Em 1970, um menino de dez anos, trancado numa questão de matemática, viu algo que ninguém mais viu. Um papagaio pousou na janela, ciscou com a pata o ponto exato do erro e voou. O menino contou. Ninguém acreditou. Ele aprendeu duas coisas naquele dia: que a resposta estava debaixo do nariz, bastava olhar bem, e que um professor pode ter penas. Quando o papagaio sumiu, o menino guardou um sonho esquisito no bolso: aprender a treinar papagaios para ajudar os futuros alunos com matemática. Deixou o sonho esperando. Ele não sabia, mas aquele sonho atravessaria décadas — e ainda assim chegaria na hora certa.
