Caso haja algum imprevisto, e você não possa fazer o curso, entre em contato conosco antes do início do curso para solicitar o reembolso integral do valor pago pela RESERVA.

6) Para aqueles que pretendem comparecer diretamente à primeira aula, e efetuar a matrícula no ato, solicita-se que entrem em contato antes de comparecer, a fim de verificar se ainda há vaga disponível na turma pleiteada.

Não vacile! Faça uma reserva agora mesmo. Nossas turmas lotam rapidamente!
A edição de Junho é a que registra a maior demanda pelo curso preparatório. No ano passado, vários interessados ficaram sem vaga.

Módulo II – 30 horas (Português Inglês e Rac. Analítico):
Este módulo é oferecido no regime de parceria com a Profª. Alayde. Todas as informações (assim como a contratação deste módulo) deverão ser obtidas diretamente com a professora (alayde76@hotmail.com).

Você ainda tem alguma dúvida?
Estou a sua disposição para esclarecê-las.

Milton Araújo.
Av. José Bonifácio, 519, conj. 407
Porto Alegre – RS
Ver Mapa: http://www.institutointegral.com.br/localizacao.php
(Visitas devem ser agendadas)
Fones: (51) 3028-3046 e 8136-5950

(Estacionamento-convênio (40% de desconto): Av. Venâncio Aires, ao lado do Bar do Beto)

Instituto Integral – Dez anos – Recordista em Aprovação!
· 80% de nossas vagas são ocupadas por indicação de ex-alunos.
· 75% dos nossos alunos conseguem vaga nos melhores cursos de Pós-Graduação do Brasil.
· 70% das vagas do PPGA/UFRGS são ocupadas por nossos alunos.

www.institutointegral.com.br
preparatorioanpad@institutointegral.com.br

-------------------------------------
“Você faz suas escolhas e suas escolhas fazem você.” [Steve Beckman]
“Covardes nunca tentam; fracassados nunca terminam; vencedores nunca desistem.” [Norman Vincent Peale]
“Os maiores dos erros são a pressa antes do tempo e a lentidão diante da oportunidade.” [Árabe]
“A Oportunidade é uma dama altiva, pois não perde tempo com os despreparados.” [Autor desconhecido]
----------------------------------------------------

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Padronizar ou adaptar-se?

Este é o dilema que se coloca para as empresas que encaram o desafio de conquistar espaço em mercados internacionais. A resposta, no entanto, é complexa – e depende de cada caso.

Por Alex Pipkin* - Revista Amanhã

Quando se fala em internacionalização de empresas, a “massa crítica” das organizações focaliza estratégias de marketing e os clássicos 4Ps, o composto mercadológico que, tropicalizado, inclui as estratégias de produto, praça de distribuição/comercialização, preço e promoção. É claro que todas essas variáveis são importantes. Contudo, é cada vez mais necessário pensar na questão do desenvolvimento de produtos e sua respectiva inserção nos mercados além-fronteiras por meio de uma nova abordagem, fundamentada em insights que resultem em modelos de negócio inovadores. O velho e cada vez mais necessário segredo: ser diferente, ousar e implementar uma nova curva de valor.

Nessa perspectiva, o grande dilema estratégico em matéria de internacionalização coloca a companhia diante das seguintes opções: seguir a via da padronização do composto de produto ou adaptá-lo às condições peculiares a cada mercado externo? A quem espera uma resposta simples, um alerta: aqui, não há receita de bolo. A decisão dependerá dos recursos, capacidades e tecnologias da organização. Além de considerar, obviamente, as características de cada mercado alvo em aspectos não apenas socioculturais, políticos e econômicos, mas também de natureza tecnológica.

A decisão entre padronização ou adaptação do produto dependerá sobretudo da proposta de valor da empresa. A companhia quer se inserir lá fora com algum nível de diferenciação? Ou pretende se estabelecer com um produto de baixo custo e preços mais acessíveis para um dado mercado ou segmento?

Analistas com forte orientação para a produção e custos advogam a favor da padronização, enquanto aqueles mais sensíveis às nuances culturais se mostram adeptos da adaptação para se aproximar das efetivas necessidades e desejos do consumidor estrangeiro. Acerta quem enxerga o nível adequado dessa customização. Sabidamente, aquelas empresas que passam a ter um maior controle do canal de comercialização internacional conseguem enxergar e entender melhor tais necessidades. Assim, adaptam e criam características (não somente funcionais), trabalhando forma, design, embalagem e serviços, entre outros itens relevantes. E, dessa forma, aumentam o seu desempenho exportador. Naturalmente, as empresas que desenvolvem produtos pensando em inseri-los nos mercados vizinhos – física e culturalmente mais próximos – tendem a obter maior sucesso, alcançando fatias mais expressivas de mercado e maior rentabilidade.

A própria questão lançada pelo paradigma porteriano – “liderança de custos ou diferenciação” – passa a ser questionável. Afinal, hoje, em função do avanço tecnológico que nivela equipamentos e processos, e da identificação do que o consumidor estrangeiro quer, é possível ter simultaneamente um produto com algum nível de diferenciação e, ao mesmo tempo, com baixo custo – o que permite repassar o bem ou serviço ao consumidor com preços inferiores.

Hoje, com o avanço tecnológico, que nivela equipamentos e processo, é possível ter um produto com algum nível de diferenciação e baixo custo
Aqui, vale a inovação de valor. O que isso significa? Que, em razão daquilo que o consumidor estrangeiro valoriza, é preciso eliminar ou reduzir determinados atributos do produto – cortando custos – e adicionar e criar outros atributos que são apreciados, mas que nunca foram oferecidos a tais consumidores. Significa alinhar inovação com utilidade, preços e ganhos de custo. A inovação de valor faz com que se criem produtos diferenciados e de baixo custo. Foi exatamente isso que a Kimberly-Clark Brasil fez em relação à oferta de fraldas descartáveis ao adotar um tipo de elástico fixador reutilizável, substituindo as fitas adesivas e, bingo, barateando o produto.

É interessante notar que, muitas vezes, as possibilidades de inovar estão muito próximas daquilo que uma empresa tem como o seu negócio central. A inovação pode estar muitas vezes oculta nas adjacências de sua maior competência. Este é o caso de fabricantes que passam a inovar vendendo serviços especializados ligados às suas competências centrais. A húngara Nabi entrou com vigor no mercado norte-americano ao oferecer um ônibus de preço mais alto e custo de manutenção mais baixo. Como? É que, em vez de utilizar chapas de aço – material pouco resistente à corrosão, que dificulta e onera a reparação de veículos acidentados –, a Nabi fez carrocerias com fibras de vidro. É um ônibus de conserto mais rápido, fácil e barato. E que ainda consome menos combustível, por ser mais leve.

Com a ascensão econômica de países como Brasil, China, Índia, Rússia e Turquia, o próprio processo de inovação – e o seu “caminho lógico” – vem se invertendo. Antes, a Europa, os EUA e outros países adiantados desenvolviam produtos que eram posteriormente comercializados nos países mais pobres. Hoje, porém, percebe-se que os principais países emergentes alteraram o fluxo das inovações e também passaram a lançar produtos e serviços nos mercados mais desenvolvidos. Tornaram-se, enfim, plataformas de exportação de inovações.

São novos tempos que trazem mais e maiores oportunidades para aquelas empresas que questionam os limites de seus negócios tradicionais e lançam mão de coragem, criatividade e talento para inovar e ter sucesso. A Nokia é um exemplo desse processo inovativo. Com seus aplicativos para celulares, a empresa criou produtos mais simples e baratos que, certamente, terão grandes oportunidades em mercados desenvolvidos. Obviamente, em certas situações, adaptações para diferentes contextos são necessárias.

Certo é que estamos presenciando a abertura de grandes e novas oportunidades globais. E essa estrada do futuro passa pela inovação de valor em produtos. Para determinados mercados podem inclusive ser necessárias pequenas e simples adaptações em rótulos, por exemplo. Noutros será preciso adaptar, inovando de acordo com as idiossincrasias do mercado. Muito embora a readequação do portfólio de produtos possa ser uma ação recomendável – uma vez que com um maior grau de padronização se consegue atender a um maior número de mercados –, é preciso conhecer e entender bem aquilo que o consumidor estrangeiro quer, percebe e valoriza. E é este entendimento de mercado que dá asas à criatividade e à ousadia – que são ingredientes fundamentais para inovar e ter sucesso nos mercados internacionais. As empresas brasileiras devem atentar e implementar modelos de negócio que contemplem verdadeiramente inovações que alarguem as suas fronteiras de mercado.

*Professor de Estratégias de Marketing Internacional da Unisinos, diretor comercial e de marketing da Borrachas Vipal e autor do livro Marketing Internacional: uma Abordagem Estratégica (Ed. Aduaneiras)

Siga o Prof. Milton Araújo no Twitter: @Milton_A_Araujo

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Deixe pistas para um headhunter e torça para ser encontrado

De olho nas oportunidades, executivos mostram suas habilidades para chamar a atenção dos headhunters do mercado.

Infomoney

Estar por dentro das principais vagas oferecidas pelas grandes empresas e multinacionais não é, nem de longe, o suficiente para garantir uma possível entrevista em tais organizações. Para conseguir, de fato, estar dentro dos processos de seleção, os executivos interessados precisam ser habilidosos e qualificados para entrar na mira dos headhunters responsáveis por esses processos no mercado.

Mas engana-se quem pensar que tal tarefa pode fácil, afinal, os headhunters são responsáveis pela caça de executivos no mercado e por exercer tal função, não costumam procurar profissionais em quaisquer lugares.

Por isso, quem quiser chamar a atenção de um "caçador de talentos" precisa aprender a deixar as pistas certas se quiser ser realmente encontrado. De acordo com a headhunter da De Bernt Entschev Human Capital, Rosanne Martins, uma boa pista é ter o próprio currículo divulgado em uma rede social acessível.

"Atualmente, o LinkdIn é a rede social mais consultada por headhunters, especialmente porque além do currículo do profissional, é possível checar o networking dele. Outros sites de busca por vagas também costumam ser consultados”, avalia Rosanne.

Por dentro das pistas
Outras pistas também podem ser apreciadas, especialmente se o profissional for um líder competente, conforme aponta a headhunter e presidente da Daisen Executive Search, Adriana Prates.

“O headhunter quer saber se o executivo é o melhor dos melhores. Para isso, costuma analisar o perfil do profissional constantemente para saber se ele realmente é um bom líder capaz de gerar sucessores”, explica.

Ela diz que outra rede muito consultada é o BlueSteps, site de referência em recrutamento executivo em sete países.

“Usamos o networking do profissional para buscar referências, para saber como ele é, como se relaciona, como gerencia conflitos etc. Analisamos tudo o que é possível no perfil”, detalha Adriana.

Muita ou pouca visibilidade?
Uma situação um tanto curiosa mencionada por ambas headhunters entrevistadas diz respeito à exposição dos profissionais na busca por uma nova recolocação no mercado. De acordo com Rosanne, por exemplo, uma boa dica para saber se um executivo está insatisfeito com o próprio emprego é observar o perfil dele no LinkedIn.

Para ela, uma atualização repentina pode ser um sinal de que algo está por vir. “Se um profissional não atualiza com frequência seu perfil e, de repente, passa a atualizar o mesmo sem acrescentar nenhum curso, isso pode ser um forte indício de insatisfação profissional”, acredita.

Já para Adriana, o excesso de disponibilidade em muitos sites deve ser olhado com cautela. “Do ponto de vista mais prático, quando um executivo quer aparecer demais é sinal de que ou o mesmo está sob muita pressão ou está enfrentando muitos obstáculos na empresa onde atua”, relata.

Identifique um headhunter
E para não confundir o recrutamento de um headhunter com o de uma empresa de consultoria ou mesmo com uma possível ligação de seu chefe, fique atento às dicas que o InfoMoney preparou para você e não deixe de comparecer ao processo de seleção quando for convocado.
Tarifa zero! Os headhunters recebem das empresas para recrutar talentos, por isso, os mesmos não devem cobrar nenhuma tarifa dos executivos contatados para realizar as entrevistas. Em outras palavras, duvide de empresas que cobrarem taxas referentes a processos de seleção, passagens aéreas ou mesmo alimentação. A AESC (Association of Executive Search Consultants) possui uma relação de empresas de recrutamento certificadas no mundo e informa quais os direitos e deveres dos headhunters. Fique de olho!

Um headhunter ligou para você! Para ter certeza que não recebeu um trote e que quem ligou para você foi mesmo um headhunter e não seu chefe, fique atento à abordagem destes profissionais. Normalmente, os mesmos costumam perguntar se esse é um bom momento para falar com você e, em seguida, se apresentam detalhando todo o histórico da empresa em que atuam. Essa medida é necessária para que o executivo contatado saiba que não se trata de um trote, mas sim de um contato de uma empresa idônea.

Psiu! Segundo a AESC, o recrutamento de um executivo deve obedecer algumas normas, entre elas, a de um rigoroso processo de sigilo. Por isso, uma empresa idônea deve se responsabilizar por manter em segredo a identidade do executivo contatado, bem como sua identificação durante a entrevista. Segundo Adriana, o ideal é que a entrevista com o executivo contatado seja feita em uma sala reservada para que ele não seja reconhecido por outro profissional do segmento, por exemplo, durante a espera da entrevista.

Networking é tudo... por isso, seja educado! Os executivos devem ser solícitos sempre que receberem um contato de um headhunter, e isso mesmo se tal ligação ocorrer em um momento em que o mesmo esteja satisfeito com seu emprego atual. Lembre-se sempre que o mercado de trabalho muda constantemente e pode ser que, no futuro, você venha a precisar dos serviços daquele mesmo headhunter que um dia desprezou.

Curta o Administradores no Facebook e siga os nossos posts no @admnews.
Siga o Prof. Milton Araújo no Twitter: @Milton_A_Araujo

domingo, 1 de janeiro de 2012

Desafios e Prévia do Livro

O que você faz diante de um desafio? Encara ou corre?

Isto é um Desafio! É para que cada um tente, por seus próprios recursos, chegar às respostas e enviá-las para correção e também para receber "dicas". Por isso, o gabarito não segue junto com a lista...

Acredite, não há outro meio de se aprender Lógica! A falha no aprendizado da Lógica está justamente no fato de "corrermos atrás das respostas, sem empreendermos o mínimo de esforço para chegar sozinhos até elas..."

Assim nunca conseguiremos aprender, pois, como diz o próprio título da matéria, o "Raciocínio" a ser empregado na solução é o nosso, e não o de outra pessoa. Se o problema ou questão já está com a resposta ou (pior!) com a solução, não haverá "Raciocínio", pois nosso cérebro para de trabalhar na busca da resposta e foca na visualização do raciocínio alheio. Isto é um verdadeiro tiro no pé. Não se aprende Lógica ou Matemática dessa forma...

Pense na prova do concurso que você irá prestar. Primeiro, serão apenas o caderno da prova na sua frente, sua caneta e seu cérebro os únicos recursos disponíveis. Você não terá ali um gabarito ou alguma dica, para que pense partindo da resposta para depois tentar entender o problema, não é mesmo? O gabarito só virá depois, para que você verifique o que realmente conseguiu aprender do conteúdo que estudou.

Diante de um desafio há apenas duas opções: (1) encará-lo e tentar vencê-lo, buscando os recursos que faltam; ou (2) correr para bem longe dele e aceitar o fracasso sem o mínimo sinal de luta...

Qual é a sua escolha?

Abraços.
Milton.

Link dos Desafios: http://www.mediafire.com/?d2o2tapej9fxm4u

Link da Prévia do Livro: http://www.mediafire.com/?76iq24xsqsqbws2

Siga o Prof. Milton Araújo no Twitter: @Milton_A_Araujo

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Intercâmbio - confira dicas para aproveitar melhor a oportunidade

Especialista dá sugestões para quem vai vivenciar ou começou a passar pela experiência.

Por Redação Administradores, www.administradores.com.br

Quando se vai fazer intercâmbio, algumas vezes vem a dúvida sobre como aproveitar a viagem e ainda assim ser bem sucedido crescendo e adquirindo mais experiência. O diretor da BEX Intercâmbio - organização brasileira de intercâmbio cultural e cursos no exterior - em João Pessoa, Igor Accioly, conta com experiência no envio de profissionais e estudantes a diversos locais do mundo e dá dicas para quem vai vivenciar ou começou a passar pela experiência do intercâmbio.

"Ressalto que é importante ficar atento à cultura dos outros países e estudar os costumes de cada região. Uma vez que o intercambista pesquisa e se intera sobre a tradição de um país, os estudos são mais bem sucedidos", relata.

O intercambista, ao chegar ao local, precisa pegar informações úteis sobre transporte e sobre a cidade. Na escola onde fará o curso escolhido, é fundamental se informar sobre horários, normas e provas. "Afinal de contas, o objetivo é aproveitar ao máximo a experiência".

Sobre o idioma, o especialista adverte para os cuidados com falsos cognatos. "Como a pessoa que resolve fazer um intercâmbio já tem o mínimo conhecimento do novo idioma, não custa nada levar um dicionário ou contar até mesmo com um tradutor online. Mas é sempre bom perguntar, antes de falar sobre algo de que não se tem certeza".

Accioly também alerta sobre a importância de manter toda a documentação em dia e à disposição, além de salientar a necessidade de estabelecer uma comunicação constante com a família e os amigos no Brasil. "Hoje, com facebook, twitter e outras redes sociais, é possível manter uma boa relação com parentes e amigos mesmo à distância".

Curta o Administradores no Facebook e siga os nossos posts no @admnews.
Siga o Prof. Milton Araújo no Twitter: @Milton_A_Araujo

Endividados devem ter cautela nas compras parceladas para o Natal

Parcelar os presentes em prazos longos pode comprometer ainda mais a renda futura do consumidor, lembrando que em 2012 sua renda não crescerá como nos últimos dois anos.
Serasa Experian

Falta pouco para o Natal e com a entrada do 13º começa a corrida para as compras de final de ano. No entanto, os economistas da Serasa Experian recomendam aos consumidores endividados cautela na hora das compras e atenção aos prazos longos de financiamento para não comprometerem ainda mais a sua renda.

Segundo os economistas da empresa, não há problemas em parcelar os presentes, mas acumular dívidas envolve maior incerteza e no próximo ano a renda do trabalhador não deverá crescer como em 2011 e 2010.

Os economistas alertam também o consumidor que renegociou sua dívidas, aproveitando a primeira parcela do 13º, para ter cautela nos gastos de Natal, de forma a para não fazer novas dívidas e evitar de ficar inadimplente novamente. É bom destacar para quem estiver pagando renegociação de outras dívidas, que esta deve ser priorizada.

Para quem está endividado ou inadimplente e perdeu o controle das contas é aconselhável que busque a renegociação, alertam os economistas. Com a chegada do 13º salário, os consumidores têm a oportunidade de organizar sua vida financeira. Ele mesmo pode quitar ou renegociar suas dívidas diretamente com os credores e regularizar suas pendências sem precisar contratar serviços de terceiros.

Quanto aos parcelamentos de longo prazo, cabe esclarecer que envolvem maiores incertezas, como por exemplo a perda de emprego, enfermidade na família , entre outros, portanto, o consumidor deve comprometer apenas uma parcela menor de sua renda, para que numa eventualidade não tenha que reduzir seu patrimônio.

O consumidor deve evitar recorrer às linhas caras de crédito, a exemplo do pagamento mínimo do cartão de crédito e do crédito em conta corrente ( cheque especial) como opção de obter recursos para as compras de Natal.

Cheque pré-datado, deve ser utilizado com disciplina, já que exige controle maior do consumidor em conferir seu extrato bancário e junto com o canhoto no talonário.

O consumidor deve lembrar que em janeiro há o pagamento do IPVA, IPTU e despesas escolares.

Curta o Administradores no Facebook e siga os nossos posts no @admnews.
Siga o Prof. Milton Araújo no Twitter: @Milton_A_Araujo

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

10 dicas para entrar em 2012 com as finanças no azul

Evitar compras por impulso e planejar as compras de final de ano estão entre entre as principais recomendações.
Por Redação, www.administradores.com.br

Para ter dinheiro no bolso nesse fim de ano e se preparar para realizar os objetivos definidos para 2012, planejamento financeiro ainda é mais garantido do que simpatia. O educador financeiro Reinaldo Domingos, do Instituto DSOP, preparou algumas orientações aos brasileiros que querem passar longe da onda de endividamento.

Confira abaixo:

Evitar compras por impulso: os consumidores devem se fazer algumas perguntas antes de comprar - Estou comprando por necessidade real ou movido por outro sentimento, como carência ou baixa autoestima? Se não comprar isso hoje, o que acontecerá? Tenho dinheiro para comprar à vista? Se comprar a prazo, terei o valor das parcelas? O acúmulo de parcelas coloca em risco a realização dos sonhos que foram priorizados com a família?

Planejamento do fim de ano: liste os ganhos do período (renda e ganhos extras como 13º, bonificações e férias). Liste todas as despesas ˆ fixas e variáveis. Avalie sua situação financeira. Há margem para novos gastos? Há pendências financeiras? Faça um esforço para identificar excessos, que geralmente representam 30% das despesas das famílias brasileiras. Avalie quanto poderá reservar para comprar presentes, artigos das festas de fim de ano, preferencialmente à vista. Evite a todo custo entrar no limite do cheque especial e pagar a parcela mínima do cartão de crédito. Reserve parte do décimo terceiro para as despesas do início do ano como IPVA, IPTU, matrícula e material escolar. Cuidado ao parcelar viagens. Pense: será que vale a pena passar dificuldades o ano todo por alguns dias de diversão? Será que uma viagem mais barata e dentro do orçamento não trará satisfação?

Planejamento financeiro de 2012: é fundamental evitar parcelamentos das compras de final do ano. Na empolgação do consumismo típico da época, esquece-se que os rendimentos extras, também típicos do período, não persistirão pelo ano seguinte. Porém, se o parcelamento for inevitável, faça uma planilha em que o valor já comprometido esteja previsto nos meses correspondentes. Sem esse controle, é certo o acúmulo de dívidas e o risco da inadimplência. É assim que inicia-se o ciclo de endividamento que afasta a realização daquilo que realmente traz satisfação e agrega valor à vida das pessoas. Por isso, reúna-se com a família para definir os desejos de curto (um anos), médio (até cinco anos) e longo (mais de 10 anos) prazos ou aqueles que se pretende em realizar em 2012 e incorpore o valor mensal necessário para a realização dos mesmos no orçamento mensal do próximo ano. Subtraia o valor desses sonhos da receita. O saldo restante é o orçamento para as demais despesas mensais.

Pesquisar preço e comprar à vista: Tudo que se compra em prestações paga-se mais caro. Já quem pesquisa o melhor preço paga menos e aumenta a chance de comprar à vista e obter desconto.

Pedir desconto: Se um produto custa mil reais e pode ser parcelado em 10 vezes de 100 reais, certamente à vista custará de 10% a 20% menos.

Reter 10% dos rendimentos: para começar a construir a independência financeira, deve-se guardar 10% do que ganha. Com o tempo, pode-se partir para um plano de previdência privada para complementar o INSS.

Qualquer que seja a dívida, o consumidor deve investigar o que está levando ele a gastar mais do que ganha, somando dívidas que não consegue pagar e que roubam recursos que deveriam ser destinados para a realização de sonhos. Fazer acordos para pagamentos de dívidas sem antes saber qual é a real capacidade de pagamento, sem cortar excessos, sem ajustar o orçamento ao verdadeiro padrão de vida é um grande risco, além de uma medida paliativa que apenas adia a solução da causa do problema. Abaixo, algumas medidas para ajudar a quitar dívidas e reequilibrar as finanças.

Cheque especial - cheque especial é uma das mais altas taxas de juros praticadas no mundo. Procure o gerente da conta e proponha imediato cancelamento dessa linha de crédito, mesmo que esteja utilizando. Proponha troca por uma linha de crédito que não ultrapasse 3% de juros mensais. Caso esteja pagando 100 reais de juros ao mês, proponha um parcelamento do mesmo valor, com prazo alongado. Isto fará com que não tenha mais que pagar juros mensais de 10% - isso faz sua dívida dobrar a cada 7 meses. Caso o gerente não aceite, o melhor a fazer é poupar para uma futura negociação.

Cartão de crédito - busque negociação com operadora do cartão ou banco. Proponha um parcelamento com juros que não ultrapassem 3% ao mês, e que estas prestações caibam no orçamento financeiro mensal. Caso a operadora ou banco não aceitem, não faça acordos que não conseguirá cumprir. Mesmo que o nome seja negativado, guarde dinheiro mensalmente para uma futura negociação. Outra estratégia é buscar crédito com taxas mais baixas como, por exemplo, o crédito consignado. Mas atenção: não resolve trocar um credor por outro, é preciso resolver e atacar a verdadeira causa do desequilíbrio financeiro.

Financiamento de casa - Para a maioria dos brasileiros a compra da casa própria é um sonho que só é possível realizar adquirindo uma dívida ˆ o financiamento imobiliário. Em boa parte dos casos, o que impede o pagamento das prestações da casa são os gastos supérfluos. Se está difícil pagar as prestações, o melhor a fazer, além de cortar excessos de gastos, é procurar a financiadora e propor um alongamento da dívida, adequando a prestação à real capacidade de pagamento. Caso não consiga a renegociação, estude a possibilidade de trocar esse imóvel por um de preço inferior.

Carro - um veículo não é investimento e, sim, um bem de consumo. A prestação em si nem sempre é o motivo da dificuldade de custear esse bem - embora ao final do financiamento a pessoa tenha pagado por dois veículos e levado apenas um. O verdadeiro problema está na manutenção do veículo, cujo custo mensal equivale, em média, a 3% do valor do carro. A manutenção de um veículo de 20 mil reais, por exemplo, tem um custo de aproximadamente 600 reais mensais - gasolina, seguro, licenciamento, IPVA, entre outros. Portanto, é importante analisar o custo-benefício da compra do veículo. Se tê-lo é uma necessidade e está difícil pagar é melhor rever o orçamento e tentar renegociar o prazo da dívida com prestações que realmente caibam no bolso, considerando todas as demais despesas já assumidas. Se a renegociação também não for possível, o melhor é buscar um advogado e providenciar a devolução do veículo.

Curta o Administradores no Facebook e siga os nossos posts no @admnews.
Siga o Prof. Milton Araújo no Twitter: @Milton_A_Araujo

Quatro tendências do marketing digital para 2012 que você precisa saber

O que as empresas precisam ficar atentas para aumentar seus resultados na internet em 2012.

Por Silvio Tanabe

Fazer previsões é tão tradicional em finais de ano quanto amigo secreto, árvore de Natal, panetone, ceia e troca de presentes. Então para não fugir à regra também vou fazer o meu exercício de futurologia para 2012 em relação ao marketing digital.

Minhas previsões têm um grau de certeza muito maior que a de outros palpites por aí. Infelizmente, não porque a minha bola de cristal seja melhor (quem dera, estaria vendendo cada uma por alguns milhões de dólares!), mas porque não se tratam de conjecturas e sim de realidade. A verdadeira previsão na verdade é que as quatro tendências mencionadas aqui devem se tornar ainda mais importantes para as empresas em 2012 e nos próximos anos. Vamos a elas.

1. Vídeo é rei: Muitos especialistas estão dizendo que até 2015 cerca de 90% do conteúdo da internet será em vídeo, e não é difícil de acreditar. Mensalmente são postados no YouTube cerca de 900 mil horas de imagens, e à medida que câmeras e filmadoras se tornam cada vez mais acessíveis (já é possível fazer material de qualidade inclusive nos celulares mais simples), esse volume deve realmente aumentar.

Por outro lado, a popularização da banda larga e a integração com a TV (já existem aparelhos que permitem o acesso direto) começa a despontar, cresce também a audiência por esse tipo de conteúdo, criando oportunidades também para sua empresa. É o momento para investir ou atualizar o vídeo institucional, gravar depoimentos de clientes, divulgar produtos e serviços e colocar tudo à disposição no YouTube, com compartilhamento no site, blog e redes sociais.

Se você atua em alguma área de especialidade, estética por exemplo, é importante gravar vídeos de orientação sobre como se cuidar no verão, etc. Esse conteúdo serve não só para gerar referências como também mais credibilidade.

2. Marketing digital na nuvem: Pouco a pouco o conceito de cloud (nuvem), já bastante difundido nos EUA, começa a chegar no Brasil. Sites como UOL e Terra já oferecem a opção de se assistir a filmes e ouvir música sem a necessidade de mídias físicas, bastando baixá-las da "nuvem". Fornecedores de tecnologia como a Locaweb possibilitam às empresas armazenar todos os seus dados na "nuvem", acabando com a necessidade de possuir e manter dispendiosos servidores.

Da mesma forma, os serviços de marketing digital tendem também a ser realizados na "nuvem", e nada mais natural. Qual a diferença do trabalho de otimização do seu site, por exemplo, ser realizado por um técnico em São Paulo, Rio de Janeiro, Campo Grande ou Manaus se o trabalho garantir resultados e for orientado por profissionais locais?

Ao contrário de ser um risco, os serviços de marketing digital em nuvem significam uma vantagem. Tanto os clientes quanto as próprias agências podem contar com profissionais de qualidade, independente de onde estiverem e vão se tornar cada vez mais comuns.

3. Internet dentro da internet: Mark Zuckerberg, dono do Facebook, um dos sites que mais cresce no mundo em número de usuários (ultrapassou a marca dos 700 milhões este ano) já declarou que seu objetivo é transformar o Facebook em uma "internet dentro da internet". Isso siginfica que tudo o que é importante na web terá uma versão "facebookeada". Pode parecer megalomania, mas o fato é que já está acontecendo.

Empresas estão substituindo seus sites por fan pages; novos aplicativos como o Like Store permitem que lojas de e-commerce abram "filiais" no Facebook; há inclusive ferramentas dentro do Facebook que substituem o MSN e Twitter, tudo para que o usuário encontrar tudo o que precisa sem sair do site.

É muito cedo para dizer se o Facebook vai se tornar sinônimo de internet, mas por via das dúvidas é melhor você se preparar. Comece a fazer testes. Se ainda não possui, crie uma fan page da sua empresa. Tem um e-commerce? Monte um loja também na rede social. Integre tudo com seu site e outras mídias sociais e monitore o desempenho. Você pode descobrir novos e melhores canais de relacionamento com seus clientes e consumidores.

4. Fim do improviso no marketing digital: Há um pouco de otimismo nesta afirmação, mas à medida que aumenta a importância do marketing digital, igualmente aumenta a exigência por profissionais mais qualificados. E à medida que as ações se tornam mais complexas, ele também precisa planejar, coordenar e integrar as diferentes iniciativas (otimização, links patrocinados, e-mail marketing, redes sociais, mídias sociais). Além de técnicos, os profissionais e agências precisam ser estratégicos para garantir que o marketing digital realmente faça diferença.

Exemplo dessa nova tendência é o surgimento de metodologias como os "8Ps" do marketing digital, cuja finalidade é fazer com que as empresas aumentem os resultados dos seus investimentos na internet através de ações estruturadas.

Dessa forma, além de acompanhar as previsões, aproveite também para estudar métodos para aumentar os resultados com marketing digital em seu planejamento para 2012.

Curta o Administradores no Facebook e siga os nossos posts no @admnews.
Siga o Prof. Milton Araújo no Twitter: @Milton_A_Araujo

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Sucesso: 11 dicas para conquistar seus objetivos em 2012

Especialista sugere ações para quem quer ter sucesso no ano que vem
Por Redação Administradores, www.administradores.com.br

Saber de que maneira alcançar metas é essencial para quem quer ser bem sucedido em tudo o que for fazer em 2012. Roselaike Leiros, especialista em comportamento humano, sugere 11 ações para se obter sucesso no próximo ano.
Roda da Vida - verifique como andam as realizações de cada área de sua vida, dando notas de 0 à 10 para elas: saúde, carreira, família, afetivo, espiritual, lazer, finanças e contribuição, por exemplo. Sugiro investir nas áreas mais deficitárias, pois o equilíbrio gera fluidez na vida. Faça uma lista dos seus objetivos para cada área e mãos a obra;

O passado - caso você não tenha realizado tanto quanto gostaria, avalie e aprenda com o seu passado para seguir adiante com sua melhor energia;

Objetivo - Formule seu objetivo no positivo. Ele deve ser específico, mensurável, alcançável, relevante e ter tempo de realização determinado. Caso ele seja muito grande, e segmente-o;

Sonho - antes de planejar sua realização sonhe ilimitadamente com isso. Deixe que sua mente se expanda, se abrindo a todas as possibilidades de realização;

Plano de Ação - agora sim planeje, traga seu sonho para o agora e crie um passo a passoescrito, e só depois do primeiro esboço pare para avaliar tornando-o ainda mais alcançável;

Evidências - sua mente precisa saber exatamente para onde vai levar você. Portanto, imagine esta realização, viva esse momento como se fosse agora e perceba o que você vê, ouve e sente. Isso mostra que é a evidência concreta de que você chegou lá;

Sabotadores - se perceber uma voz interna a fazer objeções ou uma sensação de desconforto é sinal que pode haver autosabotagem. Nesse caso, você deve conversar com essa parte de você e expor a importância da realização. Negocie com ela respeitosamente e encontrem uma maneira útil de tê-la como aliada;

Bom senso - perceba como esta realização afetará as pessoas importantes da sua vida. Se houver desarmonia com outras pessoas ou situações adéque o seu objetivo;

Motivação - pergunte-se "Por que eu quero isso? O que isto me proporciona de tão importante que me faz caminhar todos os passos necessários para sua realização? Isso é o seu combustível;

Ações - esteja comprometido a tomar todas as ações que forem necessárias para a realização. Desculpas e adiamentos não combinam com "realizar";

Comemorar - comemore a cada conquista intermediária e ainda mais na realização, você merece.

Curta o Administradores no Facebook e siga os nossos posts no @admnews.
Siga o Prof. Milton Araújo no Twitter: @Milton_A_Araujo

Brasil produz energias renováveis, mas as aproveita de forma insuficiente, diz agência

De acordo com documento, o Brasil foi o quinto país que mais investiu em energias limpas no ano passado, totalizando US$ 7 bilhões.
Por Renata Giraldi, Agência Brasil

O Brasil ocupa posição de destaque na produção de energias renováveis, mas poderia fazer mais esforços em relação às energias solar e eólica, segundo relatório da Conferência da ONU para Comércio e Desenvolvimento (Unctad), divulgado na última terça-feira (29). O documento informa que o Brasil foi o quinto país que mais investiu em energias limpas no ano passado, totalizando US$ 7 bilhões.

A China, com o valor recorde de US$ 49 bilhões, liderou os investimentos em energias renováveis em 2010, seguida pela Alemanha (US$ 41,1 bilhões), os Estados Unidos (US$ 30 bilhões) e a Itália (US$ 14 bilhões).

"O Brasil, devido ao seu clima e à sua superfície, tem enorme potencial em termos de energia eólica e solar, mas não explora de forma suficiente sua capacidade nessas áreas", disse a diretora do relatório Tecnologia e Inovação - Potencialização do Desenvolvimento com Energias Renováveis, Anne Miroux.

Ela observou que o país se concentra em setores "maduros", como os biocombustíveis e a geração de energia hidrelétrica, criados há décadas. "O Brasil está entre os principais países que produzem energias renováveis, mas não em termos de energias modernas, como a eólica e a solar, nas quais nos focalizamos hoje", acrescentou.

Segundo dados do instituto voltado para estudos na área de energias renováveis REN 21, citados no relatório, o Brasil é o quarto principal país em termos de capacidade de produção dessas energias, incluindo a hidrelétrica. Mas o país não está entre os cinco principais em relação à capacidade de produção de energia eólica (liderada pela China) ou solar.

O relatório da Unctad acrescenta que os países do grupo Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) "fazem avanços tecnológicos significativos nos setores eólico e solar". "A China está fazendo grandes esforços em relação ao uso de energias renováveis. Um dos grandes problemas do país são as suas centrais térmicas que utilizam carvão. A transição não é simples e não pode ser feita de um dia para o outro", disse Miroux.

A diretora ressaltou que o Brasil "está no bom caminho" com o objetivo "notório" de desenvolver as energias renováveis, apesar de ainda "não fazer o suficiente" em relação às energias solar e eólica. Miroux elogiou a meta fixada pelo governo de que 75% da eletricidade produzida no país sejam provenientes de energias renováveis em 2030. "O Brasil é um dos raros, talvez o único, a ter uma meta tão ambiciosa", disse a diretora, que pergunta se as reservas do pré-sal colocarão em risco a estratégia atual de desenvolvimento das energias limpas no país.

Segundo o relatório, os investimentos globais em energias renováveis saltaram de US$ 33 bilhões em 2004 para US$ 211 bilhões no ano passado – um aumento de 539,4%. O crescimento médio anual no período foi de 38%.

Apesar dos números, Miroux alertou que ainda faltam "centenas de bilhões de dólares" para aperfeiçoar as tecnologias nos países em desenvolvimento e expandir o uso das energias renováveis no mundo.De acordo com o relatório, as energias renováveis oferecem oportunidade real para reduzir a pobreza energética nos países em desenvolvimento. Com informações da BBC Brasil.

Curta o Administradores no Facebook e siga os nossos posts no @admnews.
Siga o Prof. Milton Araújo no Twitter: @Milton_A_Araujo

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Estudantes acreditam que conhecimento é fundamental dentro das empresas

A resposta foi indicada por 34,34%. Outros pontos indicados pelos estagiários foram boas maneiras e pontualidade.
Infomoney

Um levantamento realizado pelo Nube (Núcleo Brasileiro de Estágios) revelou que o conhecimento no ambiente de trabalho é considerado o fator mais importante para a maior parte dos estudantes. A resposta foi indicada por 34,34% dos respondentes.

A coordenadora de Treinamentos Externos do Nube, Yolanda Brandão, explica que o conhecimento pode ser entendido de dois modos.

O primeiro é o conhecimento que a empresa exige de seus profissionais, enquanto o segundo é como a empresa pode ajudar o estudante a desenvolver as competências relacionadas à carreira.

Boas maneiras e pontualidadeOutros pontos indicados pelos entrevistados como importantes dentro das empresas foram as boas maneiras (27,75%) e a pontualidade (16,32%). Sobre as boas maneiras, a especialista explica que, por falta de experiência em trabalhar e por causa da idade, muitos acabam errando em pequenas coisas.

“São coisas pequenas, como vestimenta ou descuido da aparência. As boas maneiras também podem ser percebidas por meio do e-mail. Não se deve responder e-mails corporativos como se estivesse nas redes sociais”, explica.

Além disso, Yolanda afirma que alguns estudantes se comportam no ambiente de trabalho como se estivessem ainda na escola. “Adequar-se às regras é importante, faz parte das relações de trabalho”.

Em relação à pontualidade, a coordenadora afirma que, geralmente, os estagiários não apresentam dificuldades em cumprir horários. Segundo ela, a falta de pontualidade é uma característica pessoal e não depende do fato de a pessoa ser estagiária ou inexperiente, pois existem profissionais bem mais velhos que não conseguem nunca chegar no horário previsto.

Sobre a importância da pontualidade para as empresas, o item aparece em terceiro lugar no ranking, porque muitas, por terem horários flexíveis, não se prendem tanto à hora de chegada e saída dos colaboradores.

Cordialidade e discriçãoPor fim, os estudantes apontaram a cordialidade e a discrição, que aparecem em 4º e 5º lugares, com 14,39% e 7,20%, respectivamente.

A especialista afirma que, apesar de aparecerem nos últimos lugares, estes dois pontos são importantes, porque a ausência deles pode ocasionar a demissão do profissional. “São competências comportamentais. As pessoas são contratadas pelo conhecimento, mas são demitidas pela maneira como agem”.

Curta o Administradores no Facebook e siga os nossos posts no @admnews.
Siga o Prof. Milton Araújo no Twitter: @Milton_A_Araujo

Muito tempo fora do mercado? Veja dicas para obter sucesso na recolocação

Segundo especialista, primeira providência a ser tomada é deixar de lado qualquer pensamento ou comportamento derrotista.
Infomoney

São diversos os motivos que levam um profissional a se afastar do mercado de trabalho. Contudo, para aqueles que pensam em voltar à ativa, o primeiro pensamento que vem à cabeça é: o que fazer para se tornar interessante para os recrutadores?

De acordo com o diretor de projetos da Bazz Estratégia e Operação de RH, Edvaldo Rodrigues, a primeira providência a ser tomada é deixar de lado qualquer pensamento ou comportamento "derrotista".

“A pessoa não pode ir para a entrevista, por exemplo, já pensando que ela não vai conseguir. Ela não deve ter uma postura derrotista, se sentir inferior ou ter medo de se expor”, diz.

Quem tem dificuldade?
De modo geral, explica a consultora e coordenadora da área de transição de carreira da De Bernt Entschev Human Capital, Gizelle Marques, os motivos que mais levam as pessoas a se afastarem do mercado de trabalho são o nascimento dos filhos e a opção por ficar mais tempo com a família, no caso das mulheres, ou a abertura de um negócio próprio, Há também os que optam por estudar fora do país ou se dedicar ao meio acadêmico, sendo que este último é o que mais tem facilidade para se recolocar.

Rodrigues concorda e acrescenta que o desemprego, sobretudo aquele que atinge pessoas que estavam trabalhando durante muito tempo na mesma empresa, também é um dos motivos que levam os profissionais a ficarem fora do mercado de trabalho por um período prolongado, sendo que estes, juntamente com os que saíram para se dedicar a um negócio próprio, são os que mais têm dificuldades de recolocação.

Outras atitudes
Ainda de acordo com os especialistas, além de evitar a postura derrotista, quem ficou muito tempo afastado do mercado e deseja se recolocar deve retomar a rede de contatos e deixar claros a sua situação atual e os seus objetivos de carreira.

Investir no marketing pessoal também é importante, bem como, em uma entrevista, demonstrar entusiasmo e energia para o recrutador.

O currículo também é um ponto importante para quem quer se recolocar, sendo que o candidato deve colocar no documento somente informações verdadeiras, não omitindo datas por medo de ser preterido.

Sobre atualizações, os especialistas afirmam que elas são importantes. Contudo, caso não seja possível fazer algum curso antes de arrumar um emprego, é interessante deixar a intenção de fazê-lo o quanto antes para o recrutador.

Por fim, dizem, se decidir procurar por um headhunter, faça uma lista, contate-os e aguarde o retorno. “É importante aguardar o contato de volta e não ser insistente”, ressalta Gizelle.

Curta o Administradores no Facebook e siga os nossos posts no @admnews.
Siga o Prof. Milton Araújo no Twitter: @Milton_A_Araujo