sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Revista tablet corporativa pode ser ferramenta interessante para o relacionamento com clientes

Por Redação, www.administradores.com.br

Você já parou para pensar que o Relacionamento com os investidores, acionistas, comunidade, prospects, clientes pode ser feito via Tablet e Smartphone?

Algumas das maiores empresas do Brasil já adotaram o iPad como meio de publicação de relatórios anuais, apresentações, informações periódicas e releases, além de outras comunicações institucionais, em um aplicativo próprio na App Store.

Por acreditar que os Tablets e os Smartphones são os meios mais eficazes e baratos de publicação de informações corporativas, a View está lançando mais um produto dentro da linha Revista Tablet, trata-se da Revista Tablet Corporativa.

Com este produto os Administradores podem publicar de forma rápida e simples as principais informações corporativas e manter o relacionamento com os diversos públicos da empresa, em um aplicativo próprio na App Store que poderá ser instalado em qualquer iPad e iPhone.

Para maiores informações, clique aqui.

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Abercrombie & branding: que nome é esse?

Quando te perguntarem qual a origem do nome de uma marca qualquer e você não souber, recomendo que responda sempre o seguinte: "a origem do nome dessa marca é o sobrenome de seu criador"

Por Marcos Hiller, www.administradores.com.br

Quando te perguntarem qual a origem do nome de uma marca qualquer e você não souber, recomendo que responda sempre o seguinte: "a origem do nome dessa marca é o sobrenome de seu criador". Certamente você não errará, pois é assim que acontece com a maioria das marcas que conhecemos. Eis alguns exemplos: Bauducco, Adidas, Bic, Nestlé, Colgate, Ford, Trevisan, Renner, Kellog's e JBS.

Na indústria da moda, então, creio que esse percentual cresce para uns 90% dos casos. Vejamos: C&A, Dolce & Gabanna, Calvin Klein, Tommy Hilfiger, Valentino, Dior, Stella McCartney e Alexander McQueen, dentre outros vários. E neste setor, que movimenta cifras bilionárias no mundo hoje, uma marca em especial faz um trabalho de branding de maneira fantástica: a Abercrombie & Fitch. Adivinhem a origem do nome? É o cara que a inventou? Em partes: Abercrombie é o sobrenome de David Abercrombie, o fundador da marca. Fitch é o sobrenome de Erza Fitch, simplesmente uma das primeiras clientes da loja.

A Abercrombie & Fitch começou como uma pequena loja de fábrica no dia 4 de junho de 1892, na Lower Manhattan, em Nova Iorque. Essa marca vem ganhando um brilho no varejo de moda. Suas lojas, mais precisamente a localizada no coração da Quinta Avenida, em Nova Iorque, é o que eu considero ser "estado da arte" em termos de branding e construção de marca no ponto de venda.

Tudo é cirurgicamente pensado: o cheiro da loja é espetacular e dá muita personalidade à marca, as roupas são lindas, a disposição e a arrumação dos produtos nas prateleira é impecável, os vendedores são muito bem treinados, a música ambiente é impactante, e há modelos da marca desfilando pela loja. Ou seja,todos os 'touch points' da marca muito bem planejados e bem calibrados. O resulta não poderia ser outro: loja sempre lotada e com filas dando voltas nos imensos quarteirões de Midtown, em Manhattan.

Fazer branding não é um processo simples. Dá trabalho e pode custar caro, mas, hoje, branding é uma filosofia fundamental para qualquer empresa que almeja sucesso e longa vida. Uma pena que poucas empresas sabem disso. O sr. Abercrombie sabia.

Marcos Hiller – é coordenador do MBA Gestão de Marcas (Branding) da Trevisan Escola de Negócios (@marcoshiller).

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Brasil corre risco de desindustrialização mesmo com economia sólida para enfrentar crise mundial, dizem economistas

A desindustrialização é o processo pelo qual a produção local é substituída pelos importados, enfraquecendo a indústria nacional e afetando as contas externas.

Por Elaine Patricia Cruz, Agência Brasil

São Paulo – O Brasil ainda corre o risco de se desindustrializar, mesmo com a economia apresentando boas condições de reagir a um acirramento da crise econômica mundial, disseram, na última segunda-feira (26), economistas que participaram da abertura do 8º Fórum de Economia, promovido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

A desindustrialização é o processo pelo qual a produção local é substituída pelos importados, enfraquecendo a indústria nacional e afetando as contas externas.

Para Benjamin Steinbruch, vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e presidente da Companhia Siderúrgia Nacional (CSN), a indústria brasileira sofre um grande risco de desindustrialização, não por incompetência da indústria, mas porque o país está muito caro. Ele disse que tem sido especialmente difícil para a indústria exportar. "Hoje, nenhum produto brasileiro industrial manufaturado tem condições de ser exportado, não por deficiência da indústria, mas por causa dos juros distorcidos, com carga fiscal absurda, salários irreais e atraso nas mudanças".

Steinbruch elogiou a decisão do BC em reduzir a taxa básica de juros, a Selic, antevendo os efeitos da crise econômica mundial na economia brasileira, decisão que foi tomada no final do mês passado. "Acho que o BC tomou uma atitude corajosa que poderia ter tomado muito antes. A verdade é que o fez, sob críticas, mas deve continuar fazendo", observou o vice-presidente da Fiesp, referindo-se à próxima reunião do colegiado que define a taxa, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, marcada para outubro.

Ele considera que o "Brasil nunca esteve tão bem, enquanto os outros [países] nunca estiveram tão mal". Steinbruch avalia que a economia brasileira é apoiada num modelo que prioriza emprego, renda, consumo e desenvolvimento e, atualmente, não se pode prescindir de nenhum desses fatores. "Estamos hoje sob ameaça severa de diminuição de atividade econômica e um eventual começo de diminuição do emprego, que quebraria essa corrente, o que seria muito prejudicial", disse Steinbruch.

Análise semelhante foi feita pelo presidente do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), Pedro Luiz Barreiras Passos. Ele destacou que o "Brasil está muito melhor diante do cenário" de crise mundial, com a possível recessão e afundamento da economia norte-americana e com os problemas da União Europeia, e lembrou que a redução dos juros pode ajudar a diminuir os efeitos da crise aqui. "O Banco Central fez uma redução expressiva de juros, antevendo e anunciando o que seria a crise internacional. Foi uma medida bastante acertada que pode ajudar a mitigar efeitos da crise internacional no país e pode retomar uma trajetória de queda na taxa de juros recolocando os preços mais importantes da economia no lugar", disse.

No entanto, Passos enfatizou que o governo precisa ampliar esforços para melhorar a situação da indústria nacional, que "é crítica" pelo fato da indústria vir perdendo competitividade. Para ele, o governo tem sido sensível ao apoiar indústria nacional, mas ainda é necessário que se adote uma política industrial mais consistente, de mais longo prazo e com melhor orientação de investimentos.

"O setor manufatureiro já não cresce há algum tempo. O problema continua grave [apesar das medidas tomadas pelo governo]. Em médio prazo, não vejo como restabelecer a capacidade do produto manufaturado nacional concorrer com o produto produzido no exterior se não tiver, definitivamente, um forte incentivo à inovação, um aumento e um forte impulso à produtividade e uma ação consistente para redução de custos sistêmicos no país. O Brasil é país muito caro. Precisamos trabalhar fortemente na redução de custos porque, senão, estamos diante de inevitável perda da indústria nacional", observou o presidente do Iedi.

Para o professor de economia da FGV e ex-ministro da Fazenda Luiz Carlos Bresser-Pereira, que coordena o fórum, a crise mundial pode afetar o Brasil, mas o país está preparado para enfrentá-la. "O fato de que estamos com uma situação de reservas elevadas e com dívida pública em relação ao PIB [Produto Interno Bruto] baixa, [acredito] que a economia brasileira não será muito atingida. Deveremos continuar crescendo enquanto a Europa está em uma dificuldade muito grande."

Bresser destacou que esta não é a primeira crise financeira no mundo moderno. De acordo com o ex-ministro, a crise atual teve início com a crise da Bolsa de Nova York, em 1987, e novas crises foram, então, se sucedendo, até 2008, com a quebra do banco de investimentos norte-americano Lehman Brothers. "Evidentemente a crise de 2008 não terminou", disse.

A crise do momento, em que os Estados Unidos têm que cortar os gastos públicos e rever sua dívida e a Europa tem vários países igualmente endividados, colocou, na opinião de Clemente Ganz Lúcio, diretor do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), um novo problema para o qual ninguém tinha antes atentado, a sustentabilidade. "Isso vai exigir urgência nas decisões políticas."

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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

A ideia de auto suficiência em petróleo virará história

Por Reginaldo Gonçalves, www.administradores.com.br

Presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, afirma que as ações da empresa não darão retorno tão cedo ao investidor e, com isso, cria uma expectativa negativa para quem é investidor e aqueles que poderiam vir a ser futuros investidores.

A queda de 23,5% das ações em um ano pode estar identificando um outro fator que é importante. Perceberam que o Pré-Sal somente começará a gerar os primeiros frutos dentro de seis, sete anos, em média, em virtude das dificuldades de sua retirada e dos altos investimentos necessários a serem efetuados.

Essa observação já tinha sido colocada por especialistas na área que hoje, pelo preço negociado do petróleo, não compensa a exploração do Pré-Sal. O produto e seus derivados sairia mais caro para compensar tal investimento.

O fato é que estamos em uma crise emergente entre os Estados Unidos e a região do Euro e, para justificar tal investimento, haveria a necessidade de aumento do combustível internamente no país, gerando outros impactos, como a aceleração da inflação. Percebe-se que já existe um desgaste entre a presidenta Dilma Rousseff e Gabrielli.

O petróleo é uma commodity e, com isso, o preço internacional poderá ficar mais barato, não justificando a exploração nesse momento do Pré-Sal. A política governamental está novamente impactando em decisões estratégicas da empresa, prejudicando seus negócios e acionistas. Existe uma forte pressão da partilha do Pré-Sal pela distribuição de sua arrecadação aos diversos Estados da Federação. Outra característica é o impacto ambiental que, em momentos de crise, vai para dentro da gaveta. Como pensar sustentabilidade com política? Algo complexo a ser resolvido.

Reginaldo Gonçalves – é coordenador de Ciências Contábeis da Faculdade Santa Marcelina.

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Três anos após lei, oferta de estágio volta ao patamar de 2007

Antes de aprovada a Lei, em 2008, eram 1,1 mi de estagiários; atualmente, são 740 mil do ensino superior e 260 mil do médio.

InfoMoney

Três anos após a publicação da Lei 11.788, que alterou as relações entre empresas e estagiários, o número de vagas de estágios ofertadas no Brasil voltou ao patamar de 2007, segundo informações do Nube (Núcleo Brasileiro de Estágios).

De acordo com o Núcleo, antes de aprovada a legislação, em 2008, eram 1,1 milhão de estagiários no país, sendo 715 mil do nível superior e 385 mil do ensino médio e técnico. Com a entrada em vigor da lei, devido ao receio das empresas - juntamente com a crise econômica - o total de estudantes estagiando caiu 40% nos seis meses seguintes.

Atualmente, são 5,08 milhões de universitários no Brasil, mas apenas 14,5%, ou 740 mil conseguem estagiar. No ensino médio, os números são ainda piores, visto que dos 8,33 milhões de estudantes, somente 3,1%, ou 260 mil, estão estagiando.

O que diz a Lei?
Com a atual lei do estágio, alguns benefícios foram instituídos para estimular as organizações durante a contratação. Dentre eles, estão incentivos sociais e fiscais, como a não necessidade de recolher INSS, FGTS, verbas rescisórias e 13º sobre a bolsa-auxílio.

Por outro lado, as empresas ganharam as seguintes obrigações:
Um funcionário de seu quadro pessoal deverá orientar e supervisionar até dez estagiários (no máximo), desde que ele seja formado na mesma área doo estudante;

Contratar para o estagiário um seguro contra acidentes pessoais;
Enviar à instituição de ensino, com periodicidade mínima de seis meses, relatório de atividades;
A jornada de trabalho dos estagiários de todos os níveis deverá ser de, no máximo, 30 horas semanais, o que equivale a seis horas por dia;
O estágio relativo a cursos que alternam teoria e prática, nos períodos em que não estão programadas aulas presenciais, poderá ter jornada de até 40 horas semanais, desde que isso esteja previsto no projeto pedagógico do curso e da instituição de ensino;
Em época de provas, a jornada de trabalho deverá ser reduzida pela metade (como a maioria dos estagiários é paga por hora, isso implica redução da bolsa-auxílio);
A duração do estágio não pode exceder dois anos, exceto quando se tratar de estagiário com deficiência;
Torna-se obrigatório o pagamento de vale-transporte;
É assegurado ao estagiário, sempre que o estágio tenha duração igual ou superior a um ano, período de recesso de 30 dias, a ser tirado na época das férias escolares. Caso o estagiário esteja há menos de um ano na empresa, o recesso deverá ser proporcional;

Durante o recesso, o estagiário deverá receber sua bolsa-auxílio normalmente (aqui, não há pagamento de um terço da bolsa, direito concedido àqueles contratados sob o regime da CLT).

Estágio
Recomendado por especialistas para quem quer trilhar um caminho de sucesso, o estágio é visto como um facilitador do desenvolvimento pessoal e profissional.

Somente neste ano, conforme dados da Abres (Associação Brasileira de Estágios), 210 mil vagas foram criadas no Brasil, sendo 170 mil no superior e 40 mil no ensino médio e técnico. Para o presidente do Nube, Carlos Henrique Mencaci, é necessário ampliar estes números.

“O objetivo é ampliar a oferta de vagas para jovens no Brasil, onde o nível de desemprego é muito superior em relação às outras faixas”, diz.

Para aqueles que querem se dar em ao disputar uma vaga de estágio, a coordenadora de treinamento do Cedep (Centro de Desenvolvimento Profissional), Yolanda Brandão, dá a seguinte dica: “como afirma a própria lei, o estágio é um ato educativo. Portanto, é fundamental investir na formação acadêmica e particiapr das atividades oferecidas pela universidade ou escola”.

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Tecnologia e inovação não garantem melhores condições de trabalho, apontam especialistas

Sem criticar diretamente a diretriz governamental, tanto Antunes quanto Maturana alertam para a importância de se pensar também no trabalhador.

Por Gilberto Costa, Agência Brasil

A instalação de empresas de alta tecnologia e inovação produtiva não são garantia de boas condições e relações de trabalho, concluem o sociólogo Ricardo Antunes e o procurador do Trabalho José Fernando Ruiz Maturana, com base em análise sobre os casos em que trabalhadores sofrem com problemas nas relações de trabalho justamente em empresas de alto grau tecnológico.

O foco na tecnologia e na inovação consta do Plano Plurianual (PPA) 2012-2015, que fixa diretrizes, objetivos e metas para as despesas de capital e de duração continuada do período. Enviado ao Congresso Nacional em agosto, o PPA 2012-2015 elevou a tecnologia e a inovação a um dos eixos centrais das políticas de desenvolvimento produtivo e de redução das desigualdades sociais como meio para a erradicação da pobreza. A perspectiva do governo é investir em áreas estratégicas como biotecnologia, eletrônica e tecnologia da informação.

Sem criticar diretamente a diretriz governamental, tanto Antunes quanto Maturana alertam para a importância de se pensar também no trabalhador. "Não é verdade que o incremento tecnológico traz melhores condições de trabalho. Frequentemente ele intensifica, frequentemente ele precariza. A tecnologia introduzida no mundo produtivo e de serviços visa ao aumento de produtividade e acaba tendo uma tendencialidade para ou desempregar ou intensificar ou precarizar [o trabalho]", diz Antunes, que é professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e autor dos livros Adeus ao Trabalho? (Editora Cortez, 1995) e Os Sentidos do Trabalho (Editora Boitempo, 1999).

"A tecnologia está aí para desenvolver o aspecto econômico da atividade. Nós não estamos tendo uma tecnologia sendo desenvolvida para a melhoria da saúde e a segurança do trabalho ou para o conforto do trabalhador", completa Maturana, da Procuradoria Regional do Trabalho 15ª Região, responsável por 599 municípios do estado, exceto a Grande São Paulo e a Baixada Santista.

Um balanço feito para a Agência Brasil, por aquela procuradoria, revela que a maioria dos inquéritos sobre condições de trabalho contra empresas, na comparação do período entre janeiro e setembro de 2010 e o mesmo período de 2011, está na região metropolitana de Campinas (35% dos casos) e no Vale do Paraíba (com 20% do total), nas cidades onde está a maior concentração de indústrias de tecnologia do país. Nos nove primeiros meses do ano passado, foram 469 inquéritos. Este ano, até o ultimo dia 19, já haviam sido abertos 509 inquéritos.

Para o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região, Jair dos Santos, "as denúncias das condições de trabalho e os casos de doenças relacionadas [ao trabalho] crescem de forma assustadora" naquelas áreas. Ele aponta que há problemas especialmente nas indústrias de capital asiático. "Eles [empresários de países asiáticos] vêm de uma realidade em que o trabalhador não tem nenhum direito, só tem deveres. A legislação só protege a indústria. E, quando chegam ao Brasil, querem implementar a filosofia de produção, como querem trabalhar nas mesmas condições de legislação e salário que têm nos seus países de origem", queixa-se o sindicalista.

Na semana passada, o sindicato fechou acordo com a coreana Samsung após dois dias de greve por melhores salários. A companhia é apontada pelo sindicalista como uma das empresas mais problemáticas. "A mãe de uma trabalhadora ligou no sindicato e disse que precisávamos intervir porque a filha estava em uma sala de castigo porque tinha feito o processo errado. Para punir a trabalhadora, colocaram ela em uma sala olhando para a parede de castigo", relatou.

Após relatos de agressões físicas e verbais, a empresa fez um acordo judicial com a Procuradoria do Trabalho, por meio do qual se comprometeu a não praticar assédio moral contra seus funcionários. Em nota encaminhada à ABr, a Samsung disse que o acordo "foi celebrado sem que tenha havido qualquer reconhecimento das alegações feitas pelo Ministério Público". A empresa também disse que "continuará a adotar todas as medidas necessárias, como sempre tem feito, para impedir qualquer prática vexatória e/ou atentatória à dignidade de seus colaboradores, bem como a aplicar penalidades, quando necessário, a seus trabalhadores, de acordo com a legislação brasileira".

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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Para jovens, internet e redes sociais são tão vitais quanto ar, água, alimento e moradia, aponta estudo
Levantamento ouviu universitários e profissionais de vários países.

Por Redação, www.administradores.com.br

Um estudo mundial realizado pela Cisco entre universitários e jovens profissionais aponta que 33% dos entrevistados consideram a Internet um recurso essencial para o ser humano, como ar, água, alimento e moradia. E o relatório considera ainda que mais da metade não conseguiria viver sem a Internet e a cita como uma "parte integrante de sua vida" – em alguns casos, mais importante do que carros, namoro e "baladas".

Em sua segunda edição, o estudo realizado anualmente investiga a relação entre o comportamento humano, a Internet e a difusão das redes, dando uma ideia do pensamento, expectativas e comportamento da próxima geração da mão de obra mundial e como ela influenciará o mundo corporativo.

Os resultados fornecem também uma ideia dos desafios da empresa para manterem-se competitivas, levando em conta o futuro das comunicações corporativas, mobilidade e segurança, com tecnologias capazes de fornecer informações em cada vez mais lugares – de data centers virtualizados e computação em nuvem a redes com e sem fio tradicionais.

A pesquisa foi realizada em 14 países com universitários e profissionais com até 30 anos de idade dos EUA, Canadá, México, Brasil, Reino Unido, França, Espanha, Alemanha, Itália, Rússia, Índia, China, Japão e Austrália.

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Agora falta sócio local para iPad brasileiro sair


A empresa taiuanesa responsável pela montagem dos aparelhos da Apple não poderá atuar sozinha.

Adnews

Por mais que as negociações estejam avançadas e o Brasil já saiba até mesmo em que lugar vai instalar sua fábrica de iPads, a inauguração parece cada dia mais distante. Nesta segunda-feira, 26, o ministro Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia) disse que, agora, o problema é arrumar sócios brasileiros para a Foxconn, informou a agência Reuters.

Isso porque a empresa taiuanesa responsável pela montagem dos aparelhos da Apple não poderá atuar sozinha. "É uma exigência ter sócios brasileiros, na área de tecnologia os sócios que nós temos não têm musculatura financeira para investimentos próximos a esse valor", disse Mercadante após deixar um seminário de tecnologia, em São Paulo.

O valor, no caso, são os US$ 12 bilhões estimados em torno do negócio. Ele não confirmou esse número, mas admitiu que o montante está próximo.

Oficialmente o governo garante que os aparelhos estarão nas lojas até novembro deste ano, a fim de pegar o período de festas natalinas. Mas o projeto enfrenta problemas com o fornecimento de energia e com falta de mão de obra qualificada.

Evitando falar em adiamento, o ministro disse estar otimista porque as negociações estão bem encaminhadas. Ele ainda afirmou não poder dar detalhes por estar atrelado a um acordo de sigilo com as partes envolvidas.

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terça-feira, 27 de setembro de 2011

Com um sócio destes, quem precisa de patrão?

Não tenha a ilusão que seu sócio será benevolente, e terá a compaixão que você esperava que seu chefe tivesse na época em que você era funcionário.

Por Beatriz Helena Schulze , www.administradores.com.br

O sonho de ter o próprio negócio, ser dono do próprio nariz, faz parte de nossa cultura. Eis que – um belo dia – você resolve torná-lo realidade:dá uma reviravolta na sua vida profissional, associa-se a um parceiro com os mesmos ideais e abre uma empresa. Bem, aí chegou a sua hora de ser chefe – ou meio chefe, já que o sócio está ali, presente, trabalhando junto. E é nesse momento que você tem de se testar como líder, dividindo as responsabilidades com um outro profissional que, naquele espaço, deixa de ser o amigo do fim de semana para se transformar no sócio que – como você – quer resultados.

Como sócio, você não terá horário de trabalho, nem para dormir. Muito menos para comer e fazer suas necessidades básicas. E as cobranças e atitudes que antes você questionava no seu antigo ambiente de trabalho passam a ser as cobranças feitas por seu sócio. Aí você para e se questiona: Afinal, com um sócio destes, quem precisa de patrão?

Não tenha a ilusão que seu sócio será benevolente, e terá a compaixão que você esperava que seu chefe tivesse na época em que você era funcionário.

Quando o profissional passa a responder também por estratégias comerciais, financeiras, marketing, pessoas (além das tarefas diárias, inerentes a sua formação ou natureza de seu negócio), naturalmente passa a se cobrar mais - e seu sócio também.

Você se depara com ideias totalmente diferentes das suas, e pode em alguns momentos até ter um sentimento nostálgico da época em que era funcionário, quando o máximo que te exigiam era dar resultados. Agora, como sócio, você além de dar o resultado desejado, precisa buscar quem solicite estes resultados.

Por exemplo, se você trabalha com serviços, precisa pensar em como torná-los suficientemente atrativos aos seus clientes. E também como gerar valor para este cliente de uma forma que ele perceba – independente destes serviços serem tangiveis ou intangiveis. E um jeito é fazer uma reunião entre os sócios e discutir as ideias. Assim, o que antes pareciam horas e horas jogadas ao vento, agora passa a fazer sentido e ser essencial ao negócio. Lembra aquela época em que você era funcionário e era convocado para as reuniões e pensava "lá se vão mais duas horas preciosas do meu dia"? E muitas vezes entrava e saia da reunião com a sensação de que nada mudou, a não ser o fato do seu chefe, ficar te olhando com aquele olhar 43, do tipo "depois a gente conversa"? Pois, é... Esta época passou.

Agora está você lá, do outro lado da mesa. Quem vai te olhar, te chamar e te sacudir ali mesmo na frente dos demais é o seu sócio. E na maioria das vezes o consenso não é assim imediato, existe uma exaustão para a defesa de ideias e posicionamentos. Muitas vezes vai parecer que um furacão passou por ali - e todos sabem o acontece quando passa um furacão: tudo é devastado e é preciso recomeçar. Mas os sobreviventes de um furacão erguem-se fortalecidos e com mais ousadia e vontade de arriscar algo novo.

E neste momento você vai sentir que sabe mais do que sabia ontem e que com certeza o amanhã será mais um dia de aprendizado. Vai olhar para seu sócio e agradecer por ele estar a seu lado, por te compreender (mesmo sem entender), por aguentar tuas manias e chatices, por escutar tuas opiniões e te fazer se sentir importante, por fazer você perceber que vale a pena trabalhar junto e que a cobrança faz você estar sempre com os pés no chão.

As cobranças e divergências fazem parte do processo – e vão fazer sempre. O importante é aproveitar todos os momentos como um aprendizado, independente do lugar ou posição que você ocupa (sócio, chefe, funcionário). Porque admiração, respeito e confiança são construções diárias e que passam pela diferença nas ideias, pela administração de conflitos e por uma genuína conciliação de objetivos, interesses e paixão pelo trabalho realizado. Por isto toda vez que alguém te chamar atenção, te repreender, te sacudir, agradeça. Pois com certeza esta pessoa quer que você cresça e se torne melhor a cada dia.

Beatriz Helena Schulze - é consultora na área de Gestão de Pessoas. É especialista em Gestão Estratégica de Pessoas de Pessoas pelo INPG/SC, tem formação em Orientação Profissional pelo Instituto do Ser/SC e é Psicóloga formada pela ACE/SC. É professora da disciplina de Psicologia Organizacional, na Anhanguera Educacional/SC e das disciplinas de Gestão de Pessoas e Relações Interpessoais no SENAI/SC. Sócia da Consultoria LiseChaves pessoas, estratégias e resultados (SC)

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Veja os 10 sinais que indicam que sua carreira não anda bem

Você sabe quais são os sinais que podem indicar que talvez seja hora de mudar? Sugestão é identificar problema o mais rápido possível.

InfoMoney

Ao longo da trajetória profissional, é preciso observar diversos aspectos para se certificar de que tudo está indo bem. Fazer reflexões de tempos em tempos, definir metas, objetivos e elaborar um plano de carreira são fundamentais para alcançar o sucesso.

Em algum momento da trajetória, no entanto, alguns sinais podem indicar que a sua carreira está com problemas e que talvez seja hora de mudar. De acordo com a consultora da DM Especialistas, Giuliana Hyppolito, embora isso seja mais frequênte com os mais jovens, pode ocorrer com qualquer profissional em qualquer momento da vida.

A principal orientação é constatar o mais rápido possível que não é isso que você quer fazer, assumir o desejo de mudar e elaborar o plano da virada. Isso é importante, pois, segundo Giuliana, muitos profissionais passam anos com dúvidas e, quando decidem tomar a decisão fazem de forma impulsiva, sem estratégia, o que pode gerar muita frustração.

Com isso em mente, observe os 10 sinais que indicam que pode ser a hora de mudar:

1- Quando as metas individuais não são atingidas - para conquistar uma carreira sustentável, é preciso que o profissional passe constantemente por um processo de avaliação das suas metas. Nesse sentido, quando se constata que as metas individuais não estão sendo atingidas e que falta de capacidade não é o problema, é possível que o profissional esteja diante de um sinal que indica que sua carreira não está bem.

Diversos fatores podem explicar por que o profissional não foi capaz de atingir suas metas, no entanto, quando isso se torna frequente e ano após ano não se observa melhora, o problema pode estar na carreira escolhida.

2- Insatisfação frequente em relação ao dia a dia – esta questão está diretamente ligada à motivação individual. Observe os fatores que afetam sua vontade de trabalhar. Se o salário está compatível, se você não vê seu chefe como um problema, se você tem oportunidade na empresa, mas mesmo assim existe uma insatisfação ao ir trabalhar, novamente, isso indica que há algo de errado.

Segundo Giuliana, por conta dessa insatisfação, o profissional começa a perder os prazos, passa a deixar os trabalhos em segundo plano. “Ele não abraça mais a causa da empresa”.

3- Novos interesses – é de se esperar que um profissional da área de finanças tenha muito mais interesse nos assuntos relacionados a essa área do que em qualquer outra. O problema é quando a área de marketing, de vendas ou até de recursos humanos começa a chamar muito a atenção deste profissional.

Observe que se interessar por outras áreas dentro da empresa não é negativo e pode até melhorar a performance do profissional dentro da sua área, por ajudá-lo a desenvolver uma visão holística. O fato é que, quando as demais área passam a ser mais interessantes e o profissional se aprofunda nos outros assuntos que não os referentes à sua área, é um sinal claro de que sua carreira precisa ser repensada.

4- O trabalho do outro é mais interessante – na mesma linha do item anterior, aqui o profissional passa a achar os projetos das outras áreas da empresa mais interessantes e até mesmo mais importantes para a organização. Giuliana alerta para esse tipo de avaliação, sugerindo que deve servir de alerta se o indivíduo achar que seu trabalho não tem tanto valor quanto o dos demais.

5- Esperando que as coisas mudem- Giuliana lembra que, mesmo com dúvidas, os profissionais ficam nas empresas e seguem o plano de carreira na esperança de que surjam oportunidades em que eles possam fazer o que realmente gostam. A sugestão é: se você já sabe que não é aquilo que o motiva, não insista na esperança de “um futuro diferente”, pois, na maioria das vezes, ele não acontece.

6- Perda da autoconfiança – quando a carreira não vai bem, os profissionais usualmente perdem a confiança em suas habilidades e competências. Surge então uma forte desconfiança em relação aos seus próprios conhecimentos. “O profissional começa a se sentir incapaz e consequentemente passa a errar mais”, observa Giuliana.

7- Projetos pessoais se sobressaem – é saudável e estimulante desenvolver projetos pessoas, separadamente daquilo que é feito no seu ambiente de trabalho. No entanto, quando uma atividade que sempre ficou em segundo lugar começa a dominar o pensamento e o interesse do profissional, pode ser um sinal de que a carreira precise de mudança.

8- Gaps comportamentais – mudanças de comportamento também são sinais claros de que talvez haja algo errado e, portanto, devem ser observadas. Giulina explica que um caso clássico de um sinal de que a carreira não anda bem é quando um profissional que nunca teve problema de relacionamento começa a brigar constantemente.

Outro desvio de comportamento é quando o colaborador se afasta da equipe e vai se tornando mais individualista. De forma geral, fique atento, caso apresente desvios de comportamento nunca antes observados.

9- Evita se envolver em assuntos profissionais - as pessoas passam a maior parte de seu tempo no trabalho. Faz sentido, portanto, as conversas que travam com amigos, parentes e colegas de trabalho estarem relacionadas ao trabalho que desenvolvem. O profissional que está passando por um processo de mudança vai tentar sempre fugir desse tipo de assunto.

Tudo que estiver ligado ao contexto coorporativo não será mais do seu interesse, podendo até mostrar irritabilidade quando a conversa não toma outro rumo. Fique atento a esse sinal: ele pode estar indicando que é hora de mudar.

10- Feedbacks não fazem mais efeito - o objetivo principal do feedback é desenvolver o profissional. É o momento no qual as questão relacionadas à sua performance são levantadas e um plano corretivo é proposto. O mais interessado nesse momento é o próprio profissional, pois é a oportunidade de se desenvolver e crescer dentro da empresa.

Não se interessar pelo feedback é um claro sinal de que sua carreira não anda bem, já que carreiras em processo de desenvolvimento exigem esse retorno.

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Bem estar físico, mental e financeiro

O que para alguns pode significar o ápice do bem estar, para outros pode ser só o começo.

Por Antônio de Julio, www.administradores.com.br

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), a definição da saúde é um estado completo de bem estar físico, mental e social. Essa definição já gerou algumas críticas, pois não gera "metas" a serem atingidas. O que para alguns pode significar o ápice do bem estar, para outros pode ser só o começo.

Existe, também, uma segunda definição, criada pela própria OMS, que pode ser considerada mais "tangível". "A medida em que um indivíduo ou grupo é capaz, por um lado, de realizar aspirações e satisfazer necessidades e, por outro, de lidar com o meio ambiente". A saúde é, portanto, vista como um recurso para a vida diária, não o objetivo dela; abranger os recursos sociais e pessoais, bem como as capacidades físicas, é um conceito positivo.

Bom, quando se fala de recursos, nós temos os recursos naturais, como a terra, em que podemos plantar, nossos recursos (nossa saúde e disposição para realizar as tarefas) e o recurso criado pelo homem, que se chama "dinheiro". Segundo o último censo, 84% dos brasileiros vivem em áreas urbanas, o que não deve sobrar muito espaço em seus apartamentos ou casas para se plantar alguma coisa. Só sobra realmente o recurso do dinheiro para satisfazer suas necessidades (algumas básicas, como comer e ter onde morar). E assim ter saúde, que é um recurso para a vida diária.

Assim fechamos um ciclo, que seria saúde, dinheiro, nossas metas sociais, saúde...

A falta de dinheiro pode causar um rompimento nesse ciclo. A maneira com a qual lidamos com esse recurso, é de grande importância para o nosso bem estar. As empresas, através de seus departamentos de Recursos Humanos, além de se preocupar com a saúde e o ambiente de trabalho o qual seus funcionários passam a maior parte do dia, já começam a se preocupar com a saúde financeira de seus colaboradores. Ter uma "dieta" saudável com o dinheiro e tão importante quanto ter uma boa dieta alimentar (dieta não precisa significar "corte", mas sim "equilíbrio").

Muitas pessoas, às vezes, não tem um plano para o seu recurso, que são elas mesmas. Só precisam de sua saúde para levantar, trabalhar, cumprir suas tarefas e pronto. Daí, de repente, o corpo começa a emitir sinais de desgaste, de "falta de uso" de algumas partes. A famosa frase "problema de junta", que todos dizem na primeira lesão...

Alguma semelhança com o dinheiro, é mera coincidência... Diria que é difícil formular uma pergunta "a falta de saúde gera a falta de dinheiro"? ou "a falta de dinheiro gera a falta de saúde"?

Em nossa sociedade tão ligada ao "social" de cada um, onde cada dia mais as pessoas gostam de usufruir do recurso do dinheiro sem ter esse recurso, através de créditos, financiamentos e parcelas, fica o alerta para parar, refletir, e quem sabe começar uma dieta voltada para o seu bem estar. Se um dia o recurso do dinheiro faltar, como vai ficar a sua saúde?

Antonio De Julio – Especialista em educação financeira da MoneyFit

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Google compra Motorola e quem ganha é o Brasil

A Motorola ficou na oitava colocação no ranking de venda mundial de celulares, entre os meses de abril. O Google desenvolveu e gerencia o Android.

Por João Moretti , www.administradores.com.br

A Motorola terá acesso privilegiado ao Android? A Microsoft comprará a Nokia? Como os outros fabricantes de celulares se comportarão? Estas são algumas das especulações que estão sendo feitas desde que o Google adquiriu a Motorola Mobility. Independente do que aconteça, o que já podemos visualizar de positivo é o aquecimento do mercado mundial e, principalmente, do brasileiro.

O Google desenvolveu e gerencia o Android, sistema operacional móvel utilizado nos smartphones da Motorola e também de outras fabricantes, como a Samsung, Sony Ericsson, LG, Huawei, ZTE e HTC entre vários outros. Mesmo com a aquisição da Motorola, acredito que o Google não correria o risco de perder as vendas das outras fabricantes. Afinal, qual seria a vantagem?

A Motorola ficou na oitava colocação no ranking de venda mundial de celulares, entre os meses de abril e junho deste ano, foram 10,2 milhões de aparelhos. Nos dados divulgados pela Gartner, Samsung, LG, ZTE e HTC estavam à frente da Motorola no mesmo período. Juntas, estas empresas venderam mais de 118,28 milhões de aparelhos.

Outro dado importante é que o Android foi o sistema operacional mais comercializado mundialmente no segundo trimestre deste ano. Foram 46,7 milhões de unidades, o que é quase metade, 43,4%. A Symbian, sistema da Nokia, ficou com 22,1%, o iOS, da Apple, 18,2%, e o Windows Phone, da Microsoft, 1,6%. Se deixar de negociar com as outras fabricantes, certamente o sistema do Google perderá a liderança e será rapidamente ultrapassado pelos outros sistemas.

Apesar de o Symbian ser o segundo sistema mais adquirido, em breve esta situação irá mudar. Afinal, em fevereiro deste ano, a Nokia passou a usar o Windows Phone, pois percebeu que com o Symbian não conseguiria rivalizar com o Android e o iOS. Desta forma, logo o sistema da Microsoft estará entre os mais comercializados e será um dos principais concorrentes do Android.

Em razão dessas especulações, quem ganhou até agora foi a Nokia, que teve as ações em alta. Acredita-se que a Microsoft tenha interesse em adquirir a Nokia. Se isso acontecer voltaremos à questão inicial. Se as fabricantes que usam o Android temem que a Motorola seja beneficiada pelo Google, porque a Microsoft não poderia beneficiar a Nokia?

Neste cenário, quem sairá ganhando é o Brasil. A Motorola é a oitava no mundo, mas é a quarta marca de celular mais vendida no Brasil. Aqui a fabricante é reconhecida pelos consumidores. Quem não se lembra do StarTAC e depois do V3? Nos anos 90, quando o celular ainda não era tão popular, os aparelhos da Motorola eram os mais cobiçados pelos brasileiros.

Aos poucos foram surgindo novas marcas, a tecnologia foi evoluindo e as necessidades e desejos dos consumidores foram se transformando. A Motorola não conseguiu acompanhar estas mudanças e acabou perdendo espaço, no Brasil e no mundo. Mas certamente o Google investirá muito para que a Motorola volte a crescer e seja novamente a queridinha dos brasileiros.

O aumento da venda de smartphones no país também é outro fator que conta pontos para o Brasil. Segundo dados da IDC, a venda de smartphones passará de 10 milhões de unidades em 2011 para 47 milhões nos próximos quatro anos. O Brasil está na 11ª posição no ranking mundial de venda, mas estima-se que o país suba para a quarta posição, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, China e Índia. Certamente, este é um mercado no qual vale apena investir.

Em meio a tantas especulações a única certeza que temos é que, com a aquisição, a empresa presidida por Larry Page aumentará a concorrência na telefonia móvel. O Windows Phone ficará com todo o mercado do Symbian e travará uma batalha direta com o Android. E tudo isso é ótimo tanto para os brasileiros quanto para os consumidores de todo o mundo.

João Moretti - diretor da MobilePeople – empresa especializada em soluções móveis corporativas.

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Blockbuster ressurge para alugar filmes online


A empresa foi comprada há seis meses pela Dish Network.

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A Netflix vai ganhar um concorrente indigesto, que a própria empresa ajudou a afundar no passado. Trata-se da Blockbuster, antes uma das redes de locadoras mais prestigiadas do mundo e que vai retornar à ativa para correr atrás do mercado levado pela Netflix.

A Blockbuster foi comprada há seis meses pela Dish Network por módicos US$ 228 milhões e é esta empresa que apresentou, nesta sexta-feira, 23, o serviço de locação à distância "Blockbuster Movie Pass".

É um aluguel de filmes e programas de TV via internet combinado à entrega de jogos e filmes via correio. O mesmo modelo da Netflix, que acaba de se dividir em duas para atender aos dois formatos, gerando a entregadora de mídia Qwikster.

O site TechCrunch explica que o "Movie Pass" é uma combinação dos serviços de conteúdo sob demanda da Blokbuster e da Dish. Esse encontro criou um modelo de oferta praticamente completo, com parcerias dos dois lados: Starz, Epix, Sony Movie Channel, Encore - já fechadas antes com a Blockbuster. E Fox, TBS, TNT, Discovery, AMC, CN, DIY, HGTV, FOOD e History - da Dish.

O conteúdo total estará disponível apenas na DishNetwork.com, sendo que a Blockbuster continua com o seu serviço anterior, chamado "On Demand". A biblioteca foi dividida em duas partes: se o cliente quiser alugar para ver na TV, terá 3 mil títulos à disposição; se optar pelo computador, são 4 mil.

A grande sacada fica por conta do aluguel via correio, modalidade que oferece mais risco ao Qwikster. Neste caso a locadora conta com cerca de 100 mil filmes, com a possibilidade, inclusive, de serem ser trocados em lojas físicas da Blockbuster.

A novidade passa a funcionar nos Estados Unidos a partir do próximo sábado, 1, por US$ 10. Mas só quem possui algum pacote de TV via satélite da Dish pode assinar.

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Você é um profissional animador de plateia ou monstro de trem fantasma?

Uma pessoa que diariamente desempenha suas atividades com uma aparência, que mais parece trabalhar como monstro do trem fantasma, normalmente demonstra medo e opta em entrar em uma zona de conforto, estagnando sua carreira e demonstrando ausência de comprometimento.

Por Dalmir Sant'Anna, www.administradores.com.br

Ao exercer uma atividade com insatisfação, algumas pessoas abandonam o sentimento de amor ao próprio trabalho. Passam a conviver em um ciclo de descontentamento, onde a ausência de qualificação reflete na limitação de ideias e insuficiência de resultados. Uma pessoa que diariamente desempenha suas atividades com uma aparência, que mais parece trabalhar como monstro do trem fantasma, normalmente demonstra medo e opta em entrar em uma zona de conforto, estagnando sua carreira e demonstrando ausência de comprometimento. Mas como reverter essa situação?

Procure demonstrar mais satisfação
Há algum tempo, falar sobre emoções no ambiente de trabalho seria objeto de ásperas críticas e, alvo de estranheza por alguns líderes conservadores. Mas vários estudos e teorias organizacionais ratificam que a aproximação da paixão com o trabalho, produz substâncias químicas que ajudam a melhorar o desempenho profissional, intensificar a autoestima e contribuir com melhores resultados. Assim como em um trem fantasma, o ambiente de trabalho expressa diferentes reações emocionais como ódio, medo, prazer e esperança. Procure demonstrar mais satisfação e encontre mais alegria no trabalho realizado. A principal pessoa a ser beneficiada é você. Vamos tentar?

Controlar as dimensões de afetividade
O estado de ânimo é um conceito que engloba duas dimensões de afetividade. O primeiro está relacionado com os afetos positivos de entusiasmo, tendência de vivenciar algo novo e também sensações de alerta. O segundo conceito está relacionado com reações emocionais de raiva e medo. O objetivo da aparência triste, de um monstro no trem fantasma, é o de causar espanto e temor. Procure reconhecer e equilibrar as duas dimensões de afetividade e coloque em prática, o autogerenciamento de suas emoções. Conte até dez, ou até vinte, quando necessário, para não ferir os seus próprios sentimentos.

Na gestão comercial, a máxima de que o cliente é a peça fundamental da sobrevivência organizacional não é utopia, mas uma realidade. Quantas vezes você já foi a uma loja e uma pessoa despreparada atendeu sem vontade, com desgosto, com uma aparência de ser integrante de um trem fantasma? Pessoas dispostas a fazer a diferença e tornarem apaixonadas pelo que fazem, executam suas atividades acreditando nas suas competências e nos resultados que esperam alcançar. Imagem assustadora é para quem está no trem fantasma, jamais para quem trabalha com comprometimento, dedicação e satisfação. Como está a sua aparência agora?

Dalmir Sant'Anna - Palestrante comportamental, mestrando em Administração de Empresas, autor dos livros "Oportunidades"; "Menos pode ser Mais" e do DVD com o tema "Comprometimento como fator de Diferenciação". Visite o site: www.dalmir.com.br

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Programas de Estágios e Trainees: já está no ar a 2ª Feira Virtual

Serviço funcionará ininterruptamente durante todos os dias até o final da feira.

Por Redação Administradores, www.administradores.com.br

Estudantes ou recém-graduados que procuram boas oportunidades de carreira contam, desde ontem (26) até o dia 10 de outubro, com mais uma ferramenta útil, funcional e gratuita para encontrar o programa de estágios ou trainee adequado. Já está no ar a 2ª Feira Virtual de Programas de Estágios e Trainees, evento realizado pela Universia Brasil e pela consultoria Trabalhando.com.

O serviço funcionará ininterruptamente durante todos os dias até o final da feira. Os usuários podem cadastrar os seus respectivos currículos e realizar buscas por vagas segmentadas de acordo com o setor onde a empresa atua. Este ano, a organização do evento espera o cadastro de aproximadamente 20 mil currículos.

Uma vez enviado o currículo, o candidato pode se cadastrar em quantas vagas ele tiver interesse, não há um limite. Além das oportunidades, a Feira Virtual também oferece um teste de aptidão com uma instrutora virtual, que informa o nível de compatibilidade entre o candidato e a empresa para qual ele deseja se candidatar.

Com informações do G1.

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Computador está em 58% dos lares metropolitanos brasileiros, diz levantamento


Já nas classes C e D, o desktop marca presença de modo mais expressivo. Enquanto 56% dos lares da classe C já possuem pelo menos um computador, o computador desktop já está presente em 22% dos lares da classe D.

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A Intel divulgou os resultados da pesquisa "Tech Metrics Brasil", produzida através da Ipsos Brasil, que mapeou a penetração de computadores e conexões de banda larga em 16 cidades brasileiras. O estudo apontou que o computador e o acesso à internet já se tornaram vitais em todos os estratos sociais, mesmo entre aqueles que não possuem um computador em casa.

"A universalização do acesso ao computador e a individualização do uso são grande vetores de redução da desigualdade social e da transformação da sociedade brasileira por meio da informação, da colaboração e da interatividade," disse Cássio Tietê, diretor da Marketing da Intel Brasil. "Estamos avançando, mas ainda precisamos trabalhar para criar um país altamente conectado e preparado para aproveitar os benefícios que os grandes eventos mundiais, a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, trarão para a economia e para a sociedade."

A pesquisa foi realizada em 16 regiões metropolitanas de destaque no país, o equivalente a 35% da população brasileira e cerca de 50% do PIB nacional. Foram entrevistadas 2500 pessoas das classes sociais ABCD com idades entre 16 e 65 anos, que fossem usuários de computador, mesmo que não tivessem um em casa. As 16 regiões metropolitanas abordadas neste estudo incluem São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Campinas, Votorantim, Curitiba Porto Alegre, Balneário Camboriú, Brasília, Goiânia, Fortaleza, Salvador, Recife, Petrolina, Sobral e Belém.

Penetração e individualização dos PCs
O estudo mostrou que 58% dos lares nas regiões metropolitanas do Brasil já possuem computadores, com uma presença ainda muito forte dos desktops. Enquanto 56% dos lares possuem pelo menos um desktop, apenas 15% possuem pelo menos um notebook. A penetração de notebooks é mais expressiva no Distrito Federal, onde o dispositivo já está em 25% dos lares, enquanto a média nacional é de apenas 15%. Em todo o Brasil, o notebook está fortemente concentrado na classe A (47% dos lares) e B (23% dos lares).

Já nas classes C e D, o desktop marca presença de modo mais expressivo. Enquanto 56% dos lares da classe C já possuem pelo menos um computador, o computador desktop já está presente em 22% dos lares da classe D.

O Brasileiro também começa a seguir a tendência mundial de individualização do PC, com pelo menos 19% dos lares contando com mais de um computador. Em pelo menos 9% dos lares, o desktop e o notebook coexistem: o primeiro como o "computador da família", compartilhado, e o segundo como o computador pessoal de um dos moradores. Enquanto apenas 12% dos desktops nos lares são considerados de uso "individual", para os notebooks esse percentual é de 46%.

Um total de 58% dos possuidores de Notebook também têm pelo menos um desktop e entre os que possuem um netbook, 36% também têm um notebook no lar. Mesmo nas classes C e D, a presença de mais de um computador no lar já alcança os percentuais de 7% e 4%, respectivamente. Em média, o brasileiro considera que apenas um computador não é suficiente para o lar. Em todas as regiões e classes sociais, a opinião média é de que o número ideal de computadores dentro do lar é acima de um.

Acesso à banda larga é vital
Acessar a internet já é praticamente um hábito amplamente disseminado nas regiões metropolitanas pesquisadas, mesmo nos lares que não possuem computador. 96% dos donos de PC declararam que acessam a internet regularmente. Entre os que não são donos de um computador, 93% também acessa a internet regularmente. Entre os donos de computador, 63% declararam acessar a internet diariamente, enquanto apenas 23% dos que não possuem computador o fazem. O acesso a internet faz parte do dia a dia de 99% da classe A, 97% da classe B, 96% da C e 88% da D.

Entre os donos de computador, o acesso a sites de busca foi considerado a atividade mais frequente no uso de computadores, apontado como a principal atividade por 78% dos entrevistados. Outras atividades apontadas como as mais frequentes são o acesso ao Orkut (69%), ouvir, organizar e manter uma coleção de músicas digitais (69%), editar, organizar ou manter uma coleção de fotos (47%) e pesquisar em sites de comparação de preços (41%).

Para os que não são donos de PCs, mas acessa a internet regularmente, as atividades não são muito diferentes: pesquisa em sites de busca (69%), Orkut (67%), músicas digitais (47%), fotos (37%) e preparar trabalhos para escola, faculdade ou outros cursos (32%). O acesso destas pessoas se dá majoritariamente em LAN Houses (76%), casa de amigos e parentes (33%) e no trabalho (15%).

Preferência em eletroeletrônicos
O computador é o eletroeletrônico mais desejado pelos brasileiros. 47% dos entrevistados apontaram que sua próxima compra de eletroeletrônico deve ser um desktop, notebook ou netbook, bem acima dos desejos por uma TV LCD (16%) ou um celular com câmera e música (8%). O desejo por computadores é especialmente proeminente na região sul, onde o percentual chega a 58%.

O desejo de compra é latente nos lares que ainda não possuem um computador em casa (56%), enquanto 30% dos donos de PC têm planos de trocar de computador ou comprar uma máquina adicional. Desktops e notebooks dividem a preferência de compras dos consumidores nas regiões pesquisadas - 25% para os desktops e 19% para os notebooks nas próximas compras de eletroeletrônicos. Os netbooks apresentam um percentual de 3%, mas sempre com o objetivo de ser um segundo ou terceiro computador dentro do lar.

O desejo por notebooks é substancialmente maior na Classe A (28%), mas está presente em todas as classes sociais. Na classe D, 11% desejam um notebook como seu próximo eletroeletrônico, enquanto 31% desejam um desktop.

As próximas compras de desktops e notebooks serão quase todas realizadas a prazo (82% das próximas vendas de desktops e 73% das vendas de notebooks). Mesmo nas classes mais altas, as compras a prazo são preferidas na hora de comprar eletroeletrônicos.

A pesquisa também abordou a penetração e o desejo de compra de outros dispositivos de acesso a internet, como smartphones e tablets. Embora os telefones celulares sejam onipresentes nas regiões metropolitanas, o smartphone ainda apresenta baixa penetração na sociedade brasileira – apenas 2% dos entrevistados possuíam um smartphone, e apenas 1% demonstrou interesse em adquirir um nos próximos 12 meses. Já a penetração de tablets foi irrisória, menos de 1% tanto para a posse quanto para o desejo de aquisição nos próximos 12 meses.

"O computador continua sendo a principal forma de acesso a internet e ferramenta insubstituível no dia-a-dia das pessoas. Embora esperemos um enorme crescimento no número de dispositivos pessoais de acesso a internet, o que percebemos é que estas tecnologias são complementares, e não substitutas do PC", comentou Cássio Tietê.

Computador marca abismo social
A posse do computador parece marcar um grande abismo social no Brasil – nos lares sem computadores pesquisados, a renda média familiar média é menos da metade da renda familiar dos lares com acesso a computadores. Entre os que não possuem computador, a falta de dinheiro e condições de financiamento é apontada como a principal razão (66%).

"Este estudo nos mostra como é importante para o país o acesso a computadores e ao acesso a internet. Fizemos grandes avanços na inclusão digital, com isenção fiscal e pacotes de benefícios que ajudaram o brasileiro a ingressar na vida digital, mas ainda existe uma distância grande a ser percorrida. Aumentar o acesso à informação e recursos da internet é uma das formas mais eficientes que temos para melhorar a educação, promover serviços de governo eletrônico e a vida da população brasileira." concluiu Cássio Tietê.

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Inclusão produtiva: o sonho do próprio negócio mais próximo de virar realidade

Facilidades na legalização e mudanças no limite de faturamento são incentivos.

Agência Sebrae

Empreendedores brasileiros tiveram motivos para comemorar no mês de agosto, quando a presidente Dilma Rousseff assinou projeto de lei complementar ampliando de R$ 36 mil para R$ 60 mil a faixa limite de faturamento anual para o Empreendedor Individual. Essa alteração da Lei Geral, que está atualmente em votação no Congresso, "irá permitir que mais pessoas tenham acesso à formalização e ao crédito", declarou a presidente.

O aumento de 67% no teto de faturamento vai ampliar a adesão ao sistema simplificado de formalização de negócios que já atraiu mais de 1,5 milhão de pessoas em dois anos. É o caso do Empreendedor Individual André Freire Naves, o tio André, de Brasília. "Tenho nota fiscal, posso atender a empresas, tenho previdência e os benefícios da lei", comemora entusiasmado com a nova situação.

Como ele, centenas de milhares de brasileiros alcançaram essas e outras vantagens do programa Empreendedor Individual. O registro traz uma série de benefícios, proporciona segurança, dá perspectiva de crescimento pessoal e profissional e, sobretudo, confere cidadania.

Com o objetivo de ampliar o alcance do programa, o Sebrae, governos e outras entidades parceiras se mobilizaram para que até o final de 2011 o número de formalizados chegasse a 1,5 milhão. No entanto, quatro meses antes do término do ano, esse patamar já foi atingido. "O empreendedorismo é uma alternativa concreta de emprego e renda, como já perceberam esses novos empresários. A inserção no mercado formal traz benefícios não apenas para esses brasileiros, mas para a economia como um todo", diz o presidente do Sebrae Nacional, Luiz Barretto.

O Sebrae aposta na capacitação desse público para que ele atue de maneira competitiva e se mantenha no mercado. "A formalização é apenas o primeiro passo. O foco é dar sustentabilidade aos negócios. Faremos isso buscando ativamente o empreendedor, indo até ele para oferecer conhecimento em gestão, planejamento e inovação", explica o presidente do Sebrae Nacional. Profissionais de 467 categorias podem se registrar como empreendedores individuais.

O Projeto de Lei Complementar nº 591/2010 também facilita os procedimentos para dar baixa no negócio e dispensa a declaração anual do Empreendedor Individual. As pequenas empresas também serão beneficiadas com a ampliação do teto máximo de faturamento de R$ 2,4 milhões para R$ 3,6 milhões, além de estímulos para exportação e possibilidades de parcelar em até 60 meses os débitos com o Simples Nacional.

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segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Facebook é a rede que mais concentra publicidade no Brasil

No período analisado, o Facebook saltou 311%.

Por Ana Carolina Lima, Adnews

O Facebook é a rede social que tem mais representatividade no Brasil quando o assunto é publicidade. De acordo com o indicador Index Social, lançado ontem pela Espalhe no Social Media Week SP, 68% das marcas estão na plataforma.

De acordo com os dados, em abril deste ano 177 empresas se conectavam com 7,9 milhões de pessoas. Nesta época, o Twitter tinha 54% da participação, enquanto o Facebook possuía 45%. Agora, em setembro, já são 309 conectadas. O Facebook saltou para uma representação de 68% na participação e o Twiiter caiu para 31%. O YouTube se manteve com 1%.

Em cinco meses, o crescimento total foi de 182%. Neste período, o Facebook saltou 311%, o Twitter 68% e o YouTube 84%. As marcas brasileiras, segundo a ferramenta, estão conectadas a 22,2 milhões de pessoas.

Foi constatado ainda que menos de 20% das marcas no país, cerca de 60, são responsáveis por concentrar 80% de toda a audiência nas plataformas sociais. E este número em abril era menor, apenas 30. Os setores de alimentação, e-commerce, bebidas, veículos e higiene/limpeza são responsáveis por 58% delas.

As marcas que têm mais consumidores em média em seus canais proprietários são as de telecomunicações e aviação. Telecom está disparado em primeiro lugar; vale lembrar que Ronaldo contribui para a causa. A conta do Twiiter do ex-jogador é patrocinada pela Claro (@ClaroRonaldo).

Desde abril, bebidas, produtos de uso pessoal, higiene e limpeza foram os que mais cresceram no Index. Veja a classificação de branding por setor:

Bebidas alcoólicas – crescimento de 196%
Sminoff
Brahma
Johnnie Walker

Bebidas não-alcoólicas - crescimento de 929%
Guaraná Antartica
Gatorade
Ades

Produtos de uso pessoal
L'oreal
Natura
Nivea

Higiene Pessoal e Limpeza
Oral-B
Axe
Johnson's baby

E para provar que o número não é necessariamente sinônimo de sucesso. De acordo com o indicador, quanto menor a audiência, maior a média de engajamento, com exceção do Guaraná, Smirnoff e Brahma Futebol RJ. Para verificar o engajamento, são medidos os "curtir" e comentários no Facebook, além das menções e retwitties no microblog.

Em agosto, as 22 milhões de pessoas que acompanham as 309 marcas se engajaram 3,1 milhões de vezes. O Index Social tem no sistema as 309 marcas mais representativas. Pouco mais da metade, 164, marcam presença nos 3 canais.

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FGV e Cepal lançam versão em português do livro "Da inovação à política pública: historias de êxito na América Latina e no Caribe"

O evento é aberto ao publico em geral e contará com o autor da publicação Francisco B. Tancredi.

Por Redação, www.administradores.com.br

A versão em português da obra "Da inovação à política pública: historias de êxito na América Latina e no Caribe" lançada na sexta-feira (23), em seminário conjunto da Cepal com a Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV/EAESP), no salão Nobre da Instituição, localizado na rua Itapeva, 432, São Paulo.

Resultado de cinco ciclos do prêmio de Inovação Social, organizado pela Kellogg/Cepal, a publicação apresenta os perfis dos 25 projetos ganhadores do concurso, os impactos alcançados, os fatores de êxito de cada um, o potencial de replicabilidade e de que possam converter-se em políticas públicas, além do potencial de sustentabilidade.

O evento é aberto ao publico em geral e contará com o autor da publicação Francisco B. Tancredi, membros da equipe de CEPAL e a apresentação de dois das experiências premiadas brasileiras: O Trevo de Quatro Folhas (de Sobral, no Ceará) & Observatório de Maringá (do Paraná) e professores da FGV/ EAESP.

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Facebook já é o 5º site mais popular do Brasil


Dado consta em um estudo divulgado pela agência JWT.

Adnews

Comprovada ou não a ultrapassagem do Orkut pelo Facebook, a maior rede social do mundo chegou a altos patamares no Brasil. O site já é o quinto com maior audiência por aqui, de acordo com um estudo divulgado pela agência JWT.

Em agosto, o Facebook teve 30,4 milhões de acessos únicos no país, gerando 20,7 bilhões de visualizações de página - a maior taxa no Brasil.

Em relação a julho, o site recebeu incremento de 2 milhões de usuários e 12 milhões de page views. Sua audiência é tão alta que, em termos de redes sociais, o site só perde para o YouTube, que teve 31,5 milhões de acessos no mês passado.

Quando comparado com todos os sites, o Facebook está atrás de Google - com 41,5 milhões de visitantes e 14 bilhões de visualizações -, MSN (32,5 mi e 7,7 bi), UOL (32,3 mi e 5,7 bi) e YouTube (31,5 mi e 3,5 bi).

Este levantamento leva em conta dados fornecidos pelo Ibope Net Ratings, portanto, o Orkut aparece atrás do Facebook. O site do Google teve 29 milhões de visitantes em agosto e, depois de perder 532 mil visualizações de página, ficou com 3,7 bilhões.

Já o Google+, nova rede social da gigante de buscas, foi o segundo que mais cresceu dentro do segmento de mídias sociais, com alta de 16%. Só quem teve índice mais alto foi o Foursquare, com 60%.

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Diferencie seu ponto de vendas, fortaleça sua marca e conquiste clientes

"O consumidor quer ser tratado como alguém especial, em um ambiente arquitetonicamente interessante, com aspectos de entretenimento e conforto, com funcionários educadíssimos e que saibam tratar uma pessoa com a medida exata de intimidade e respeito" (Revista Científica UFPA).


Por Rosangela Andreazza, www.administradores.com.br

Inúmeras pesquisas comprovam que consumidores são persuadidos à compra pela "experiência de compra", ou seja, pela fantasia proporcionada nesse momento. Preço e qualidade deixam de serem diferenças, sendo o básico, o mínimo esperado por qualquer cliente.

Atrair a atenção, o interesse, o desejo e a ação de compra requerem atitudes distintas e criativas por parte das empresas. Nesse processo, primordialmente, faz-se necessário o treinamento e desenvolvimento de toda a equipe, focando sempre, a plena satisfação dos clientes.

Quando se fala em atendimento, existe uma busca incessante por parte do meio empresarial para encantar seus clientes, porém, o que se percebe no dia-a-dia é um elevado percentual de insatisfação e decepção por parte dos consumidores. Falta um relacionamento mais aproximado para com o eles, um atendimento mais customizado focado no perfil de cada um. Atendentes não olham nos olhos de seus clientes para perceberem o que realmente necessitam, não conseguem aproximarem-se de forma adequada, de gerar a tão sonhada satisfação de suas reais necessidades e desejos.

Para atender aos anseios de compras dos novos consumidores, as empresas devem proporcionar momentos únicos e mágicos, de forma, a despertarem o desejo de consumo. Para que isso aconteça, é vital, uma enorme dose de inovação, assim como, de uma generosa pitada de criatividade.

Vender produtos já não basta, é necessário criar "experiência de compra", gerar prazer no ato de adquirir mercadorias ou serviços, é essencial que, o ato de aquisição, seja surpreendente e inesquecível. Uma forma de extrapolar as expectativas do cliente, de tornar a compra algo único e encantador é recorrer aos sentidos, ou seja, sinestesia. Consumidores necessitam sentirem-se parte do ambiente, do que ele simboliza por meio do olfato, da visão e até mesmo, pela degustação.

O Boticário, por exemplo, visa mais do que vender produtos, almeja comercializar sonhos, e, para isso, apresenta estratégias mais elaboradas, inspiradoras, que despertam em seus consumidores, o desejo, de sentirem-se, parte da marca. Isso, apenas é possível, pela atenção especial, dedicada ao ponto de venda, de forma a provocar nas pessoas, o estímulo dos sentidos (tato, olfato e visão).

A atuação do Boticário foca estimular o consumidor a entrar, tocar e provar seus produtos sem a interferência do vendedor. Para isso, conta com fachadas e vitrines atrativas, com ambiente interno que estimule a permanecer no ambiente, aumentando a probabilidade de compra e venda.

Assim como no exemplo citado, sua empresa pode obter resultados positivos sem gastar muito. Confira algumas dicas:

Localização – Instale sua empresa em pontos de fácil localização, visualização, acesso e conforto. Investigue aspectos relevantes para seus clientes, tais como, estacionamento, proximidade de seu trabalho, etc.

Fachada – Capriche no visual de sua fachada. Ela é o seu cartão de visita. Valorize-a! Mostre que você é bom a partir dela. Utilize cores ligadas à sua atividade, caso possuir dúvidas, pesquise o significado das cores.

Vitrine – Pode ser pequena, contudo, deve ser atraente. Preocupe-se com a posição, organização, exposição e visibilidade.

Iluminação – Facilite a visualização de seus produtos. Falta de iluminação representa tristeza na percepção do consumidor. Pouca iluminação significa pouca atratividade do ambiente. Existem alternativas sustentáveis e baratas para clarear seu ambiente: janelas e portas grandes e de blindex, telhas transparentes, cores claras refletem luz e ajudam na iluminação, entre outras alternativas.

Layout - Disposição adequada de móveis, produtos, utensílios, ou seja, tudo que se encontra disposto na loja. Um bom layout significa o casamento da estrutura física, a entrada de matérias-primas, sua produção e boa circulação de pessoas.

Exposição dos produtos – A exibição dos produtos deve ser devidamente planejada, destaque seus produtos de forma a atrair a atenção, o interesse, o desejo e a ação de compra.

Uniformes dos atendentes – A apresentação dos funcionários pontua na construção de uma imagem positiva da empresa. Identifique seus funcionários, prefira cores e formas ligadas à sua atividade e marca. Cuidado com exageros.

Comunicação Interna – Mantenha sua empresa sinalizada, facilite o acesso das pessoas. Identifique sessões, departamentos, etc. Pense em cartazes com linguagem simples e direta para atrair a atenção e despertar a ação de compra.

Serviços – Agregue valor para seu cliente, ofereça mais do que ele espera (café, água, suco, espaço para descanso, atendimento vip, brindes...).

Faça sua loja falar sozinha. Crie, proporcione um ambiente que conte uma história. Permita que seus clientes entendam os seus valores. Utilize a criatividade, desperte a curiosidade, aguce os sentidos, desperte os desejos em seus clientes e alavanque de forma excepcional em suas vendas. Pense nisso!

Rosangela Andreazza é administradora com MBA em Gestão Empresarial, Mestranda em Gestão Empresarial. Atua como docente e coordenadora no curso de Administração da Faculdade Guaraí – FAG. Atua como instrutora e consultora sendo credenciada pelo Sebrae/TO e sócia-proprietária da HRM Consultoria.

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domingo, 25 de setembro de 2011

Amazon pode anunciar tablet na próxima quarta-feira (28)

A empresa mandou convites para jornalistas para um evento marcado para a data, o que motivou a especulação.

Por Redação Administradores, www.administradores.com.br

O esperado tablet da Amazon, considerado por analistas de mercado o único con cacife suficiente para fazer frente ao domínio do iPad, deve ser anunciado na próxima quarta-feira (28). A empresa mandou convites para jornalistas para um evento marcado para a data, o que motivou a especulação.

A companhia, que possui uma das maiores lojas/livrarias virtuais do mundo e desenvolve os e-readers kindle, espera vender, até o final de 2011, entre 3 e 5 milhões de tablets, segundo uma previsão do grupo de pesquisas Forrester Research.

A aposta da Amazon é subsidiar preços bem mais baixos em relação aos demais tablets e ganhar dinheiro com a venda de aplicativos e, principalmente, de livros, ramo de negócios dominado há décadas pela rede. Em relação ao iPad, a diferença de preço seria de até US$ 100. O sistema operacional presente no aparelho deve ser a plataforma aberta do Google, o Android.

Desde abril de 2010, quando o iPad reviveu o mercado de tablets, foram vendidas 30 milhões de unidades só do dispositivo da Apple.

Um dos pontos fracos dos concorrentes, e que deve ser reparado pela Amazon, é o baixo número de aplicativos específicos para os tablets em comparação com o iPad - que conta com cerca de 100 mil aplicativos à disposição dos usuários. Se as vendas dispararem, como se espera, desenvolvedores de softwares vão voltar mais as atenções para o Android, revela um dos pesquisadores.

Com informações do G1.

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Fidelidade: quase 90% dos usuários de iPhone não trocariam de marca

50% dos que desejam trocar de smartphone, no geral, comprariam um iPhone, indica a pesquisa.

Por Redação Administradores, www.administradores.com.br

A Apple é considerada pro alguns analistas e consumidores como uma religião. E como tal, conta com seguidores extremamente fiéis. Segundo uma pesquisa da UBS Research, 89% dos usuários do iPhone não trocariam seu gadget por nenhuma outra marca. O segundo lugar nesse índice de fidelidade, a taiwanesa HTC, tem 39% de usuários fiéis.

Em seguida, vêm os demais smartphones cujos fabricantes têm parceria com o Google para a utilização do Android como sistema operacional. A Samsung tem 28% e a Motorola, cuja divisão de hardware está em processo de aquisição pela gigante das buscas, detém 25% de fidelidade. Já o Blackberry, da RIM, empresa que vem sofrendo um sério revés no faturamento, tinha 62% de fiéis incondicionais há 18 meses, agora tem apenas 33%.

Considerando apenas o software, o Android tem um alto índice de aceitação (55%), mas também conta com uma rejeição considerável: 31% dos usuários disseram que migrariam para o iPhone quando da compra de um novo smartphone. 50% dos que desejam trocar de smartphone, no geral, comprariam um iPhone, indica a pesquisa.

Com informações do G1.

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Acessos a redes sociais via dispositivos móveis deve triplicar em cinco anos

Segundo pesquisa, até 2016, cerca de dois em cada três acessos às redes sociais serão através de smartphones ou tablets.

Por Redação Administradores, www.administradores.com.br

Se você utiliza redes sociais com frequência, prepare-se para ser um dos 1,7 bilhão de pessoas do mundo que irão acessar os serviços através de dispositivos móveis, como smartphones ou tablets. Segundo uma pesquisa realizada pela consultoria Juniper Research, a estimativa é o triplo da base de usuários de hoje, cerca de 550 milhões.

Segundo o estudo, o Facebook é a rede social que mais encontrará desafios e oportunidades com essa mudança de comportamento. Mesmo com mais de um bilhão de potenciais novos usuários, o serviço ainda não dispõe de um plano comercial claro para aumentar a receita com esses acessos.

Uma alternativa seria traçar uma estratégia parecida com a de seu rival nas redes, o Google: desenvolver um sistema operacional próprio. "Para reforçar sua estratégia no curto prazo, a rede social deve usar o HTML5, mas, no longo prazo, terá que desenvolver um sistema operacional móvel próprio", defende Aapo Markkanen, analista sênior da ABI Research, lembrando que, nos celulares, a maior rede social do mundo é apenas mais uma aplicação.

Já o Google teria pensado a própria rede social, o Google+, já integrada ao Android, sistema operacional que detém a maior fatia do mercado de smartphones e briga em pé de igualdade com o iOS nos tablets. Se o Facebook quiser mesmo entrar nessa briga de cachorros grandes, vai ter que roubar muitos parceiros, tando do Android quanto do recém-chegado Windows Phone.

Com informações do TI Inside.

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Corrupção pode ser mais prejudicial ao combate à pobreza do que crise econômica, diz diretor do Pnud

"Pode-se dizer que sim [que a corrupção pode ser pior que a falta de dinheiro]. Quando você tem falta de dinheiro, você não tem dinheiro. Quando você tem corrupção, você tem dinheiro, mas o perde", disse Jahan.

Por Carolina Pimentel, Agência Brasil

A corrupção pode ser um entrave maior do que uma crise econômica quando o assunto é combater a pobreza no mundo. A avaliação é de Selim Jahan, diretor do Grupo de Redução da Pobreza do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), sediado em Nova York, nos Estados Unidos.

O diretor reconhece que a crise econômica vivida pelos Estados Unidos e pela Europa afeta o trabalho de diminuição do número de pobres no mundo porque diversas nações dependem da ajuda externa vinda de países mais ricos para combater a pobreza, principalmente os da África. Ele alerta que a corrupção também tem impacto negativo, porque o dinheiro a ser usado é perdido.

"Pode-se dizer que sim [que a corrupção pode ser pior que a falta de dinheiro]. Quando você tem falta de dinheiro, você não tem dinheiro. Quando você tem corrupção, você tem dinheiro, mas o perde", disse Jahan, em entrevista exclusiva à Agência Brasil, durante sua passagem pelo país para participar de reuniões no Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG), uma parceria do Pnud com o governo brasileiro.

"O uso ineficiente dos recursos e pouco dinheiro têm o mesmo efeito", acrescentou o economista. Segundo ele, nações como Mali e Serra Leoa já estão em busca de outros países desenvolvidos que possam ajudá-los.

Selim Jahan destaca que há conhecimento de que a corrupção está instalada dentro do Poder Público de países pobres e emergentes. As Nações Unidas têm estimulado essas nações a usar mecanismos para dar transparência aos gastos governamentais. Ele cita uma experiência na Índia em que gestores locais colocam em um mural público quanto dinheiro há disponível e o montante gasto.

Segundo Jahan, diminuir a burocracia também contribui para evitar a corrupção. "Em algumas sociedades, a corrupção é institucionalizada. Isso ocorre por muitas razões. Uma delas é que, às vezes, existem muitas regras. Se você é o responsável por essas regras, você sempre pode usá-las para conseguir dinheiro dos outros. Se você simplifica essas regras e dá transparência aos gastos, você pode reduzir a corrupção", explicou.

A primeira das oito Metas do Milênio, propostas pelas Nações Unidas, é reduzir pela metade o número de pessoas na extrema pobreza até 2015. O Brasil já atingiu essa meta.

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