Em 2003, mais de três décadas depois da janela, entrei no Mestrado e encontrei algo que mudou a rota da história: redes neurais artificiais, o coração da Inteligência Artificial. Vi ali um espelho da minha própria sala de aula. Um monte de conexões aprendendo a enxergar padrões, cada nó esperando a dica certa para acender. A partir daquele dia, comecei a ler sobre IA como quem reencontra um velho amigo, sem pressa, do jeito diletante que a curiosidade pede. Eu não sabia ainda, mas estava montando as peças de um quebra-cabeça que começou numa janela em 1970.