quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Instituto Integral - Pesquisas

Prezados,

Para quem estiver disposto e com 3 minutos de disponibilidade, peço a gentileza de responder uma das pesquisas (enquetes), a seguir (aquela na qual você julgar que se enquadra).

Desde já agradeço.

Abraços e Sucesso a todos!
Prof. Milton Araújo.

(1) Instituto Integral: enquete direcionada exclusivamente aos nossos alunos e ex-alunos, que já nos conhecem por haverem frequentado algum dos nossos cursos presenciais.
Caso queira responder esta pesquisa, acesse:
http://pt.surveymonkey.com/s/KW8HDYY.

(2) Teste ANPAD: enquete voltada a todos aqueles que irão prestar ou já prestaram o Teste ANPAD alguma vez.
Caso queira responder esta pesquisa, acesse:
http://pt.surveymonkey.com/s/GTKMDKP.

(3) Concursos Públicos: enquete direcionada ao público em geral, trabalhadores ou estudantes, que prestaram ou pretendem prestar concursos públicos.
Caso queira responder esta pesquisa, acesse:
http://pt.surveymonkey.com/s/CYKFXCY.


Visite a postagem "espelho" no Blog da Editora: 
http://institutointegraleditora.com.br/blog/geral/instituto-integral-pesquisas

Instituto Integral - 14 anos

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Chutando o balde

"Tudo aquilo que o homem ignora, não existe para ele. Por isso, o universo de cada um se resume ao tamanho de seu saber." [Albert Einstein]

"Pior do que não saber é achar que sabe." [Anônimo]

Você se considera um(a) sortudo(a)?

Numa escala de 1 a 10, qual é o seu nível de sorte?

Essas perguntas foram feitas pelo RH da Zappos em uma de suas prospecções por novos funcionários.

Resumidamente, a pesquisa começou pelas perguntas acima. A seguir, entregaram um jornal (fictício) aos candidatos, com a solicitação de que apenas contassem as fotos e figuras nele contidas.

Ocorre que o jornal também tinha texto, mas a maioria dos candidatos ignorou esse fato e limitou-se a cumprir a tarefa imposta, contando rapidamente as fotos.

Justamente no texto estava a resposta. Logo no início, havia uma mensagem que dizia: "Se você está lendo isto, não precisa contar figura alguma! A resposta certa é 37. Chame o examinador agora e entregue-lhe o jornal para ganhar US$ 100.00."

Quantas pessoas você acha que ganharam os US$ 100.00?

POUCAS! Justamente aquelas que disseram que seu nível de sorte era alto.

Conclusão: A sorte não favorece quem não gosta de ler!

Repetindo: "A sorte não favorece quem não gosta de ler!"

Significa dizer que aquele que lê é sortudo... Então, se você quer se tornar um sortudo, comece a ler!

Bem, se você conseguiu ler este post até aqui, pode considerar que o seu nível de sorte, se ainda não é alto, já está melhorando, pois a maioria costuma apenas "lamber" o começo do texto e logo "chutar o balde", achando que nada lhe acrescentará ao que já sabe

Para quem conseguir ler até o final (sem pular parte alguma) está reservada uma surpresa...

T. Karv Eker
No livro Os Segredos da Mente Milionária - T. Harv Ecker -, uma passagem chamou, em especial, minha atenção. 

Logo no começo do livro, ele conta sobre seus infortúnios na vida e o diálogo que teve com um dos amigos de seu pai, um multimilionário, que  lhe diz: "Harv, se você está nesta situação difícil, é porque existe algo que você ainda não sabe. Descubra o que é e mude sua vida!"

Com humildade, ele correu atrás do conhecimento. Descobriu quais eram suas falhas. Parou de achar que já sabia tudo.

Hoje ele é bilionário!

Quantos livros você acha que ele leu? Quantos cursos ele fez?

O brinde prometido
Para você, que teve paciência de ler este post até aqui, sem chutar o balde logo na primeira frase, aqui vai o link para você ter acesso a uma SUPERPROMOÇÃO do nosso curso de Raciocínio Lógico/Quantitativo, reservada apenas para aqueles que gostam de ler e, por isso, nunca perdem as melhores oportunidades:

Viu como ler as coisas com atenção dá lucro?

Parabéns! Você, além de inteligente, é um(a) sortudo(a)!

Abraços e Sucesso!
Prof. Milton Araújo.
Equipe Instituto Integral.
Equipe Instituto Integral EaD.
Equipe Instituto Integral Editora.

Para quem deseja saber mais detalhes da experiência da Zappos, assista a este vídeo: Arata Academy - Zappos: Satisfação garantida
www.institutointegralead.com.br

Pai Rico, Pai Pobre - Robert Kiyosaki

“O resultado mais valioso em toda educação é conseguir que se faça o que devemos fazer, quando isso deve ser feito, queiramos ou não. É a primeira lição a ser aprendida. E mesmo que o treinamento tenha começado muito cedo, provavelmente, na última lição é que se compreenderá tudo”. [Thomas Huxley] 


Estava pronto e preparado para enfrentá-lo. Até meu pai de verdade estava furioso com ele. Meu verdadeiro pai, aquele que chamo de pai pobre, pensou que meu pai rico estava infringindo a legislação sobre trabalho de menores e deveria ser investigado. Meu instruído pai pobre me falou que eu deveria exigir o que merecia. Pelo menos 25 centavos por hora. Falou ainda que se não conseguisse o aumento deveria me demitir imediatamente.
De qualquer maneira você não precisa dessa droga de emprego falou meu pai pobre indignado.
Às 8:00 da manhã de sábado eu estava entrando pela velha porta da casa de Mike.
Sente e espere na fila falou o pai do Mike quando entrei. Ele então se virou e foi para o pequeno escritório que ficava junto de um quarto de dormir.
Olhei em volta e não vi Mike em lugar algum. Achando tudo meio esquisito, sentei perto daquelas duas mulheres, as mesmas que lá estavam três semanas antes. Elas sorriram e me deram um lugar no sofá.
Passaram-se 45 minutos e eu estava possesso. As duas mulheres já tinham falado com ele e saído há meia hora. Um senhor mais velho ficou lá vinte minutos e foi embora.
A casa estava vazia e eu sentado na sala antiquada, escura, numa bela manhã do Havaí, esperando para falar com um avarento explorador de menores. Podia ouvi-lo se movimentando no escritório, falando ao telefone e me ignorando. Queria sair dali, mas por alguma razão fiquei.
Finalmente, quinze minutos depois, exatamente às 9:00, o pai rico apareceu sem dizer palavra e me fez sinal com a mão para entrar no modesto escritório.
Parece que você está querendo um aumento ou vai largar falou pai rico rodando a cadeira giratória.
Bem, o senhor não está cumprindo sua parte do acordo falei quase em prantos. Para um garoto de nove anos era de fato apavorante confrontar um adulto.
O senhor falou que, se eu trabalhasse para o senhor, o senhor ia me ensinar. Eu trabalhei. Dei duro. Larguei meus jogos de beisebol para trabalhar. E o senhor não cumpriu sua palavra. Não me ensinou nada. O senhor é um desonesto, como todo o mundo fala. O senhor é ganancioso. O senhor só quer todo o dinheiro e não se preocupa com seus empregados. O senhor me deixou esperando e não me respeita. Eu sou apenas um garoto e mereço ser tratado melhor.
De sua cadeira giratória, as mãos no queixo, o pai rico me fitava. Parecia que estava me estudando.
É, nada mau falou. Em menos de um mês você já se parece com a maioria dos meus empregados.
O quê? exclamei. Como não entendia o que ele estava falando continuei reclamando. Pensei que o senhor ia cumprir sua parte do acordo e me ensinar. Em lugar disso o senhor quer me torturar? Isso é cruel. Muito cruel.
Estou lhe ensinando falou calmamente o pai rico.
O que o senhor me ensinou? Nada! repliquei furioso. Nem falou comigo depois que eu aceitei trabalhar por uma merreca. Dez centavos por hora. Eu devia denunciar o senhor ao governo. Existem leis sobre o trabalho infantil, o senhor sabe disso. Meu pai trabalha para o governo.
Uau! disse pai rico. Agora você parece com a maioria das pessoas que trabalharam para mim. Pessoas que eu mandei embora ou que se demitiram.
O que o senhor tem a me dizer? questionei, sentindo-me muito corajoso para um moleque. O senhor mentiu para mim. Trabalhei e o senhor não manteve sua palavra. Não me ensinou nada.
E como você sabe que não lhe ensinei nada? perguntou calmamente pai rico.
Bom, o senhor nunca falou comigo. Trabalhei três semanas e o senhor não me ensinou nada disse com cara de zangado.
Ensinar quer dizer falar ou dar uma aula? perguntou pai rico.
Sim, lógico respondi.
É assim que a escola ensina ele disse sorrindo. Mas não é assim que a vida ensina você e eu diria que a vida é o melhor dos mestres. Na maioria das vezes a vida não fala com você. É mais como se ela lhe desse um empurrão. Cada empurrão é a vida dizendo "Acorde. Quero que aprenda alguma coisa". 
"Do que este cara está falando?", pensei com meus botões. "A vida me empurrando era a vida falando comigo?" Agora tinha certeza de que deveria largar o emprego. Eu estava falando com alguém que não regulava bem.
Se você aprender as lições da vida, você vai se dar bem. Se não, a vida vai continuar dando trancos em você. Alguns apenas deixam a vida continuar batendo neles. Outros ficam zangados e batem de volta. Mas eles batem no patrão ou no emprego, no marido ou na mulher. Eles não sabem que é a vida que está batendo.
Eu não tinha a menor idéia do que ele estava falando.
A vida bate em todos nós. Alguns desistem. Outros lutam. Alguns aprendem a lição e seguem em frente. Eles recebem satisfeitos os trancos da vida. Para estes, isso quer dizer que precisam e querem aprender alguma coisa. Eles aprendem e prosseguem em frente. A maioria desiste e uns poucos, como você, lutam.
Pai rico ficou em pé e fechou a velha janela de madeira que precisava de conserto. Continuou:
Se você aprender esta lição, você se tornará um jovem sábio, rico e feliz. Se você não aprender, passará a vida culpando um emprego, um baixo salário ou seu chefe pelos seus problemas. Passará sua vida esperando por um golpe de sorte que resolva seus problemas de dinheiro. 
Pai rico olhou para mim a fim de verificar se eu ainda estava ouvindo. Seus olhos encontraram os meus. Estabeleceu-se uma comunicação entre nossos olhares. Finalmente, me afastei ao perceber que tinha assimilado esta última mensagem. Sabia que ele estava certo. Eu o estava culpando e eu tinha pedido para aprender. Eu estava lutando.
Pai rico continuou:
Se for o tipo de pessoa que não tem garra, desistirá toda vez que a vida bater em você. Se for uma pessoa assim, passará sua vida buscando segurança, fazendo as coisas certas, esperando por algo que nunca vai acontecer. E, então, morrerá como um velho rabugento. Terá um monte de amigos que gostam de você, porque é um cara trabalhador. Você passa a vida na rotina, fazendo as coisas certas. Mas a verdade é que a vida o leva à submissão. No fundo, no fundo, você tem pavor de se arriscar. Queria, na verdade, vencer, mas o medo de perder é maior do que o entusiasmo da vitória. No íntimo, só você saberá que não foi atrás disso. Você escolheu a segurança.
Nossos olhos voltaram a se encontrar. Por dez segundos ficamos nos encarando e só depois que a mensagem foi recebida nossos olhos se afastaram.
O senhor estava "me empurrando"? perguntei.
Algumas pessoas achariam isso sorriu pai rico. Eu diria que apenas lhe mostrei o gostinho da vida.
Que gostinho da vida? respondi ainda zangado, mas agora curioso. Pronto, até, para aprender.
Vocês dois, garotos, foram as primeiras pessoas na vida que me pediram para lhes ensinar a ganhar dinheiro. Tenho mais de 150 empregados e nenhum deles me perguntou o que eu sei sobre dinheiro. Eles me pedem um emprego e um salário, mas nunca que lhes ensine sobre o dinheiro. De modo que a maioria deles passará os melhores anos de suas vidas trabalhando pelo dinheiro, sem entender realmente para que é que eles estão trabalhando.
Eu estava ouvindo atentamente.
Assim, quando Mike falou que você queria aprender como ganhar dinheiro, resolvi planejar um curso que se aproximasse da vida real. Eu poderia falar horas, mas você não escutaria nada. Portanto resolvi deixar que a vida batesse um pouco em você para que pudesse me escutar. E por isso que só pago 10 centavos.
E qual é a lição que aprendi trabalhando por apenas 10 centavos a hora? perguntei. Que você é mesquinho e explora seus empregados?
Pai rico se inclinou para trás e soltou uma gargalhada. Finalmente, quando parou de rir, falou:
E melhor que você mude seu ponto de vista. Pare de me culpar pensando que eu sou o problema. Se você pensa que eu sou o problema, então terá que me modificar. Se perceber que você é o problema, então poderá modificar a si mesmo, aprender alguma coisa e tornar-se mais sábio. A maioria das pessoas quer que todos no mundo mudem, menos elas próprias. Mas eu lhe digo: é mais fácil mudar a si próprio que a todos os demais.
Não entendo falei.
Não me culpe por seus problemas falou pai rico dando sinais de impaciência.
Mas o senhor só me paga 10 centavos.
E então, o que você está aprendendo? perguntou pai rico com um sorriso.
Que o senhor é mesquinho respondi com uma risadinha.
Está vendo, você acha que eu sou o problema retrucou pai rico.
Mas o senhor é.
Bem, continue assim e você não aprenderá nada. Pense que sou o problema, então quais são suas escolhas?
Bem, se o senhor não me pagar mais ou não me respeitar mais e me ensinar, eu largo tudo.
Muito bem disse pai rico. E isso é exatamente o que faz a maioria das pessoas. Elas se demitem e começam a procurar outro emprego, uma oportunidade melhor e um salário mais alto, pensando que um novo emprego ou um salário mais alto resolverão o problema. Não é o que acontece na maioria dos casos.
Então, o que resolve o problema? perguntei. Pegar esses miseráveis 10 centavos por hora e sorrir? Pai rico sorriu.
Isso é o que fazem as outras pessoas. Apenas aceitam o pagamento sabendo que eles e suas famílias lutarão com dificuldades financeiras. Mas é tudo o que fazem, esperando um aumento na ilusão de que mais dinheiro resolverá o problema. A maioria se conforma e alguns procuram um segundo emprego, trabalhando mais, mas continuam aceitando um contracheque ínfimo.
Fiquei olhando para o chão, começando a entender a lição que pai rico estava apresentando. Podia sentir que tinha um gosto de vida. Finalmente, olhei para cima e repeti a pergunta:
Então, o que é que resolve o problema?
Isto disse ele dando-me um ligeiro tapinha na cabeça. Essa coisa que está entre suas orelhas.
Foi nesse momento que pai rico me mostrou o ponto de vista central que o separava de seus empregados e de meu pai pobre e que mais tarde o levou a tornar-se um dos homens mais ricos do Havaí, enquanto meu pai, muito instruído, mas pobre, lutou com problemas financeiros durante toda sua vida.
Era um ponto de vista singular que fez toda a diferença durante uma vida inteira.
Pai rico repetia de vez em quando esse ponto de vista que eu chamo a Lição l.
"Os pobres e a classe média trabalham pelo dinheiro. Os ricos fazem o dinheiro trabalhar para eles."
Naquela bela manhã de sábado eu estava aprendendo um ponto de vista diferente daquele que meu pai pobre me ensinara. Aos nove anos de idade eu percebia que ambos os pais queriam que eu aprendesse. Ambos me incentivavam a estudar... mas não as mesmas coisas.
Meu pai muito instruído recomendava que fizesse o que ele fizera: "Filho quero que você estude muito, que tenha boas notas, para que você possa conseguir um bom emprego, seguro, em uma grande empresa, que lhe traga grandes benefícios". Meu pai rico queria que eu aprendesse como funciona o dinheiro para que eu pudesse colocá-lo a trabalhar para mim. Essas lições eu aprenderia ao longo da vida, sob sua orientação e não na sala de aula.
Meu pai rico continuou a primeira lição:
Fico contente em ver que você se enfureceu por trabalhar por 10 centavos a hora. Se não tivesse se zangado e tivesse aceitado isso satisfeito, teria que lhe dizer que não poderia ensinar nada. Veja, aprender de verdade exige energia, paixão e um desejo ardente. A raiva é uma grande parte desta fórmula, pois a paixão é uma combinação de raiva e amor. No caso do dinheiro, a maioria das pessoas prefere não arriscar e se sentir seguras. Ou seja, não são conduzidas pela paixão, são conduzidas pelo medo.
E por isso que elas aceitam um emprego com salário baixo? perguntei.
Sim respondeu pai rico. Algumas pessoas dizem que eu exploro os empregados porque não pago tanto quanto a usina de açúcar ou o governo. Eu digo que as pessoas exploram a elas mesmas. O medo é delas, não meu. 
Mas o senhor não acha que deveria pagar mais para elas? indaguei.
Não tenho que fazê-lo. E, além disso, mais dinheiro não vai resolver o problema. Veja seu pai. Ele ganha bastante dinheiro e ainda assim não dá conta das despesas. A maioria das pessoas, se receber mais dinheiro, apenas passará a se endividar mais.
Daí os 10 centavos por hora eu disse rindo. E parte da lição.
Certo sorriu pai rico. Você vê, seu pai estudou muito de modo que conseguiu um salário alto. Mas ele ainda tem problemas financeiros porque nunca aprendeu nada sobre dinheiro na escola. E ainda por cima, ele acredita em trabalhar pelo dinheiro.
E o senhor não acredita? perguntei.
Não, de verdade não disse pai rico. Se você quiser aprender a trabalhar pelo dinheiro então fique na escola. E um bom lugar para aprender isso. Mas se você quer aprender como fazer o dinheiro trabalhar para você, então vou lhe ensinar como fazer. Mas só se você quiser aprender.
E todo o mundo não quer aprender isso? indaguei.
Não respondeu pai rico. Simplesmente porque é mais fácil aprender a trabalhar pelo dinheiro, em especial se o medo é a principal emoção quando se trata de discutir dinheiro.
Não estou entendendo retruquei franzindo as sobrancelhas.
Não se preocupe com isso, por enquanto. Saiba apenas que é o medo que faz a maioria das pessoas trabalhar num emprego. O medo de não pagar as contas. O medo de ser mandado embora. O medo de não ter dinheiro suficiente. O medo de começar de novo. Esse é o preço de aprender uma profissão ou habilidade e então trabalhar pelo dinheiro. A maioria das pessoas se torna escrava do dinheiro... e fica zangada com o patrão.
Aprender a pôr o dinheiro a trabalhar para a gente é um tipo de estudo totalmente diferente? perguntei.
Sem dúvida, sem dúvida respondeu pai rico.
Ficamos sentados em silêncio contemplando a bela manhã. Meus amigos deviam estar começando seu jogo de beisebol infantil. E, por alguma razão, agora eu estava feliz de ter decidido trabalhar por 10 centavos a hora. Sentia que estava a ponto de aprender alguma coisa que meus colegas não aprenderiam na escola.
Pronto para aprender? perguntou pai rico.
Sem dúvida respondi com um risinho.
Estou cumprindo minha promessa. Estive ensinando a você de longe falou pai rico. Aos nove anos de idade você teve um gostinho do que é trabalhar pelo dinheiro. Multiplique seu mês passado por quinze anos e você terá uma idéia do que muitas pessoas passam a vida fazendo.
Não entendo falei.
Como você se sentiu esperando na fila para falar comigo? Uma vez para ser contratado e outra para pedir um aumento?
Péssimo disse.
Quando se opta por trabalhar pelo dinheiro, essa é a vida que levam muitas pessoas disse pai rico. E como se sentiu quando a senhora Martin pôs na sua mão 30 centavos por três horas de trabalho?
Achei que não era suficiente. Parecia que não valia nada. Fiquei desapontado respondi.
E assim que a maioria dos empregados se sente quando recebe seus contracheques. Especialmente com todos os descontos de impostos e outros itens. Pelo menos você recebeu 100%.
O senhor está dizendo que a maioria dos empregados não recebe tudo? perguntei espantado.
Claro que não! disse pai rico. O governo sempre tira sua parte antes.
E como é que ele faz? perguntei.
Impostos disse pai rico. Você paga impostos quando ganha. Você paga impostos quando gasta. Você paga impostos quando poupa. Você paga impostos quando morre.
Por que é que as pessoas deixam que o governo faça isso com elas?
Os ricos não deixam disse pai rico com um sorriso. Os pobres e a classe média deixam. Aposto que ganho mais que seu pai e contudo ele paga mais impostos.
E como pode ser? perguntei. Aos nove anos de idade isso não fazia sentido para mim. Por que alguém deixaria o governo fazer isso com ele?
Pai rico ficou sentado em silêncio. Acho que ele queria que eu ouvisse, em lugar de ficar falando besteira.
Finalmente me acalmei. Não tinha gostado do que ouvira. Sabia que meu pai vivia reclamando dos impostos que pagava, mas na verdade não tomava nenhuma atitude quanto a isso. A vida estaria batendo nele?
Pai rico se balançava em sua cadeira tranqüilamente enquanto olhava para mim.
Pronto para aprender? perguntou. Fiz que sim com a cabeça, lentamente.
Como já falei, há muito a aprender. E aprender como se faz o dinheiro trabalhar para a gente é estudo para uma vida inteira. A maioria das pessoas fica quatro anos numa faculdade e aí termina os estudos. Eu sei que meu estudo sobre o dinheiro vai continuar toda minha vida, simplesmente por que quanto mais sei, mais descubro que tenho que aprender ainda. As pessoas em geral nunca estudam o assunto. Trabalha-se, recebe-se o salário, confere-se os canhotos do talão de cheques e isso é tudo. E ainda se espantam porque têm problemas de dinheiro. Então pensam que mais dinheiro vai resolver a situação. Poucos percebem que lhes falta instrução financeira.
Então papai tem dificuldade com os impostos porque ele não entende de dinheiro? perguntei confuso.
Olha disse pai rico. Os impostos são apenas uma pequena parte do aprendizado para fazer o dinheiro trabalhar para você. Hoje, eu só queria descobrir se você ainda tem a paixão de aprender sobre dinheiro. A maioria das pessoas não tem. Elas querem ir para a escola, aprender uma profissão, divertir-se no trabalho e ganhar rios de dinheiro. Um dia acordam com sérios problemas financeiros e então não podem parar de trabalhar. Esse é o preço de só saber como trabalhar pelo dinheiro em lugar de estudar para saber como pôr o dinheiro a trabalhar para você. E então, você continua apaixonado por aprender? perguntou pai rico. Acenei afirmativamente com a cabeça. Bom disse pai rico. Agora de volta ao trabalho. Desta vez não vou lhe pagar nada.
O quê? perguntei espantado.
Você ouviu. Nada. Trabalhará as mesmas três horas no sábado, mas desta vez não receberá os 10 centavos por hora. Você disse que queria aprender a não trabalhar pelo dinheiro, sendo assim não vou pagar nada.
Eu não podia acreditar no que estava ouvindo.
Já tive esta conversa com o Mike. Ele já está trabalhando, tirando a poeira e arrumando as latas para mim. Melhor você se apressar e correr para lá.
Não é justo gritei. O senhor tem que pagar alguma coisa.
Você disse que queria aprender. Se não aprender isso agora, será como aquelas duas mulheres e o homem que estavam sentados na minha sala: trabalham pelo dinheiro e esperam que eu não os mande embora. Ou como seu pai, ganhando rios de dinheiro apenas para ficar endividado até o pescoço e esperando que mais dinheiro resolva o problema. Se for isso o que você quer, então volte para aqueles 10 centavos a hora. Ou você pode ainda fazer aquilo que muitas pessoas acabam fazendo: reclamar que o salário não é suficiente, demitir-se e procurar outro emprego.
Que é que eu faço? perguntei.
Pai rico deu um tapinha em minha cabeça.
Use isto falou. Se você usar bem, logo estará me agradecendo por ter-lhe dado uma oportunidade de se tornar um homem rico.
Fiquei parado, sem acreditar que eu estivesse embarcando nessa canoa. Queria conseguir um aumento e acabei sendo convencido a trabalhar de graça.
Pai rico voltou a dar um tapinha na minha cabeça e disse:
Use isto. Agora fora daqui, de volta ao trabalho.

domingo, 5 de outubro de 2014

Quero ser grande

Cena do filme - reprodução
O filme "Quero ser grande" (1988) conta a história de Josh, um garoto que, em um passeio num parque de diversões, é barrado na montanha-russa. Revoltado, ele pede à máquina dos desejos para ser grande. No dia seguinte o pedido foi realizado e a mãe o expulsa de casa, pois não conhece aquele estranho de trinta anos. Entretanto, Josh continua sendo apenas uma criança e agora precisa aprender a se relacionar no mundo dos adultos.

Esse é o desejo de quase toda criança: crescer rápido! Só que não se tem notícia de uma que tenha conseguido crescer um palmo da noite para o dia...

Na vida real, principalmente no que diz respeito à preparação para provas de Concursos Públicos, Josh pode ser comparado àquele candidato imediatista, que pensa conseguir aprovação se preparando uma semana antes das provas.

Infelizmente, para esse tipo de candidato, as notícias não são boas. Tenho acompanhado o ramo dos concursos públicos, como professor, há um par de décadas, e, como examinador, há cerca de sete anos. Nunca vi um imediatista conseguir resultado positivo. Sabem por quê? Porque as provas são elaboradas para eliminar os chutadores compulsivos e os achistas de plantão.

Por outro lado, aqueles que saem na frente, invariavelmente chegam na frente, pois priorizam a "qualidade" da preparação na hora de disputar uma vaga no serviço público, escolhendo bons cursos preparatórios ou material didático elaborado por profissionais habilitados. Como disse George S. Clason, em "O homem mais rico da Babilônia", "A Oportunidade é uma deusa desdenhosa, pois não perde tempo com os despreparados." Em outras palavras: pessoas de sucesso tomam suas decisões de modo pensado, mas não ficam muito tempo pensando, pois sabem que isto pode levar uma boa oportunidade embora.

Para obter resultado positivo em um concurso público é necessário investir, não apenas capital, mas principalmente tempo e dedicação. E isto, a maioria dos candidatos não quer ou não sabe como fazer. Há muitos cursos preparatórios, que se propõem a dar aos candidatos o respaldo necessário para alcançar o êxito almejado. Infelizmente, quantidade não é sinônimo de qualidade, e bons cursos preparatórios são raros. O mesmo vale para materiais didáticos.

Como, então, escolher um bom curso preparatório ou uma boa apostila para estudar? A resposta é simples: basta olhar o currículo dos professores/autores. Todo professor formado (e preparado) tem currículo na Plataforma Lattes. O resto pratica o exercício ilegal da profissão (1).

O Brasil, como todos sabem, é um país que dá pouca ou nenhuma atenção à qualidade do ensino. Assim, abrem-se as portas para que qualquer um vire professor da noite para o dia, mesmo não tendo qualificação para isso (2). Com outras profissões isto raramente ocorre, pois é de praxe um profissional habilitado oferecer denúncia.

Que fique bem claro: qualquer coisa pode ser vendida por qualquer pessoa, mas não se pode tratar o "conhecimento" como mercadoria como aquelas que camelôs vendem... Como bem disse o escritor inglês John Ruskin: "Dificilmente existirá alguma coisa neste mundo, que alguém não possa fazer um pouco pior e vender um pouco mais barato e as pessoas que consideram somente o preço, são suas merecidas vítimas."

Por isso tudo, fica a cargo do próprio candidato o zelo na escolha do seu curso preparatório ou do material didático, para que possa ter chances reais de alcançar êxito na empreitada. Em caso contrário, terá perdido seu tempo e uma boa oportunidade.
(leia neste link:  http://profmilton.blogspot.com.br/2014/08/recursos-susepe-2014-respostas.html as consequências de uma escolha mal feita)

A propósito, eu não tenho a pretensão de 'ser grande'. Como professor, em um país como o Brasil, ser respeitado já estaria ótimo...

Abraços e Sucesso a todos.
Prof. Milton Araújo.


(1) Incorre no exercício ilegal da profissão todo aquele que não tem formação compatível com a função que exerce. Ex.: Advogado ministrando aulas de Estatística, professor de Matemática Financeira com formação em Supletivo nível médio, etc. 
(2) Ajude a melhorar a "qualidade" do Ensino no Brasil. Contrate somente profissionais formados! Professor de verdade tem currículo na Plataforma Lattes.

www.institutointegral.com.br
14 anos

http://institutointegraleditora.com.br/blog/
3 anos
www.institutointegralead.com.br
2 anos

Siga-me no Twitter: @Milton_A_Araujo

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Instituto Integral Editora - Catálogo

“Se o problema tem solução, por que te preocupas? Se o problema não tem solução, por que te preocupas?” [Tibetano]


Instituto Integral Editora - Catálogo

Dez e-books já estão disponíveis para download gratuito. Descubra como baixar os livros no final deste post. 

Valor: R$ 19,90 R$ 0,00              Valor: R$ 11,90 R$ 0,00

Valor: R$ 11,90 R$ 0,00              Valor: R$ 19,90 R$ 0,00

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Acompanhe os lançamentos da Série "Cadernos RQx":

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Dicas "matadoras" para o Especial Unisinos

“Se o problema tem solução, por que te preocupas? Se o problema não tem solução, por que te preocupas?” [Tibetano]
Prezados,

Estas dicas funcionam para as provas de Raciocínio Lógico e Raciocínio Quantitativo. Também só servem para o Teste ANPAD Especial Unisinos.

O Especial Unisinos é uma edição extra do Teste ANPAD, que ocorre normalmente em novembro. O resultado obtido pelo candidato só tem validade para a Unisinos, não podendo ser utilizado por outro Programa.

1. Imprima as provas do arquivo cujo link está informado na Comunidade Sou Integral.

2. Concentre-se no período informado na Comunidade Sou Integral!

3. Marque os gabaritos de todas as questões.

4. Leia cada questão pelo menos duas vezes até o dia da prova (1º/11), tentando associá-la com o seu gabarito. Para isto, você pode criar um "mnemônico". Exemplo: se a questão é sobre bananas e o gabarito é alternativa "B", o seu mnemônico é: "Na questão das bananas, o gabarito é banana!". Se a questão trata de outra coisa, por exemplo, "cinema", e o gabarito é a alternativa "B" o mnemônico poderia ser: "No cinema vai passar o filme das bananas assassinas".

5. As associações não precisam fazer sentido. Aliás, quanto mais ridícula for a associação, mais fácil será memorizar a questão e fazer o link com o seu gabarito. Exemplo: um jacaré pilotando uma Harley-Davidson e fumando cachimbo... Seja criativo!

Justificativa para as dicas: nos últimos 4 anos, o Teste ANPAD Especial Unisinos usou, nas provas de RL e RQ, somente questões do período entre 2003 e 2010. As questões foram exatamente as mesmas, inclusive o gabarito.

Não tenho informação sobre as demais matérias, portanto, não se arrisque a perder tempo tentando utilizar o mesmo "truque" para as provas de Português, Inglês e Raciocínio Analítico.

Vários alunos do curso conseguiram atingir escores altos nesse Teste, agindo de acordo com essas dicas. Muitos até conseguiram as poucas bolsas oferecidas. Um deles conseguiu acertar 12 questões nas provas de RL e RQ sem realizar um único cálculo! No final ele acertou 25 das 40 questões dessas duas provas. O escore dele foi 576 pontos.

Abraços e Sucesso!
Milton Araújo.

Prepare-se para a edição de Fevereiro/2015 do Teste ANPAD: 
http://profmilton.blogspot.com.br/2014/09/preparatorio-anpad-fevereiro-de-2015.html

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

AFRE-SEFAZ-RS 2014 - Nota de esclarecimento

A respeito desse assunto, é preciso deixar bem claro o seguinte: 

O fato de uma questão ser "parecida" com outra não a invalida para ser utilizada em outros certames.

Se assim fosse, não haveria mais como propor questões de Matemática, Estatística, Matemática Financeira e Raciocínio Lógico em concursos públicos.

Na mesma prova de Matemática da SEFAZ, em que os candidatos alegam "similaridade" apenas nas questões de Raciocínio Lógico, havia, entre outras, uma questão na qual era solicitado o cálculo do determinante de uma matriz 4 x 4. Ora, essa questão já apareceu centenas de vezes em vestibulares e outros concursos. A única diferença está nos termos da matriz, que diferem em valores. Ainda na mesma prova, as questões de Matemática Financeira deveriam, por esse raciocínio, ter sido todas anuladas, pois são questões em que se fornecem, por exemplo: (1) capital, (2) taxa, (3) prazo e se solicita o cálculo do montante. Questões desse tipo aparecem em TODAS as provas dessa matéria. A única diferença fica por conta dos valores.
Por que razão os queixosos não estenderam suas alegações a essas questões também, solicitando sua anulação, por guardarem "grande similaridade" com questões cobradas anteriormente em outros concursos? São somente as questões da prova de Raciocínio Lógico que estão com esse "problema"??

Minhas questões são submetidas ao software "plagius detector", popularmente conhecido como "farejador". Quando não se identifica uma possível "cópia", a questão está liberada para ser aplicada.

O fato de uma questão abordar (1) o mesmo aspecto conceitual de outra, ou (2) utilizar-se da mesma estrutura lógica de outra, não a invalida para fazer parte de outros certames.

O princípio da isonomia reza apenas que a questão não pode ser exatamente igual (ipsis literis). E nem isto seria um problema para o concurso. Suponhamos que eu coloque em uma prova uma questão exatamente igual à de outro concurso. Isto seria plágio! O plágio é um crime contra a propriedade intelectual. Pois bem, a quem caberia oferecer denúncia? Somente ao próprio autor, já que os únicos atores envolvidos seriam o autor e o plagiador. Agora, estendendo um pouco o raciocínio: se a questão plagiada for do próprio autor, como resolver, juridicamente? O autor processaria a si próprio???

Outra ponderação diz respeito à ingenuidade de se acreditar que um candidato possa ser aprovado num concurso público pela "memorização" de milhares de questões "similares" de concursos anteriores, porque teria tido acesso a materiais que contenham tais questões. É justamente isto o que o candidato deve fazer em sua preparação para a prova: estudar por questões que já caíram em concursos anteriores...

O que determina se um candidato acertará ou não uma questão é o ENTENDIMENTO DO CONCEITO abordado pela questão, assim como a correta interpretação do seu COMANDO. Basta, então, o candidato aprender COMO respondê-la. Em suma: o fator determinante é o Raciocínio e não a memória... Assim, tanto as minhas questões, como as questões de qualquer outro examinador continuarão sendo "parecidas" com questões que já caíram em outras provas. Sugiro aos candidatos que aprendam COMO respondê-las, e conseguirão alcançar o mesmo sucesso de tantos outros. Quando um candidato acerta uma questão é unicamente porque a ENTENDEU (depois de haver estudado o assunto pertinente), não porque a "decorou"...

Outra alegação que não tem qualquer fundamento é a de que eu tenho um livro, onde constam questões "similares", ou que eu comento minhas próprias questões em blogs. Isto não é proibido! Sou professor (legalmente qualificado e habilitado!) da matéria, e, após a aplicação de uma prova, costumo comentar, sim, as questões com qualquer pessoa que solicitar. E o faço gratuita e publicamente, assim como disponibilizo, também gratuitamente, meus livros. Não há lei que proíba uma pessoa de comentar ou resolver questões de uma prova que já foi aplicada, nem mesmo o próprio examinador está impedido de fazê-lo. É necessário esclarecer que, após a aplicação da prova, não há mais necessidade de se guardar SIGILO, visto que as questões já caíram em domínio público.

Voltando ao assunto do exercício de minha profissão, reitero que sou professor há mais de 40 anos e foi justamente por esse motivo que Organizadoras de Concursos Públicos como FAURGS, FDRH e FUNDATEC contrataram meus serviços, desde 2007.
Dou cursos de Raciocínio Lógico para postulantes ao Teste ANPAD (prova de proficiência para ingresso no Mestrado ou Doutorado em Administração de Empresas) há mais de 14 anos.

Não atuo e nunca atuei em certames para os quais fui contratado como banca. Quando sou procurado por candidatos, nessas ocasiões específicas, costumo informar que não posso atendê-los, por razões óbvias. Quando fui contratado pelas Organizadoras citadas, deixei claro que meu meio de subsistência é através do magistério e comuniquei que dou cursos preparatórios para o Teste ANPAD. 

Não me vejo impedido de exercer minha profissão, visto que meus serviços como examinador são solicitados esporadicamente e não me permitiriam sobreviver apenas dessa atividade. Continuarei ministrando aulas! 

Meus advogados já estão tratando, com todo o carinho, das agressões feitas contra mim. Felizmente, agora os ataques não são mais "anônimos", como aconteceu no concurso para a SUSEPE...

Abraços.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Recursos SUSEPE-2014 - Respostas

"Você faz suas escolhas e suas escolhas fazem você." [Steve Beckman]

Antes de passar à análise das alegações interpostas, é preciso deixar claro o formato pelo qual são propostas questões em concursos públicos.

Uma questão de concurso público apresenta dois pontos fundamentais: (1) o conceito abordado, e (2) o "comando".

O "comando" tem por finalidade delimitar o aspecto conceitual abordado, visto que, se a questão for de aspecto geral, com abordagem ampla do conceito, excederia o tempo disponível para o candidato analisá-la.

A correta interpretação, tanto do aspecto conceitual abordado, quanto do COMANDO da questão é de responsabilidade do candidato. Para isso, indica-se bibliografia com fontes confiáveis.

Os recorrentes alegam que seus recursos não foram respondidos.

Ora, a resposta a um recurso é dada de forma sucinta. O examinador limita-se apenas a informar que conceito foi violado pelo candidato. Não cabe ao examinador, em sua resposta a um recurso, a tarefa de "lecionar o conceito".

À guisa de esclarecimento: um examinador não está obrigado a citar bibliografia na resposta de cada recurso, visto que a bibliografia é do conhecimento do candidato.

Na fase recursal, o prazo disponível para o examinador apreciar centenas de recursos é pequeno, e não há como responder, detalhadamente, cada recurso. A objetividade máxima deve prevalecer. 

Assim, o examinador informa ao recorrente sobre o seu erro e conclui rapidamente o processo. A interpretação da resposta dada pelo examinador é da responsabilidade do examinando, caso tenha domínio conceitual para isso.

Os recursos às questões a seguir foram respondidos por três vezes.

Diante desse fato e para elucidar ainda mais, serão novamente analisadas, em maiores detalhes, as questões 31, 32 e 33, à luz dos conceitos do Raciocínio Lógico Formal, explicitando a alternativa correta de cada questão, e ainda salientando os erros e a má interpretação dos aspectos conceituais e dos COMANDOS das questões por parte desses recorrentes.

Questão 31 - Sejam dadas as proposições a seguir:

I.             3x – 6 ≤ 9.
II.            4 + 5 = 8.
III.          O lucro da empresa cresceu apenas 2% em 2013.
IV.          2 é o único número primo que é par.

Quais delas são proposições lógicas?

A) Apenas I.
B) Apenas III.
C) Apenas I e III.
D) Apenas II e III.
E) Apenas II e IV. (Gabarito)

Justificativa:

(Para uma explanação mais ampla, consulte o livro digital Raciocínio Lógico Formal em http://edu.institutointegral.com.br/material_didatico)

A questão aborda aspectos do Conceito de Proposição.

São aspectos do Conceito de Proposição: (1) Definição, (2) Formas de Apresentação e (3) Valoração.

Definição: Proposição é uma oração declarativa. Exemplo: "João é médico."

O recorrente incorre em erro ao afirmar que uma proposição necessita ser composta por sujeito, verbo e predicado. Por exemplo, a frase: "Está chovendo." é uma proposição, pois é uma oração declarativa, embora seja uma oração sem sujeito.

O segundo aspecto do conceito de Proposição diz respeito às formas de apresentação, que são: (1) Afirmativa. Exemplo: "João é médico."; e (2) Negativa. Exemplo: "João não é médico."

O aspecto de que trata a Valoração da Proposição está relacionado à "classe" dessa Proposição.

Classificam-se as Proposições do seguinte modo:

(1) Proposições Lógicas (ou fechadas): São aquelas para as quais vale o Princípio da Identidade, que diz o seguinte:

"Se uma proposição é verdadeira, então ela será sempre verdadeira."

Vale também dizer que: "Se uma proposição for falsa, então ela será sempre falsa."

Exemplos:
"2 + 2 = 4." é uma proposição lógica, pois é verdadeira e SEMPRE será verdadeira.
"2 + 2 = 3." é uma proposição lógica, pois é falsa e SEMPRE será falsa.

Resumidamente: uma Proposição Lógica é aquela que possui um valor lógico imutável.

(2) Proposições Abertas de Segunda Ordem: São aquelas que se caracterizam pela presença de uma incógnita. Significa dizer que a Proposição Aberta de Segunda Ordem apresenta um elemento desconhecido, que "geralmente" é o sujeito da frase. O grifo na palavra "geralmente" é para evitar nova confusão, visto que "Está chovendo." é uma Proposição, pois é uma oração declarativa, mas é uma oração sem sujeito.

Exemplo: "O quadro é azul." é uma Proposição Aberta de Segunda Ordem, pois não se sabe a qual quadro se refere. O quadro, neste caso, é a incógnita.

Para efeito de valoração, uma Proposição Aberta de Segunda Ordem pode ser verdadeira ou pode ser falsa. Não há como julgá-la pelo fato de ser ela uma Proposição Aberta. Uma Proposição Aberta de Segunda Ordem é aquela que ora pode ser verdadeira, ora pode ser falsa.

Novamente aqui é preciso ressaltar o erro monumental do recorrente, ao afirmar que a frase "O quadro é azul." é "imperativa". Ora, fosse ela uma frase imperativa, jamais poderia ser uma Proposição, visto que: "Proposição é uma oração declarativa."

(3) Proposições Abertas de Primeira Ordem: São aquelas que também se caracterizam pela presença de uma incógnita. Porém a incógnita agora é matemática ("x", por exemplo). Essa classe de proposições se apresenta sob a forma de uma equação ou de uma inequação matemática. 

Exemplo: "x + 5 = 12." Note-se que a leitura da proposição é "Xis mais cinco é igual a doze." que mostra ser ela uma oração declarativa, e, portanto, é uma Proposição.

Com relação à Valoração, as Proposições Abertas de Primeira Ordem não são valoradas por valor lógico ou valor-verdade, visto que o VALOR que se busca nela é o da incógnita e não mais o valor da proposição. Assim, as Proposições Abertas de Primeira Ordem têm o valor representado através de um CONJUNTO-VERDADE.

(4) Proposições Categóricas: São aquelas que se caracterizam pela presença de um Quantificador. São quantificadores: (1) Todo, (2) Nenhum, (3) Algum, e (4) Algum não é.

Exemplo: "Todos foram aprovados."

O recorrente revela sua confusão e falta de domínio conceitual no momento em que, em seu recurso à questão 31, adentra (cita) enunciados de duas outras questões, cujos COMANDOS e ASPECTOS CONCEITUAIS abordados são diferentes daqueles solicitados pelo examinador na questão 31.

Passemos, agora, à análise completa da questão 31, à luz do conceito apresentado acima.

Questão 31 - Sejam dadas as proposições a seguir:

I.             3x – 6 ≤ 9.
II.            4 + 5 = 8.
III.          O lucro da empresa cresceu apenas 2% em 2013.
IV.          2 é o único número primo que é par.

Quais delas são proposições lógicas?

Observe-se que o enunciado da questão 31 já revela que as frases I, II, III e IV são proposições. Leia-se novamente a expressão: " Sejam dadas as proposições a seguir:"
O COMANDO da questão solicita que o candidato identifique apenas quais delas são Proposições Lógicas.

I.             3x – 6 ≤ 9.
É uma Proposição Aberta de Primeira Ordem, pois apresenta uma incógnita matemática (x).

II.            4 + 5 = 8.
É uma Proposição Lógica, pois a ela se aplica o Princípio da Identidade. Em outras palavras, essa proposição é Falsa e SEMPRE será Falsa.

III.          O lucro da empresa cresceu apenas 2% em 2013.
É uma Proposição Aberta de Segunda Ordem, pois nela há uma incógnita (empresa). Não se pode dizer que essa proposição será SEMPRE verdadeira ou SEMPRE falsa (Princípio da Identidade), pois não se sabe a qual empresa se refere. Neste caso, diz-se que essa proposição "pode ser" verdadeira ou "pode ser" falsa.

O recorrente se refere a " O lucro da empresa cresceu apenas 2% em 2013." como uma "frase solta", que não pode ser julgada. Ora, o COMANDO da questão não solicitou que as proposições fossem julgadas ou valoradas. Ademais, somente as Proposições Lógicas podem ser julgadas ou valoradas. O recorrente não conseguiu interpretar corretamente o COMANDO da questão.

Em seu recurso, o recorrente diz que a resposta da questão afirma que "O lucro da empresa cresceu apenas 2% em 2013." não é uma proposição, o que revela que não conseguiu interpretar corretamente o enunciado e principalmente o COMANDO da questão.

IV.          2 é o único número primo que é par.
É uma Proposição Lógica, pois a ela se aplica o Princípio da Identidade. Em outras palavras, essa proposição é Verdadeira e SEMPRE será Verdadeira.

Em nova confusão conceitual, o recorrente se refere à proposição acima como uma "frase imperativa" (e o faz em versal!).

Outro grande erro conceitual aparece no trecho do recurso que diz (com grifos da banca):
"E as sentenças imperativas não são consideradas proposições por admitirem unicamente a valoração VERDADEIRA."

Ora, uma frase imperativa não é, de fato, uma Proposição. Não sendo uma Proposição, não pode ser julgada ou valorada. No trecho do recurso, grifado em negrito acima, o recorrente informa que uma sentença imperativa é valorada com o valor lógico VERDADEIRO (sic).

Um imperativo é uma ordem ou comando. A uma ORDEM ou COMANDO não cabe o juízo de valor e sim o juízo de obediência.

Entretanto o recorrente se refere à frase "2 é o único número primo que é par." como sendo imperativa, demonstrando seu completo desconhecimento do conceito de Proposição.

Necessário se faz, neste ponto da análise, esclarecer que o recorrente ainda não consegue diferenciar uma oração declarativa de uma oração imperativa. Vamos a dois exemplos simples:

a) Faça o seu trabalho em silêncio. é uma oração imperativa. Não é Proposição. Não pode ser julgada ou valorada, por tratar-se de um COMANDO.

b) "2 é o único número primo que é par." é uma oração declarativa, portanto, é uma Proposição.

Para finalizar, é necessário ressaltar que recursos dessa natureza são trabalhosos para a banca analisar e responder, pois são confusos, mal redigidos, carecem de objetividade e demonstram que o candidato não tem domínio conceitual para argumentar. Não há como dar provimento a tais recursos.

Além disso, as estatísticas da questão 31 mostram que a maioria dos candidatos (27,87%, ou 2344 candidatos) conseguiu interpretar corretamente o enunciado e o COMANDO da questão e apresentou conhecimento conceitual suficiente para assinalar a alternativa correta. Considerando-se a matéria avaliada (Raciocínio Lógico), pode-se considerar esse resultado altamente satisfatório.

(Para uma explanação mais ampla, consulte o livro digital Raciocínio Lógico Formal em http://edu.institutointegral.com.br/material_didatico)

Questão 32 – Considerando que a proposição “Todos os alunos serão aprovados” é FALSA, qual das seguintes alternativas apresenta uma proposição verdadeira?

A) Todos os alunos serão reprovados.
B) Todos os alunos não serão reprovados.
C) Alguns alunos serão reprovados. (Gabarito)
D) Nenhum aluno será reprovado.
E) Nenhum aluno será aprovado.

Justificativa:

O COMANDO da questão solicita que se estabeleça a NEGAÇÃO de uma Proposição Categórica Universal Afirmativa.

Vamos a uma breve revisão conceitual:

As Proposições Categóricas se caracterizam pela presença de um Quantificador.

São quantificadores: (a) Todo, (b) Nenhum, (c) Algum, (d) Algum não é.

Os quantificadores "Todo" e "Nenhum" são sub-classificados como Universais e os quantificadores "Algum" e "Algum não é" são sub-classificados como Particulares ou Existenciais.

O quantificador "Todo" também pode vir apresentado como "Qualquer que seja".

O quantificador "Algum" também pode se apresentar como "Alguns", "Existe", "Existem", "Pelo menos um".

A NEGAÇÃO de uma Proposição Categórica Universal é uma Proposição Categórica Particular ou Existencial, e vice-versa.

Jamais se pode negar uma Proposição Categórica Universal com outra Proposição Categórica Universal. O mesmo vale para as Proposições Categóricas Particulares ou Existenciais, ou seja, não se pode usar uma Proposição Categórica Particular ou Existencial para negar outra Proposição Categórica Particular ou Existencial.

O recorrente afirma que o quantificador "Nenhum" (Universal) é negação do quantificador "Todo" (Universal), numa flagrante violação conceitual.

A figura a seguir apresenta as formas de se estabelecer a NEGAÇÃO de Proposições Categóricas:


A negação da proposição “Todos os alunos serão aprovados.” pode ser expressada de qualquer uma das formas elencadas a seguir:

a) “Pelo menos um aluno não será aprovado.”, ou
b) “Pelo menos um aluno será reprovado.”, ou
c) “Algum aluno não será aprovado.”, ou
d) “Alguns alunos não serão aprovados.”, ou
e) “Algum aluno será reprovado.”, ou
f) “Alguns alunos serão reprovados.”, ou
g) “Existe aluno que será reprovado.”, ou
h) “Existem alunos que serão reprovados.”
i) "Existe aluno que não será aprovado." ou
j) "Existem alunos que não serão aprovados."

Qualquer uma das proposições acima servirá como NEGAÇÃO da proposição "Todos os alunos serão aprovados."

A confusão do recorrente é tão grande, que dificulta a interpretação do recurso pela banca.

Vejamos um trecho do recurso (com grifos da banca):

"A única informação dada é de que a frase "Todos os alunos serão aprovados" é falsa, ou seja, não é verdadeira. Pois bem, para que essa afirmação seja falsa basta que "pelo menos um aluno não seja aprovado"."

O COMANDO da questão solicita a NEGAÇÃO da proposição "Todos os alunos foram aprovados."

Uma das formas de se estabelecer a NEGAÇÃO da proposição "Todos os alunos serão aprovados." é através da proposição "Pelo menos um aluno será reprovado." Significa dizer que, se uma destas proposições é Falsa, a outra será Verdadeira, e vice-versa.

Para ilustrar o absurdo na afirmação do recorrente, suponhamos a seguinte situação:
Se alguém diz: "Esta nota de R$ 5,00 é falsa." Ora, se a nota é falsa, é desnecessário fazer alguma coisa para que ela seja falsa... Pelo raciocínio do recorrente: "para que a nota seja falsa é necessário substituí-la por outra verdadeira". Por outro lado, talvez ele queira tornar a nota MAIS FALSA do que já é...

Em outro trecho, o recorrente tenta quantificar a negação, em vez de negar o quantificador, quando afirma que "Algum" é diferente de "Alguns". Pelo raciocínio do recorrente, a proposição "Algum aluno foi reprovado." é a negação de "Todos os alunos foram aprovados.", mas que a proposição "Alguns alunos foram reprovados." não é (sic).

Suponhamos que temos uma turma com 4 alunos (a, b, c, d), ou seja, n = 4.

Situação 1:
A = {a, b, c, d}
onde A representa o conjunto dos alunos aprovados.

Nota-se que todos os 4 alunos da turma estão dentro do conjunto A. Neste caso, a proposição "Todos os alunos foram aprovados." é verdadeira.

Situação 2:
A = {a, c, d}
b
Agora, percebe-se que há 3 alunos dentro do conjunto A e um deles (b) está fora.

Neste caso, a proposição "Todos os alunos foram aprovados." torna-se falsa. e a proposição "Algum aluno foi reprovado." é verdadeira.

Situação 3:
A = {a, d}
b, c
O conjunto A tem agora dois alunos (b, c) fora dele.

Assim, a proposição "Todos os alunos foram aprovados." continua falsa. e a proposição "Alguns alunos foram reprovados." é verdadeira.

Percebe-se, com clareza, que tanto faz usarmos as proposições "Algum aluno foi reprovado." ou "Alguns alunos foram reprovados." como NEGAÇÃO da proposição "Todos os alunos foram aprovados."

Para finalizar, é necessário ressaltar que recursos dessa natureza são trabalhosos para a banca analisar e responder, pois são confusos, mal redigidos, carecem de objetividade e demonstram que o candidato não tem domínio conceitual para argumentar.

Não há como dar provimento a um recurso eivado de vícios.

As estatísticas da questão 32 mostram que a maioria dos candidatos (50,03%, ou 4207 candidatos) conseguiu interpretar corretamente o enunciado e o COMANDO da questão e apresentou conhecimento conceitual suficiente para assinalar a alternativa correta. Considerando-se a matéria avaliada (Raciocínio Lógico), pode-se considerar esse resultado excelente.

(Para uma explanação mais ampla, consulte o livro digital Raciocínio Lógico Formal em http://edu.institutointegral.com.br/material_didatico)



Questão 33 - Tomando-se como base a Tabela-Verdade a seguir, assinale a alternativa correta.


A) As colunas III e VII são contradições.
B) As colunas V e VIII são tautologias.
C) As colunas VI e VIII são equivalentes.
D) As colunas VII e VIII são equivalentes. Gabarito
E) As colunas IV e VII são contingências.

Os recursos interpostos nesta questão alegam que ela é "idêntica" a outra questão dessa mesma banca, já cobrada em concurso anterior.

A alegação não procede, uma vez que a questão foi submetida ao software "plagius detector", popularmente conhecido como "farejador", sem que houvesse detecção de "cópia".

O fato de uma questão abordar (1) o mesmo aspecto conceitual de outra, ou (2) utilizar-se da mesma estrutura lógica de outra, não a invalida para fazer parte de outros certames.

Veja dois exemplos:

1) Dadas as premissas:
I. Se chegam visitas, o cachorro late.
II. O cachorro latiu, portanto, chegaram visitas.
O argumento acima é
(    ) Válido
(    ) Não-válido

2) Dadas as premissas:
I. Se Sofia tem um bom currículo, ela conseguirá um emprego.
II. Sofia conseguiu um emprego, logo, ela tem um bom currículo.
O argumento acima é
(    ) Válido
(    ) Não-válido

As questões acima já constaram em provas de concursos públicos. Os examinadores que as propuseram abordaram duas importantes regras de inferência, chamadas Modus Ponens e Modus Tollens.

A ESTRUTURA LÓGICA de ambos os argumentos acima é a mesma! Não haveria como abordar as regras citadas, alterando a ESTRUTURA dos argumentos. Assim, a única diferença entre ambas está no texto...

A propósito, ambos os argumentos propostos acima são não-válidos.

Todas as questões de concursos que abordem um mesmo conceito, serão "parecidas". Disso, sabem muito bem aqueles candidatos que estudam com base em provas de concursos anteriores!

O princípio da isonomia reza apenas que a questão não pode ser exatamente igual. Uma análise mais cuidadosa desta questão levaria à conclusão de que tal princípio não se aplica a questões de concursos, visto que a nenhum candidato é vedado o acesso a materiais didáticos nos quais constem questões semelhantes, que já caíram em provas anteriores, para que este possa se preparar adequadamente. Ademais, seguindo-se o tal "princípio", há que se anular todas as provas de todos os concursos públicos, visto que, basta que o assunto seja o mesmo para que as questões fiquem "parecidas".

A escolha de cursos preparatórios, professores e materiais didáticos de qualidade é da responsabilidade do candidato.

Há apenas quatro situações em que uma questão de concurso deve ser anulada:

1) A questão aborda conteúdo que está fora do Programa proposto no Edital do Certame;

2) A questão viola o próprio conceito abordado por ela;

3) A questão não apresenta alternativa que contemple o que pede o seu enunciado;

4) A questão apresenta mais de uma alternativa que contempla o que pede o seu enunciado.


Justificativa para a questão 33:

Conceito de Contingência: Quando a proposição composta não for tautologia e nem contradição, ela será uma contingência. Dito de outra forma: Contingência é uma proposição composta que tanto pode ter resultado lógico V (verdadeiro) como F (falso).

Os recorrentes insistem em aplicar o CONCEITO acima em uma proposição simples.

Em Lógica Formal há duas formas de se apresentar uma proposição:

(1) Em sua linguagem corrente. Exemplo: "João é médico."

(2) Em sua linguagem simbólica: Usa-se uma letra minúscula para se representar uma proposição simples em linguagem simbólica e uma letra maiúscula para se representar uma proposição composta em linguagem simbólica.

Exemplos:

a) p: "João é médico."
b) P: "João é médico e Paulo é engenheiro."

Sobre esse importante tópico, vejamos o que diz no livro Iniciação à Lógica, de Edgard de Alencar Filho, página 12 (citado aqui unicamente porque faz parte do Referencial Bibliográfico do certame):

Definição 1: Chama-se proposição simples aquela que não contém nenhuma outra proposição como parte integrante de si mesma.
As proposições simples são geralmente designadas pelas letras latinas minúsculas p, q, r, s, ..., chamadas letras proposicionais.

Definição 2: Chama-se proposição composta aquela formada pela combinação de duas ou mais proposições.
As proposições compostas são designadas pelas letras latinas maiúsculas P, Q, R, S, ..., também chamadas letras proposicionais.

Isto posto, não se pode considerar ~q como uma proposição composta, visto que não há nela outra proposição como parte integrante de si mesma. Além disso, está grafada com letra minúscula, que é a forma como se representa proposição simples em linguagem simbólica.

As estatísticas da questão 33 mostram que a maioria dos candidatos (45,99%, ou 3867 candidatos) conseguiu interpretar corretamente o enunciado e o COMANDO da questão e apresentou conhecimento conceitual suficiente para assinalar a alternativa correta. Considerando-se a matéria avaliada (Raciocínio Lógico), pode-se considerar esse resultado excelente.

(Para uma explanação mais ampla, consulte o livro digital Raciocínio Lógico Formal em http://edu.institutointegral.com.br/material_didatico)


Número de um dos processos no TJRS que traz as
justificativas do recorrente, com citação da FONTE.
(baixe a cópia do arquivo: http://bit.ly/2EeAJua)

Para finalizar, fica aqui uma dica aos concurseiros, para que tenham mais cuidado ao contratar profissionais para sua preparação. Chequem, antes de tudo, as credenciais desses profissionais.

Professor qualificado tem currículo na Plataforma Lattes (http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/busca.do?metodo=apresentar).

Abraços e Sucesso a todos!
Prof. Milton Araújo.

Leia também: http://profmilton.blogspot.com.br/2014/08/afre-sefaz-rs-2014-nota-de.html